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Base do Samu é alvo de assaltos frequentes em São Bernardo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Inaugurado há um ano, local possui histórico de constantes furtos de funcionários e invasões; ocorrências ficaram mais intensas há 20 dias


Anderson Fattori

08/08/2020 | 00:01


Assustados e com medo de assaltos, profissionais de saúde e demais funcionários reclamam da falta de segurança na unidade do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no Centro de São Bernardo, inaugurada há pouco mais de um ano – 18 de julho de 2019. Em denúncias feitas ao Diário, profissionais relatam que são alvos de assaltos frequentes na troca dos seus plantões e, além disso, pessoas em situação de rua invadem o local para dormir e acabam furtando itens das ambulâncias.

A base fica entre as ruas Jurubatuba e Joaquim Nabuco e, segundo os funcionários – que preferem não se identificar –, o policiamento passa a cada 40 ou 50 minutos no local, mas durante os intervalos ocorrem os assaltos. “Os moradores de rua e usuários de drogas aproveitam este tempo, entram na base e realizam os assaltos. Ontem (quarta-feira), de madrugada, roubaram a bicicleta de um dos funcionários e há 15 dias entraram na área de repouso da base”, reclamou um funcionário. 

Além disso, na terça-feira uma das funcionárias estava saindo do seu plantão, logo pela manhã, quando foi surpreendida por um homem, que apontou um canivete para a profissional, que conseguiu correr para dentro da base. “Não tem nenhum guarda que fique com a gente. Existe uma câmera de monitoramento na esquina da base, mas, por exemplo, quando roubaram um carro de um funcionário no mês passado, a câmera não captou. Teoricamente é para nos ajudar, mas quando precisamos, ela está virada para o outro lado, não dá zoom”, reforça outro profissional do local. 

Ainda de acordo com os funcionários, entre 2h30 e 7h é o pior horário no local. A base ainda possui portões que impedem a entrada de pessoas que não são funcionárias, porém, existe uma lixeira que não possui proteção, por onde os profissionais acreditam que os usuários passam para entrar na unidade. “Depois que entram, ficam escondidos atrás da copa que temos aqui”, explica uma funcionária. 

Além dos assaltos, o local também sofre em época de chuvas fortes. “Na teoria, todo este espaço era para ser ótimo, mas toda estrutura, além da falta de segurança, deixa muito a desejar e nós (funcionários) acabamos pagando por isso”, finaliza o profissional. 

HISTÓRICO
A base do Samu foi inaugurada em área que abrigava posto de combustível e foi desapropriado após ter sido abandonado e ter dívidas com a Prefeitura por pelo menos cinco anos. O espaço recebeu obras de aproximadamente R$ 1,2 milhão para acolher estrutura e profissionais até então instalados dentro do Cenforpe (Centro de Formação de Profissionais de Educação), no Planalto.  Foram necessários 120 dias de obras para recuperação do espaço, contando remoção de objetos no local, limpeza, pintura e montagem de novos móveis.

Sobre os problemas citados pelos funcionários, a Prefeitura informou que está providenciando a instalação de um portão automático que garanta agilidade às ambulâncias e “traga maior sensação de segurança aos funcionários”, informou a administração, em nota. “Além disso, a Guarda Civil Municipal intensificou as rondas ostensivas no entorno, com o intuito de aumentar a segurança no local. As instalações passam por manutenção periódica”, finaliza. 



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Base do Samu é alvo de assaltos frequentes em São Bernardo

Inaugurado há um ano, local possui histórico de constantes furtos de funcionários e invasões; ocorrências ficaram mais intensas há 20 dias

Anderson Fattori

08/08/2020 | 00:01


Assustados e com medo de assaltos, profissionais de saúde e demais funcionários reclamam da falta de segurança na unidade do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no Centro de São Bernardo, inaugurada há pouco mais de um ano – 18 de julho de 2019. Em denúncias feitas ao Diário, profissionais relatam que são alvos de assaltos frequentes na troca dos seus plantões e, além disso, pessoas em situação de rua invadem o local para dormir e acabam furtando itens das ambulâncias.

A base fica entre as ruas Jurubatuba e Joaquim Nabuco e, segundo os funcionários – que preferem não se identificar –, o policiamento passa a cada 40 ou 50 minutos no local, mas durante os intervalos ocorrem os assaltos. “Os moradores de rua e usuários de drogas aproveitam este tempo, entram na base e realizam os assaltos. Ontem (quarta-feira), de madrugada, roubaram a bicicleta de um dos funcionários e há 15 dias entraram na área de repouso da base”, reclamou um funcionário. 

Além disso, na terça-feira uma das funcionárias estava saindo do seu plantão, logo pela manhã, quando foi surpreendida por um homem, que apontou um canivete para a profissional, que conseguiu correr para dentro da base. “Não tem nenhum guarda que fique com a gente. Existe uma câmera de monitoramento na esquina da base, mas, por exemplo, quando roubaram um carro de um funcionário no mês passado, a câmera não captou. Teoricamente é para nos ajudar, mas quando precisamos, ela está virada para o outro lado, não dá zoom”, reforça outro profissional do local. 

Ainda de acordo com os funcionários, entre 2h30 e 7h é o pior horário no local. A base ainda possui portões que impedem a entrada de pessoas que não são funcionárias, porém, existe uma lixeira que não possui proteção, por onde os profissionais acreditam que os usuários passam para entrar na unidade. “Depois que entram, ficam escondidos atrás da copa que temos aqui”, explica uma funcionária. 

Além dos assaltos, o local também sofre em época de chuvas fortes. “Na teoria, todo este espaço era para ser ótimo, mas toda estrutura, além da falta de segurança, deixa muito a desejar e nós (funcionários) acabamos pagando por isso”, finaliza o profissional. 

HISTÓRICO
A base do Samu foi inaugurada em área que abrigava posto de combustível e foi desapropriado após ter sido abandonado e ter dívidas com a Prefeitura por pelo menos cinco anos. O espaço recebeu obras de aproximadamente R$ 1,2 milhão para acolher estrutura e profissionais até então instalados dentro do Cenforpe (Centro de Formação de Profissionais de Educação), no Planalto.  Foram necessários 120 dias de obras para recuperação do espaço, contando remoção de objetos no local, limpeza, pintura e montagem de novos móveis.

Sobre os problemas citados pelos funcionários, a Prefeitura informou que está providenciando a instalação de um portão automático que garanta agilidade às ambulâncias e “traga maior sensação de segurança aos funcionários”, informou a administração, em nota. “Além disso, a Guarda Civil Municipal intensificou as rondas ostensivas no entorno, com o intuito de aumentar a segurança no local. As instalações passam por manutenção periódica”, finaliza. 

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