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Dores lombares e cervicais


Augusto Rafael Barsella

22/10/2020 | 07:00


1 – Quais são as principais causas das dores lombares e cervicais?

Dores cervicais e lombares são extremamente comuns. Dados nos mostram que 90% da população mundial terá um episódio de dor lombar ao menos uma vez na vida. As causas são diversas, variando desde tensões do cotidiano e problemas posturais até situações mais graves – porém, raras – como compressão de raízes nervosas e tumores.

2 – Qual é o protocolo de tratamento utilizado hoje?

Qualquer dor deve ser abordada, porque pode se tornar crônica. Não há um protocolo único de tratamento, e sim a maneira correta de tratar dores lombares e cervicais. Isso começa com um diagnóstico correto, uma abordagem multiprofissional, que inclui fisioterapia e medicações. Há, ainda, a possibilidade de se realizar ‘bloqueios’, por meio dos quais se administram medicações para que se possa realizar o diagnóstico e/ou o tratamento terapêutico. O importante é ter orientação e acompanhamento médico.

3 – Como é feito o diagnóstico de casos considerados mais graves?

O diagnóstico sempre passa pela história que o paciente nos relata (anamnese), associada ao exame físico, para que tenhamos uma hipótese diagnóstica. Depois, podem ser feitos exames de imagem (raio X, tomografia e ressonância nuclear magnética). Uma ressonância pode até apresentar uma alteração, mas não necessariamente representa um problema clínico. Tratamos a pessoa como um todo, não só uma doença.

4 – Como prevenir as dores crônicas na coluna vertebral?

A principal forma de prevenção (e de tratamento) é a prática de atividade física. Ficar parado é totalmente contraindicado. É importante que as práticas físicas sejam prazerosas para as pessoas. Em casos de crises de dores lombares ou cervicais, contraindico práticas esportivas de impacto. Outra questão de extrema importância é o emagrecimento, quando a pessoa tem sobrepeso, especialmente no caso das dores lombares.

5 – Com a pandemia e o confinamento, houve um aumento de casos?

O que se nota é uma prevalência aumentada das dores crônicas, devido à falta de atividade física, ao aumento do sobrepeso, dos quadros de ansiedade e depressão, além de posturas erradas e pouca ergonomia, num contexto de home office. Todo esse cenário pesou e influenciou. Ressalto que a dor é uma experiência sensorial e emocional, então esse quadro fica exacerbado em pessoas com depressão e ansiedade.

6 – Quais são os melhores exercícios para uma coluna saudável?

Aqueles feitos com regularidade e sem impacto, especialmente natação, hidroginástica, musculação e pilates. Para mais benefícios para a saúde, é fundamental que a frequência seja de, ao menos, duas a três vezes por semana.

7 – O que existe de mais moderno em tratamento da dor?

O mais importante é o paciente entender que tem papel de protagonista em seu processo de cura. O objetivo não é zerar a dor, mas melhorar a qualidade de vida da pessoa. Somente medicamentos não garantem o sucesso do tratamento. É preciso associar acompanhamento psicológico, terapias comportamentais, prática de atividade física e fisioterapia. Cuidar da saúde como um todo: física e mental. A dor crônica gera sofrimento, angústia, tristeza e depressão. Uma equipe multidisciplinar consegue aumentar a qualidade de vida da pessoa e, como consequência, tratar a dor.

8 – Onde tratar?

O Hospital Ifor conta com um grupo especializado na Clínica da Dor. Além disso, possui estrutura de exames de imagem, de laboratório e de cirurgia.
 



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Dores lombares e cervicais

Augusto Rafael Barsella

22/10/2020 | 07:00


1 – Quais são as principais causas das dores lombares e cervicais?

Dores cervicais e lombares são extremamente comuns. Dados nos mostram que 90% da população mundial terá um episódio de dor lombar ao menos uma vez na vida. As causas são diversas, variando desde tensões do cotidiano e problemas posturais até situações mais graves – porém, raras – como compressão de raízes nervosas e tumores.

2 – Qual é o protocolo de tratamento utilizado hoje?

Qualquer dor deve ser abordada, porque pode se tornar crônica. Não há um protocolo único de tratamento, e sim a maneira correta de tratar dores lombares e cervicais. Isso começa com um diagnóstico correto, uma abordagem multiprofissional, que inclui fisioterapia e medicações. Há, ainda, a possibilidade de se realizar ‘bloqueios’, por meio dos quais se administram medicações para que se possa realizar o diagnóstico e/ou o tratamento terapêutico. O importante é ter orientação e acompanhamento médico.

3 – Como é feito o diagnóstico de casos considerados mais graves?

O diagnóstico sempre passa pela história que o paciente nos relata (anamnese), associada ao exame físico, para que tenhamos uma hipótese diagnóstica. Depois, podem ser feitos exames de imagem (raio X, tomografia e ressonância nuclear magnética). Uma ressonância pode até apresentar uma alteração, mas não necessariamente representa um problema clínico. Tratamos a pessoa como um todo, não só uma doença.

4 – Como prevenir as dores crônicas na coluna vertebral?

A principal forma de prevenção (e de tratamento) é a prática de atividade física. Ficar parado é totalmente contraindicado. É importante que as práticas físicas sejam prazerosas para as pessoas. Em casos de crises de dores lombares ou cervicais, contraindico práticas esportivas de impacto. Outra questão de extrema importância é o emagrecimento, quando a pessoa tem sobrepeso, especialmente no caso das dores lombares.

5 – Com a pandemia e o confinamento, houve um aumento de casos?

O que se nota é uma prevalência aumentada das dores crônicas, devido à falta de atividade física, ao aumento do sobrepeso, dos quadros de ansiedade e depressão, além de posturas erradas e pouca ergonomia, num contexto de home office. Todo esse cenário pesou e influenciou. Ressalto que a dor é uma experiência sensorial e emocional, então esse quadro fica exacerbado em pessoas com depressão e ansiedade.

6 – Quais são os melhores exercícios para uma coluna saudável?

Aqueles feitos com regularidade e sem impacto, especialmente natação, hidroginástica, musculação e pilates. Para mais benefícios para a saúde, é fundamental que a frequência seja de, ao menos, duas a três vezes por semana.

7 – O que existe de mais moderno em tratamento da dor?

O mais importante é o paciente entender que tem papel de protagonista em seu processo de cura. O objetivo não é zerar a dor, mas melhorar a qualidade de vida da pessoa. Somente medicamentos não garantem o sucesso do tratamento. É preciso associar acompanhamento psicológico, terapias comportamentais, prática de atividade física e fisioterapia. Cuidar da saúde como um todo: física e mental. A dor crônica gera sofrimento, angústia, tristeza e depressão. Uma equipe multidisciplinar consegue aumentar a qualidade de vida da pessoa e, como consequência, tratar a dor.

8 – Onde tratar?

O Hospital Ifor conta com um grupo especializado na Clínica da Dor. Além disso, possui estrutura de exames de imagem, de laboratório e de cirurgia.
 

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