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Maioria dos vereadores da região votará ‘sim’ no referendo do dia 23


Do Diário do Grande ABC

16/10/2005 | 07:39


A proibição da venda de armas de fogo e munições no país estaria aprovada se dependesse dos vereadores das sete cidades do Grande ABC. Consulta feita pelo Diário mostra 58 votos para o ‘sim’ e 35 para o ‘não’ à pergunta que todos os eleitores brasileiros terão de responder no próximo domingo. O placar mais favorável ao ‘sim’ é de Diadema, onde apenas dois dos 16 parlamentares apóiam o ‘não’.

As justificativas para o voto seguem os motes principais das campanhas de TV. O grupo do ‘sim’ quer evitar os chamados crimes banais, quando a presença de uma arma transforma uma discussão em tragédia. A turma do ‘não’ alega que ter uma arma é direito do cidadão e que os bandidos não serão desarmados. Veja o resultado em cada cidade:

Santo André – A contagem está empatada em 10 a 10, com um indeciso. Os petistas estão unidos em torno do ‘sim’, contando com Jurandir Gallo, que costuma dirigir críticas severas à administração do prefeito João Avamileno (PT). “Há dezenas de razões para o meu voto. A mais simples é que uma arma serve apenas para tirar a vida de alguém”, justificou.

Na defesa do ‘não’, Aidan Ravin (PPS) usa a alegação de que desarmar os cidadãos comuns fortalece os criminosos. Ele vai além e acredita que os civis têm de receber treinamento para manusear armas. “Com treinamento para autodefesa, o cidadão não ficaria tão vulnerável.”

São Bernardo – Há 11 votos para o ‘sim’ e cinco para o ‘não’. Quatro parlamentares não foram localizados. “Proibir a venda de armas é subjugar o povo”, disse Amedeo Giusti (PV), mostrando, como outros verdes, que a opinião sobre as armas não tem muito a ver com a orientação partidária.

São Caetano – Dos 11 parlamentares, seis estão a favor do desarmamento, enquanto outros cinco, contra. O petista Edgar Nóbrega encabeça o movimento pelo ‘sim’. Já realizou debate na Câmara, participa da Frente Parlamentar do ABC e realiza no escritório político um curso de multiplicadores a favor do desarmamento. Na turma do ‘não’ estão cinco parlamentares. Angelo Pavin (PPS) justifica o voto dizendo que é um direito adquirido pelo povo. “Não tenho arma, mas acho que é um direito.”

Diadema – O ‘não’ é minoria. Dos 16 vereadores, apenas dois disseram que vão votar contra o fim da venda de armas de fogo e munições. Um deles ainda não decidiu seu voto. E há também quem tenha decidido votar nulo. Inconformada com a realização do referendo, Irene dos Santos (PT) já decidiu anular o voto. Para a petista, o governo está transferindo a responsabilidade sobre o controle da segurança à população. “Esse referendo é totalmente desnecessário. A competência de cuidar da segurança é do governo”, disse.

Mauá – Embora indecisos, quatro vereadores que ainda não sabem como votar no referendo têm argumentos semelhantes: nada ou muito pouco mudará em termos práticos após o resultado da consulta popular. A Câmara tem um placar variado: há oito votos pela proibição, quatro pela venda de armas, outros quatro estão indecisos e um – o líder de governo, Alberto Betão Pereira Justino (PSB) – não quis se posicionar para não influenciar o voto.

Entre os que defendem a proibição do comércio de armas, há os que seguem motivos religiosos: Ozelito José Benedito (PSB), o Irmão Ozelito, e Altino dos Santos (PL), o Pastor Altino. Vanessa Damo (PV) é uma das poucas exceções entre os verdes a votar no ‘sim’.

Ribeirão Pires – O placar apertado – 6 a 5 para os que optarão pelo ‘sim’ – deixa uma certeza a respeito da votação na cidade: a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), localizada no município e que lidera o mercado nacional de munição, influencia diretamente a opinião de alguns parlamentares. “Eu acho que não está bem explicada a questão do desarmamento. Os governantes quiseram empurrar isso para a população decidir. Mas também tem a ver com a CBC”, disse José Vicente de Abreu (PHS), justificando seu voto no ‘não’.

Para Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha (PDT), que votará no ‘sim’, o eleitor de Ribeirão está dividido e a disputa pelos votos deverá ser acirrada. “Aqui em Ribeirão, o prefeito declarou voto no ‘não’, e ele é uma pessoa de muita influência na cidade, que tem a CBC; vai ser um páreo forte”, garantiu Dedé.

Rio Grande da Serra – Cinco vereadores acreditam que a diminuição do número de armas deverá auxiliar na redução do índice de violência e quatro votam ‘não’. Cláudio Manoel Melo, o Claudinho da Geladeira (PT), acha que o referendo, além de fazer a população refletir, poderá auxiliar na queda de mortes banais que acontecem diariamente.



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