
As investigações se concentram na cidade de Coyhaique, 1,8 mil quilômetros ao sul de Santiago, onde vivia o assassino Rodrigo Orias Gallardo, 25 anos. O rapaz, todo vestido de preto, irrompeu na igreja e atacou com uma faca o padre, diante dos fiéis horrorizados.
"Por Satã!", exclamou o assassino, degolando o padre de 69 anos que oficializava uma missa vespertina. Depois do ataque, Rodrigo untou o rosto com o sangue do religioso e fez um corte no próprio pescoço e no peito com a mesma faca usada no ataque, de acordo com os relatos.
A polícia também segue as pistas que levariam a outros cinco homens. O grupo faria parte da seita à qual Rodrigo Orias Gallardo pertence há pelo menos dois anos.
A seita, assim chamada porque seus integrantes se vestem de negro e usam botas do tipo militar, costuma se reunir à noite para conversar e ouvir músicas com temas satânicos, de acordo com as primeiras investigações. Há dois anos seus integrantes, entre eles Orias Gallardo, foram acusados de profanar uma capela em Coyhaique, onde destruíram o crucifixo do altar, uma imagem da Virgem Maria e várias imagens sagradas.
O sociólogo Humberto lagos, que participou na preparação do informe da polícia chilena, afirmou que o crime do padre Faustino possui características típicas de um macabro ritual satânico. "O agressor homicida esteve presente à missa e degolou o padre ao final da cerimônia religiosa. Então procedeu a uma cena espetacular que tem todos os elementos relacionados aos de uma seita satânica", comentou.
Cruzes invertidas, chifres de cabra e tecidos negros foram encontrados pela polícia na casa do agressor, em Coyhaique. Um de seus vizinhos relatou que durante a noite ouvia o assassino falar durante horas, em uma espécie de ritual.
Rodrigo tem em um dos braços a tatuagem de um pentagrama invertido, símbolo freqüentemente usado em rituais de bruxaria.
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