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Três cidades da região ficam entre dez com mais roubos de celulares

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Santo André, São Bernardo e Diadema sentem reflexo da densidade populacional


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

12/08/2020 | 00:01


Três cidades da região estão entre as dez do Estado com mais casos de roubo de celulares no primeiro semestre. Em Santo André, foram 1.919 ocorrências, fazendo com que o município ocupe a segunda colocação no ranking. Diadema contabilizou 1.896 subtrações, ficando em quarto, enquanto São Bernardo registrou 1.651 crimes do tipo, na sexta posição – veja detalhes na arte abaixo.

A Capital é o local com maior incidência de roubo de celulares, com 39.996 ocorrências, equivalente a 57,44% de todas as ocorrências paulistas. Juntas, as dez cidades onde o crime é mais comum acumulam 53.291 registros, ou seja, três quartos das ocorrências observadas em todo Estado. Os dados são de levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), divulgado ontem.

Na avaliação de David Pimentel Barbosa de Siena, professor de direito penal da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), isso ocorre em razão da densidade populacional dos municípios. “É muita gente e equipamentos de segurança que não são suficientes. Na região, temos problemas de capitais, mas não temos a estrutura que elas têm”, explicou.

No primeiro semestre, o Grande ABC registrou 12.645 roubos e furtos de celulares, quantidade 34,16% menor do que as 19.208 ocorrências registradas no mesmo período de 2019, segundo dados do Portal de Transparência da SSP (Secretaria de Segurança Pública). Mesmo com a redução, o número segue alto, já que é equivalente a 70 subtrações por dia.

Siena assinala que a alta incidência do crime é justificada pelo fato de a região estar cercada por ‘cinturão’ formado pelo mercado ilegal de aparelhos de telefonia móvel, à exemplo de ‘feirinha’ no bairro São Mateus, na Capital. “Não vejo outra saída se não o efetivo bloqueio dos aparelhos para impedir a comercialização. Diversas vezes o poder público e as operadoras acordaram para isso, mas o criminosos encontram meios para desbloquear”, apontou.

Já a queda nos BOs (Boletins de Ocorrência) desta natureza é justificada pelo isolamento, já que as pessoas estavam saindo menos às ruas. A região somou 1.299 casos em abril, em comparação com 3.360 registros no mesmo período de 2019.

“Notamos que com a reabertura gradual da economia, as taxas de roubos se elevaram, mas os números se encontram inferior ao do mesmo mês do ano passado”, destacou Allan Carvalho, economista e pesquisador do Instituto de Finanças da Fecap. De fato, nas sete cidades, junho teve 1.299 roubos e furtos de celulares, ante 3.067 no mesmo mês do ano passado.

A SSP informou que não comenta pesquisas cuja metodologia desconhece, porém, garantiu que as “polícias Civil e Militar atuam para combater os crimes contra o patrimônio, inclusive os roubos e furtos de celulares. Diversas ações são desencadeadas, como Operação São Paulo Mais Seguro, que amplia o policiamento em pontos estratégicos para coibir todas as naturezas criminais”. A pasta salientou que a inclusão do IMEI nos BOs desde 2015 para bloqueio dos aparelhos e a possibilidade de registrar a ocorrência on-line, facilitando a denúncia, colaboram no combate ao crime.

A Prefeitura de Santo André afirmou que atua em conjunto com as forças policiais da cidade e, inclusive, alguns destes casos foram elucidados em razão das imagens do COI (Centro de Operações Integradas) da cidade. A GCM (Guarda Civil Municipal) é responsável por averiguações de rotina.
A Prefeitura de São Bernardo salientou que tem intensificado as rondas preventivas e o monitoramento por câmeras nos locais de maior circulação de pessoas, onde furtos de celulares ocorrem com maior frequência. Além disso, a contratação de 77 GCMs reforçou ações de combate ao crime. Diadema não se posicionou até o fechamento desta edição. 



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Três cidades da região ficam entre dez com mais roubos de celulares

Santo André, São Bernardo e Diadema sentem reflexo da densidade populacional

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

12/08/2020 | 00:01


Três cidades da região estão entre as dez do Estado com mais casos de roubo de celulares no primeiro semestre. Em Santo André, foram 1.919 ocorrências, fazendo com que o município ocupe a segunda colocação no ranking. Diadema contabilizou 1.896 subtrações, ficando em quarto, enquanto São Bernardo registrou 1.651 crimes do tipo, na sexta posição – veja detalhes na arte abaixo.

A Capital é o local com maior incidência de roubo de celulares, com 39.996 ocorrências, equivalente a 57,44% de todas as ocorrências paulistas. Juntas, as dez cidades onde o crime é mais comum acumulam 53.291 registros, ou seja, três quartos das ocorrências observadas em todo Estado. Os dados são de levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), divulgado ontem.

Na avaliação de David Pimentel Barbosa de Siena, professor de direito penal da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), isso ocorre em razão da densidade populacional dos municípios. “É muita gente e equipamentos de segurança que não são suficientes. Na região, temos problemas de capitais, mas não temos a estrutura que elas têm”, explicou.

No primeiro semestre, o Grande ABC registrou 12.645 roubos e furtos de celulares, quantidade 34,16% menor do que as 19.208 ocorrências registradas no mesmo período de 2019, segundo dados do Portal de Transparência da SSP (Secretaria de Segurança Pública). Mesmo com a redução, o número segue alto, já que é equivalente a 70 subtrações por dia.

Siena assinala que a alta incidência do crime é justificada pelo fato de a região estar cercada por ‘cinturão’ formado pelo mercado ilegal de aparelhos de telefonia móvel, à exemplo de ‘feirinha’ no bairro São Mateus, na Capital. “Não vejo outra saída se não o efetivo bloqueio dos aparelhos para impedir a comercialização. Diversas vezes o poder público e as operadoras acordaram para isso, mas o criminosos encontram meios para desbloquear”, apontou.

Já a queda nos BOs (Boletins de Ocorrência) desta natureza é justificada pelo isolamento, já que as pessoas estavam saindo menos às ruas. A região somou 1.299 casos em abril, em comparação com 3.360 registros no mesmo período de 2019.

“Notamos que com a reabertura gradual da economia, as taxas de roubos se elevaram, mas os números se encontram inferior ao do mesmo mês do ano passado”, destacou Allan Carvalho, economista e pesquisador do Instituto de Finanças da Fecap. De fato, nas sete cidades, junho teve 1.299 roubos e furtos de celulares, ante 3.067 no mesmo mês do ano passado.

A SSP informou que não comenta pesquisas cuja metodologia desconhece, porém, garantiu que as “polícias Civil e Militar atuam para combater os crimes contra o patrimônio, inclusive os roubos e furtos de celulares. Diversas ações são desencadeadas, como Operação São Paulo Mais Seguro, que amplia o policiamento em pontos estratégicos para coibir todas as naturezas criminais”. A pasta salientou que a inclusão do IMEI nos BOs desde 2015 para bloqueio dos aparelhos e a possibilidade de registrar a ocorrência on-line, facilitando a denúncia, colaboram no combate ao crime.

A Prefeitura de Santo André afirmou que atua em conjunto com as forças policiais da cidade e, inclusive, alguns destes casos foram elucidados em razão das imagens do COI (Centro de Operações Integradas) da cidade. A GCM (Guarda Civil Municipal) é responsável por averiguações de rotina.
A Prefeitura de São Bernardo salientou que tem intensificado as rondas preventivas e o monitoramento por câmeras nos locais de maior circulação de pessoas, onde furtos de celulares ocorrem com maior frequência. Além disso, a contratação de 77 GCMs reforçou ações de combate ao crime. Diadema não se posicionou até o fechamento desta edição. 

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