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PSDB fica de fora da eleição em Rio Grande após 28 anos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Depois de vencer quatro eleições seguidas no município, tucanato não lançará sequer candidatos a vereador na cidade


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 07:00


Depois de ostentar hegemonia e vencer quatro eleições municipais consecutivas em Rio Grande da Serra, o PSDB ficará de fora da disputa pelo Paço neste ano e sequer lançará candidatos a vereador no município. É a primeira vez que a sigla não terá nome próprio na corrida majoritária na cidade em 28 anos.

A saída do prefeito Gabriel Maranhão, hoje no Cidadania, expulso há dois anos por infidelidade partidária, marcou o início da derrocada do partido no município onde, por anos, foi o reduto do tucanato na região. À época a sigla também perdeu seus três vereadores eleitos em 2016 (Agnaldo de Almeida; João Mineiro e Bibinho). Neste ano, embora cogitasse lançar o presidente da legenda, Carlos Duarte, na corrida pela Prefeitura, desistiu do pleito.

Ao Diário, Duarte argumentou que, nos últimos meses, o objetivo era “organizar o partido”. “O PSDB estava com problemas de prestação de contas. Primeiro organizamos e agora, daqui para frente, pretendemos criar um novo partido, com pessoas diferentes e que estejam dispostas a levantar nossa bandeira”, disse.

Desde o pleito de 1992 o PSDB participa da disputa pelo Paço de Rio Grande, mas foi em 2004 que a legenda chegou ao poder pela segunda vez e iniciou a sequência de vitórias, com o então vereador Adler Kiko Teixeira – hoje prefeito da vizinha Ribeirão Pires.

Quatro anos mais tarde, Kiko conquistou a reeleição com a expressiva marca de 81% dos votos. Na eleição seguinte, Maranhão, então secretário de Obras de Kiko, foi escolhido como candidato à sucessão. Venceu em 2012 e, ainda no PSDB, foi reeleito em 2016.

Já Kiko trocou o tucanato pelo PSC – sigla pela qual tentou se tornar deputado federal – e, depois, pelo PSB. Concorreu, com êxito, na briga pelo Paço de Ribeirão Pires. Neste ano, retornou ao tucanato para defender sua reeleição.

Maranhão, por sua vez, irritou o tucanato ao apoiar a candidatura à reeleição do então governador Márcio França (PSB), a despeito de o partido ter o hoje governador João Doria (PSDB) como candidato. Quatro anos antes, o prefeito já havia causado incômodo no partido ao declarar publicamente voto no PT, que tinha a então presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição. Neste ano, Maranhão indicou a sua vice, Marilza de Oliveira (PSD), como nome governista à sucessão.

Ontem à tarde, Duarte anunciou apoio do PSDB à candidatura a prefeito de Claudinho da Geladeira (Podemos), justamente a figura que rivalizou com os tucanos em 2012 e em 2016 e que fez oposição aos governos Kiko e Maranhão nos anos anteriores na Câmara. 

A primeira vitória do PSDB em Rio Grande da Serra foi em 1992, com Zé Teixeira, irmão mais velho de Kiko e que neste ano voltará a brigar pela cadeira pelo PSL. Em 1996, indicou José de Souza à sucessão – aquele pleito, porém, foi levado por Cido Franco (PTB), que morreu no primeiro ano de gestão, vítima de infarto. 



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PSDB fica de fora da eleição em Rio Grande após 28 anos

Depois de vencer quatro eleições seguidas no município, tucanato não lançará sequer candidatos a vereador na cidade

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 07:00


Depois de ostentar hegemonia e vencer quatro eleições municipais consecutivas em Rio Grande da Serra, o PSDB ficará de fora da disputa pelo Paço neste ano e sequer lançará candidatos a vereador no município. É a primeira vez que a sigla não terá nome próprio na corrida majoritária na cidade em 28 anos.

A saída do prefeito Gabriel Maranhão, hoje no Cidadania, expulso há dois anos por infidelidade partidária, marcou o início da derrocada do partido no município onde, por anos, foi o reduto do tucanato na região. À época a sigla também perdeu seus três vereadores eleitos em 2016 (Agnaldo de Almeida; João Mineiro e Bibinho). Neste ano, embora cogitasse lançar o presidente da legenda, Carlos Duarte, na corrida pela Prefeitura, desistiu do pleito.

Ao Diário, Duarte argumentou que, nos últimos meses, o objetivo era “organizar o partido”. “O PSDB estava com problemas de prestação de contas. Primeiro organizamos e agora, daqui para frente, pretendemos criar um novo partido, com pessoas diferentes e que estejam dispostas a levantar nossa bandeira”, disse.

Desde o pleito de 1992 o PSDB participa da disputa pelo Paço de Rio Grande, mas foi em 2004 que a legenda chegou ao poder pela segunda vez e iniciou a sequência de vitórias, com o então vereador Adler Kiko Teixeira – hoje prefeito da vizinha Ribeirão Pires.

Quatro anos mais tarde, Kiko conquistou a reeleição com a expressiva marca de 81% dos votos. Na eleição seguinte, Maranhão, então secretário de Obras de Kiko, foi escolhido como candidato à sucessão. Venceu em 2012 e, ainda no PSDB, foi reeleito em 2016.

Já Kiko trocou o tucanato pelo PSC – sigla pela qual tentou se tornar deputado federal – e, depois, pelo PSB. Concorreu, com êxito, na briga pelo Paço de Ribeirão Pires. Neste ano, retornou ao tucanato para defender sua reeleição.

Maranhão, por sua vez, irritou o tucanato ao apoiar a candidatura à reeleição do então governador Márcio França (PSB), a despeito de o partido ter o hoje governador João Doria (PSDB) como candidato. Quatro anos antes, o prefeito já havia causado incômodo no partido ao declarar publicamente voto no PT, que tinha a então presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição. Neste ano, Maranhão indicou a sua vice, Marilza de Oliveira (PSD), como nome governista à sucessão.

Ontem à tarde, Duarte anunciou apoio do PSDB à candidatura a prefeito de Claudinho da Geladeira (Podemos), justamente a figura que rivalizou com os tucanos em 2012 e em 2016 e que fez oposição aos governos Kiko e Maranhão nos anos anteriores na Câmara. 

A primeira vitória do PSDB em Rio Grande da Serra foi em 1992, com Zé Teixeira, irmão mais velho de Kiko e que neste ano voltará a brigar pela cadeira pelo PSL. Em 1996, indicou José de Souza à sucessão – aquele pleito, porém, foi levado por Cido Franco (PTB), que morreu no primeiro ano de gestão, vítima de infarto. 

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