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Liverpool desiste de usar programa do governo para pagar salários de funcionários



06/04/2020 | 17:25


Pedindo desculpas aos torcedores, o Liverpool desistiu nesta segunda-feira da decisão de inscrever seus funcionários no programa para a retenção de empregos do governo britânico durante a pandemia de coronavírus.

Sob o esquema implementado para ajudar as empresas a sobreviverem ao período de quarentena, funcionários podem ser colocados de licença e receber 80% de seus salários, até um máximo de 2,5 mil libras (aproximadamente R$ 16,8 mil) por mês.

A reviravolta do Liverpool ocorreu após dois dias marcados por críticas de torcedores e ex-jogadores ao atual campeão europeu por sua decisão. "Acreditamos que chegamos à conclusão errada na semana passada ao anunciar que desejávamos colocar os funcionários no regime de retenção do coronavírus e de licença devido à suspensão do calendário do Campeonato Inglês", disse o chefe-executivo do Liverpool, Peter Moore em uma mensagem direcionada aos torcedores, "e realmente sinto muito por isso."

Os jogadores permanecem com salário integral no clube, que tem 25 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Inglês e a nove rodadas do fim, mas que está suspenso para conter a propagação da covid-19.

O Tottenham, que perdeu para o Liverpool na final da Liga dos Campeões da última temporada, desconsiderou a reação de seus torcedores e políticos, mantendo a decisão de colocar seus funcionários de licença. Os rivais de Manchester, United e City, disseram que não usariam fundos públicos para economizar salários, ainda que com muitas operações paralisadas.

O Liverpool é um dos clubes mais ricos do futebol mundial, com um faturamento de 533 milhões de libras (aproximadamente R$ 3,448 bilhões) na última temporada. "Nossas intenções eram, e ainda são, garantir que toda a força de trabalho receba a maior proteção possível", disse. "Portanto, estamos comprometidos em encontrar maneiras alternativas de operar enquanto não há jogos de futebol sendo disputados que garantam que não iremos nos inscrever no regime de ajuda do governo".

Se a temporada não puder ser completada, a Premier League pode ficar devendo 762 milhões de libras (R$ 4,93 bilhões) às emissoras de tevê pelos contratos de transmissão. O Burnley estima um déficit de 50 milhões de libras (R$ 323 bilhões).



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Liverpool desiste de usar programa do governo para pagar salários de funcionários


06/04/2020 | 17:25


Pedindo desculpas aos torcedores, o Liverpool desistiu nesta segunda-feira da decisão de inscrever seus funcionários no programa para a retenção de empregos do governo britânico durante a pandemia de coronavírus.

Sob o esquema implementado para ajudar as empresas a sobreviverem ao período de quarentena, funcionários podem ser colocados de licença e receber 80% de seus salários, até um máximo de 2,5 mil libras (aproximadamente R$ 16,8 mil) por mês.

A reviravolta do Liverpool ocorreu após dois dias marcados por críticas de torcedores e ex-jogadores ao atual campeão europeu por sua decisão. "Acreditamos que chegamos à conclusão errada na semana passada ao anunciar que desejávamos colocar os funcionários no regime de retenção do coronavírus e de licença devido à suspensão do calendário do Campeonato Inglês", disse o chefe-executivo do Liverpool, Peter Moore em uma mensagem direcionada aos torcedores, "e realmente sinto muito por isso."

Os jogadores permanecem com salário integral no clube, que tem 25 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Inglês e a nove rodadas do fim, mas que está suspenso para conter a propagação da covid-19.

O Tottenham, que perdeu para o Liverpool na final da Liga dos Campeões da última temporada, desconsiderou a reação de seus torcedores e políticos, mantendo a decisão de colocar seus funcionários de licença. Os rivais de Manchester, United e City, disseram que não usariam fundos públicos para economizar salários, ainda que com muitas operações paralisadas.

O Liverpool é um dos clubes mais ricos do futebol mundial, com um faturamento de 533 milhões de libras (aproximadamente R$ 3,448 bilhões) na última temporada. "Nossas intenções eram, e ainda são, garantir que toda a força de trabalho receba a maior proteção possível", disse. "Portanto, estamos comprometidos em encontrar maneiras alternativas de operar enquanto não há jogos de futebol sendo disputados que garantam que não iremos nos inscrever no regime de ajuda do governo".

Se a temporada não puder ser completada, a Premier League pode ficar devendo 762 milhões de libras (R$ 4,93 bilhões) às emissoras de tevê pelos contratos de transmissão. O Burnley estima um déficit de 50 milhões de libras (R$ 323 bilhões).

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