
Atualmente, cerca de 3 mil índios da tribo ocupam uma área de 1,1 mil hectares entre os municípios de Inajá e Floresta. Um dos líderes do grupo, Genildo Francisco de Assis, afirma que a tribo reivindica a demarcação de uma reserva de 200 mil hectares.
Os índios, que chegaram na segunda a Brasília, reivindicam também a criação de um programa para a produção de alimentos na reserva. Segundo Genildo, o atendimento emergencial, com cestas básicas, é necessário, mas é preciso construir um projeto para que os índios consigam produzir os próprios alimentos. "Nós não agüentamos mais depender de cestas básicas para sobreviver. Nós queremos um programa permanente, para a vida toda", afirmou.
Assis reclama do descaso da Funasa (Fundação Nacional da Saúde). Segundo ele, há sete meses a Funasa deixou de enviar médicos e equipes de vacinação à região. As estradas estão em más condições de uso e para conseguir água os índios têm que percorrer cerca de 15 quilômetros. "Nós não vamos sair daqui antes que seja tomada uma providência. A demarcação da terra eu sei que é difícil e demorada. Mas, os problemas de saúde, alimentação e transporte eu sei que podem ser resolvidos", afirmou à Agência Brasil.
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