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O presidente francês François Hollande nomeou socialistas moderados para a chefia dos principais Ministérios, uma tentativa de tranquilizar os investidores financeiros e unir sua coalizão de esquerda antes das eleições legislativas, no mês que vem.

 

Hollande, de 57 anos, que nunca ocupou um cargo ministerial, escolheu nesta quarta-feira políticos experientes e com prática no governo para administrar os ministérios de Finanças, Relações Exteriores e do Trabalho.

 

Pierre Moscovici, ex-ministro de Assuntos Europeus, foi nomeado para o Ministério de Finanças; Laurent Fabius, que foi primeiro-ministro da França em meados da década de 1980, será o ministro de Relações Exteriores, e Michel Sapin, ex-ministro de Finanças, será o chefe da pasta do Trabalho.

DGABC

 

Jérôme Cahuzac será o ministro de Orçamento e Arnaud Montebourg ocupará a pasta da Indústria.

 

Pierre Moscovici vem dos quadros políticos do Partido Socialista, no qual atuava como secretário nacional de 1995. Foi ministro de Assuntos Europeus 1997 e 2002. Jérôme Cahuzac, o novo ministro de Orçamento, é cirurgião plástico de formação e atuava como deputado pelo Partido Socialista antes de ser indicado ministro.

 

O gabinete de Hollande herda uma economia estagnada, sobrecarregada por uma dívida recorde, além de uma dura tarefa: colocar em prática a promessa do presidente de manter a redução do déficit do governo enquanto retoma o crescimento econômico.

 

No Ministério de Finanças, a maior parte do tempo de Moscovici será tomada pela discussão entre França e Alemanha sobre como resolver a crise da dívida soberana e chegar a um acordo com a Grécia, que está à beira de deixar a união monetária.

 

O novo gabinete vai se reunir pela primeira vez no palácio do Eliseu na quinta-feira, juntamente com Hollande e o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, que foi nomeado na terça-feira.

 

O novo gabinete, porém, não será capaz de aprovar uma nova legislação até meados de junho, quando os eleitores franceses voltarão às urnas para eleger seus legisladores. A coalizão socialista de Hollande deve conquistar a maioria dos 577 assentos em disputa e assegurar que o presidente leve adiante sua agenda.

 

Ao contrário de seu antecessor, Nicolas Sarkozy, que mantinha rédea curta em relação às operações cotidianas, Hollande prometeu voltar à tradicional divisão de poder na França: o presidente estabelece uma ampla agenda de trabalho e os ministros a implementam. As informações são da Dow Jones. (Priscila Arone e Ricardo Gozzi)




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