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Indignados, prefeitos prometem ir ‘até as últimas consequências’

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC está na fase 1 da flexibilização, a mais rígida, enquanto a Capital está na 2


Do Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 19:52


Após anúncio do governo do Estado de que o Grande ABC – e toda a Região Metropolitana – ficou de fora da primeira fase de flexibilização e reabertura gradual de comércios e serviços não essenciais em São Paulo, prefeitos da região usaram as redes sociais para se manifestar contrários à decisão do governador João Doria (PSDB) e prometeram acionar o Ministério Público e ir “até as últimas consequências” para que o “erro seja corrigido”. Segundo os chefes dos Executivos, não há razão para a liberação da Capital e manter as sete cidades com todas restrições.

No início da noite, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), um dos principais aliados políticos do governador João Doria, teceu duras críticas ao amigo. “Costumo dizer que aliado não é alienado. Estou indignado com a decisão. Não vou ser covarde e incoerente. Pedi agenda com os promotores de São Bernardo para apresentar os dados da cidade que são bem melhores que os da Capital (veja na arte ao lado) e se preciso for vamos acionar a Justiça”, esbravejou Morando. “Quero que um infectologista venha a público e me mostre com dados que a Capital tenha situação melhor do que São Bernardo para flexibilizar a quarentena. Sempre segui a ciência e quero que a ciência seja seguida.”

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), gravou um vídeo também inconformado com a decisão do Estado. “Incluir a Capital e deixar de fora Santo André e o Grande ABC é um grande absurdo, por que deixou de fora os critérios científicos. Os índices da nossa cidade são muito melhores que os da Capital. Nunca misturei política na tomada de decisões. Iremos até as últimas consequências para ter a autonomia de volta”, garantiu.

Em São Caetano, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) também fez transmissão ao vivo para mostrar seu descontentamento. “Espero que haja uma revisão do governo e do comitê de contingenciamento porque houve um equívoco. Nossas decisões são amparadas em critérios técnicos e deveríamos estar pelo menos na Faixa 4 (verde). Vamos aguardar a revisão do governo ou iremos até as últimas consequências para que o erro seja corrigido”, prometeu.

O prefeito de Diadema, Lauro Michels, postou boletim em que disse "mudaram todas as regras no fim do jogo sem falar com os prefeitos". Segundo ele, "fizeram uma mágica para que a Capital se encaixe na fase 2, o local com maior número de mortos. Como será com os bairros que fazem limite com São Paulo?". Michels continuou: "precisamos agir com responsabilidade, é muita politicagem".

Em nota, o Consórcio Intermunicipal disse que recebeu com "profunda surpresa e indignação" o comunicado feito pelo Governo do Estado e que voltará a se reunir na sexta-feira (29), por videoconferência, às 10h.

Logo após o anúncio do governo do Estado, os sete prefeitos da região se reuniram virtualmente em assembleia extraordinária no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e, na sequência, o colegiado emitiu nota. “O Consórcio esclarece que recebeu com profunda surpresa e indignação o comunicado feito pelo governo do Estado de São Paulo de que a cidade de São Paulo teve análise separada da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) na nova fase do plano de retomada econômica do Estado.”

INCOERÊNCIA
O governo do Estado não encontra nos números argumentos para justificar a decisão divulgada ontem. Dados compilados pelo Diário junto às prefeituras da região e de São Paulo mostram que a taxa de ocupação nos leitos do Grande ABC destinados ao tratamento da Covid-19 variam de 43% a 78% nas enfermarias e de 56% a 90% em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Considerando a taxa média da região, a ocupação é de 52% em leitos de enfermaria e 68% em leitos de terapia intensiva. As taxas de mortes e casos por 100 mil habitantes são melhores tanto quando se considera a média regional quando se analisam os números separados de todas as cidades.



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Indignados, prefeitos prometem ir ‘até as últimas consequências’

Grande ABC está na fase 1 da flexibilização, a mais rígida, enquanto a Capital está na 2

Do Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 19:52


Após anúncio do governo do Estado de que o Grande ABC – e toda a Região Metropolitana – ficou de fora da primeira fase de flexibilização e reabertura gradual de comércios e serviços não essenciais em São Paulo, prefeitos da região usaram as redes sociais para se manifestar contrários à decisão do governador João Doria (PSDB) e prometeram acionar o Ministério Público e ir “até as últimas consequências” para que o “erro seja corrigido”. Segundo os chefes dos Executivos, não há razão para a liberação da Capital e manter as sete cidades com todas restrições.

No início da noite, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), um dos principais aliados políticos do governador João Doria, teceu duras críticas ao amigo. “Costumo dizer que aliado não é alienado. Estou indignado com a decisão. Não vou ser covarde e incoerente. Pedi agenda com os promotores de São Bernardo para apresentar os dados da cidade que são bem melhores que os da Capital (veja na arte ao lado) e se preciso for vamos acionar a Justiça”, esbravejou Morando. “Quero que um infectologista venha a público e me mostre com dados que a Capital tenha situação melhor do que São Bernardo para flexibilizar a quarentena. Sempre segui a ciência e quero que a ciência seja seguida.”

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), gravou um vídeo também inconformado com a decisão do Estado. “Incluir a Capital e deixar de fora Santo André e o Grande ABC é um grande absurdo, por que deixou de fora os critérios científicos. Os índices da nossa cidade são muito melhores que os da Capital. Nunca misturei política na tomada de decisões. Iremos até as últimas consequências para ter a autonomia de volta”, garantiu.

Em São Caetano, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) também fez transmissão ao vivo para mostrar seu descontentamento. “Espero que haja uma revisão do governo e do comitê de contingenciamento porque houve um equívoco. Nossas decisões são amparadas em critérios técnicos e deveríamos estar pelo menos na Faixa 4 (verde). Vamos aguardar a revisão do governo ou iremos até as últimas consequências para que o erro seja corrigido”, prometeu.

O prefeito de Diadema, Lauro Michels, postou boletim em que disse "mudaram todas as regras no fim do jogo sem falar com os prefeitos". Segundo ele, "fizeram uma mágica para que a Capital se encaixe na fase 2, o local com maior número de mortos. Como será com os bairros que fazem limite com São Paulo?". Michels continuou: "precisamos agir com responsabilidade, é muita politicagem".

Em nota, o Consórcio Intermunicipal disse que recebeu com "profunda surpresa e indignação" o comunicado feito pelo Governo do Estado e que voltará a se reunir na sexta-feira (29), por videoconferência, às 10h.

Logo após o anúncio do governo do Estado, os sete prefeitos da região se reuniram virtualmente em assembleia extraordinária no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e, na sequência, o colegiado emitiu nota. “O Consórcio esclarece que recebeu com profunda surpresa e indignação o comunicado feito pelo governo do Estado de São Paulo de que a cidade de São Paulo teve análise separada da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) na nova fase do plano de retomada econômica do Estado.”

INCOERÊNCIA
O governo do Estado não encontra nos números argumentos para justificar a decisão divulgada ontem. Dados compilados pelo Diário junto às prefeituras da região e de São Paulo mostram que a taxa de ocupação nos leitos do Grande ABC destinados ao tratamento da Covid-19 variam de 43% a 78% nas enfermarias e de 56% a 90% em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Considerando a taxa média da região, a ocupação é de 52% em leitos de enfermaria e 68% em leitos de terapia intensiva. As taxas de mortes e casos por 100 mil habitantes são melhores tanto quando se considera a média regional quando se analisam os números separados de todas as cidades.

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