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Jardim Zaíra 3/Mauá
A cena é rotineira: crianças e adolescentes empinando pipas calçando apenas chinelos de dedo e se expondo a diversas doenças no entorno do córrego próximo a avenida Mansur José Sadek onde o esgoto de diversas casas é lançado a céu aberto.
A situação perdura há quase 30 anos. São duas gerações de famílias que a cada chuva têm de assistir passivamente a água poluida invadir suas casas.
Todos têm de se aventurar sobre o córrego pelas pontes improvisadas com madeira apodrecida pelo tempo para ter acesso às casas ou outras ruas do bairro.
Com auxílio de uma bengala, a doméstica Maria José Inácio tem de vencer a travessia todos os dias e reclama dos problemas que a falta de conservação do local acarreta para o bairro.
“É rato, é escorpião e até cobra. Outro dia passei vergonha, tinha visita em casa e passou um rato enorme, não sabia o que dizer”, conta Maria.
O aposentado Alberto Pereira reclama que as manutenções feitas pela Prefeitura no local são superficiais.
“Eles vêm uma vez a cada ano e jogam um punhado de veneno de qualquer jeito”, conta. “Isso não adianta, parece que atiça mais os ratos”, completa.
De acordo com os moradores mais antigos o córrego consta como canalizado pela Prefeitura.
“Estou aqui há 24 anos e a situação sempre foi essa, nunca mudou. Só em dias de eleição, aí sim, aqui fica cheio de gente, depois todo mundo some e a gente têm de continuar assim”, relata Maria José.
Segundo a Secretaria de Obras da Prefeitura de Mauá, o projeto para verificar a viabilidade de canalização do córrego ficará para o ano que vêm quando técnicos estudarão os custos da obra caso a solicitação dos moradores seja levada adiante.
Centro/São Caetano
Infiltrações tomam conta do teto, pilares e paredes do terminal intermunicipal de ônibus. “Não é raro a gente esperar o ônibus e sentir uma gota d´água caindo na nossa cabeça”, conta a estudante Silvia Ribeiro. Nas frestas mais úmidas é possível encontrar plantas crescendo e a pouca luminosidade do local contribui para que o bolor tome conta do concreto. “O chão vive cheio d´água que escorre pelas colunas. Faz muito tempo que está desse jeito, não sei se a construção aguenta ficar com essas infiltrações por muito mais tempo”, diz o comerciante José Renato Costa. De acordo com os passageiros que utilizam os ônibus com frequência, em dias de chuva a situação piora. “Depois que chove fica vários dias escorrendo água pelo teto. Nesses últimos dias que choveu forte deu para ver bem a água saindo das frestas das colunas”, diz Costa. De acordo com a Diretoria de Obras da Prefeitura, a manutenção do terminal começará em janeiro e seguirá durante o primeiro trimestre do ano.
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