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Covid-19 já reflete no comércio

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em loja de Santo André, vendas não chegaram a 30% em relação a uma segunda-feira comum; impactos dependem do avanço do vírus


Flavia Kurotori
Matheus Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/03/2020 | 00:01


O comércio de rua da região começa a sentir os efeitos do novo coronavírus (Covid-19). Isso porque, com as orientações para que a população evite sair de casa, duas das principais vias comerciais da região observaram as vendas caírem ontem. A equipe do Diário percorreu as ruas Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André, e Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo, e ambas tinham movimento abaixo do normal.

Maria Regiane Araújo, 37 anos, que é gerente da loja Maribella Lingerie, na Marechal, observou que as vendas em março costumam ser mais “aquecidas” e que ontem foi um dia atípico, de calçadas vazias. “O patrão no fim do dia quer saber o que vendeu, o lucro. Até porque, tem de pagar fornecedor. Vai que é o mês todo assim, as vendas só despencam”, assinalou. “Na verdade, hoje (ontem) vendemos 30% do que vendemos em uma segunda, que é o melhor dia de vendas da semana”, completou.

“Neste momento (na tarde de ontem), teríamos cerca de dez clientes, ao invés disso, não temos nenhum”, lamentou Elton Santos da Silva, 33, gerente da loja de roupas ODX10, na Coronel Oliveira Lima. Ele lembrou que os vendedores são comissionados, ou seja, o salário depende das vendas diárias. “Este momento afeta em cheio, só chegam conta, cobrança de fornecedor e as vendas caem muito”, contabilizou.

Na avaliação de Pedro Cia Junior, presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), conforme as aulas forem suspensas, pode “diminuir a velocidade das vendas”. Entretanto, ele afirma que ainda não é possível prever os impactos, dado que as atividades dependem das notícias relacionadas ao novo coronavírus. Por ora, a indicação é que os comerciantes mantenham as portas abertas.

Valter Moura Júnior, vice-presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), recomenda que os associados mantenham as práticas fundamentais de higiene para os funcionários e cuidados adequados para o atendimento ao cliente. “Mas a decisão de fechar é de cada estabelecimento, que toma a medida que considerar mais adequada. A Acisbec não faz qualquer recomendação de fechamento nem de mudança de horário. O que está sendo feito é o cancelamento de eventos com aglomeração, isso sim”, explicou.

O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) informou que começou a distribuir para seus associados, ontem, cartilha de procedimentos adequados para todos os trabalhadores da área de alimentação. O material trata “sobre assuntos importantes relacionados à saúde dos colaboradores, de higiene pessoal e ambiental”, destacou Beto Moreira, presidente da entidade. 

Prateleiras começam a ficar vazias na região

Na tarde de ontem, a equipe do Diário esteve em supermercado no Centro de São Bernardo, onde encontrou prateleiras vazias. Apesar disso, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) garante que os estoques dos supermercados paulistas continuam normais e que a cadeia de abastecimento está operando com regularidade e com fluxo normal.


Segundo a associação, entre sexta-feira e domingo, a frequência em alguns supermercados do Estado chegou a aumentar 8,5% em comparação ao terceiro fim de semana de fevereiro. Os produtos mais procurados foram álcool gel e papel higiênico. A entidade informou que os estabelecimentos “estão preparados para atender à demanda e não há registro de desabastecimento nas lojas do Estado”.

Por outro lado, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) afirmou, ontem, que está monitorando as lojas do País e não foram identificados problemas de desabastecimento, apenas de reposição, devido ao maior número de clientes em algumas lojas, no fim de semana. “Essa situação se concentrou mais em supermercados da Capital paulista e em bairros das classes A e B”, observou a entidade.

A associação garantiu que está atuando, por meio de um comitê, na análise do avanço do coronavírus no Brasil, elaborando ações de comunicação que possam conscientizar a população sobre a importância da prevenção dentro e fora das lojas. Além disso, mantém contato com a indústria para garantir a normalidade do abastecimento “com segurança para a população”. FK (com Agências)




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Covid-19 já reflete no comércio

Em loja de Santo André, vendas não chegaram a 30% em relação a uma segunda-feira comum; impactos dependem do avanço do vírus

Flavia Kurotori
Matheus Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/03/2020 | 00:01


O comércio de rua da região começa a sentir os efeitos do novo coronavírus (Covid-19). Isso porque, com as orientações para que a população evite sair de casa, duas das principais vias comerciais da região observaram as vendas caírem ontem. A equipe do Diário percorreu as ruas Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André, e Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo, e ambas tinham movimento abaixo do normal.

Maria Regiane Araújo, 37 anos, que é gerente da loja Maribella Lingerie, na Marechal, observou que as vendas em março costumam ser mais “aquecidas” e que ontem foi um dia atípico, de calçadas vazias. “O patrão no fim do dia quer saber o que vendeu, o lucro. Até porque, tem de pagar fornecedor. Vai que é o mês todo assim, as vendas só despencam”, assinalou. “Na verdade, hoje (ontem) vendemos 30% do que vendemos em uma segunda, que é o melhor dia de vendas da semana”, completou.

“Neste momento (na tarde de ontem), teríamos cerca de dez clientes, ao invés disso, não temos nenhum”, lamentou Elton Santos da Silva, 33, gerente da loja de roupas ODX10, na Coronel Oliveira Lima. Ele lembrou que os vendedores são comissionados, ou seja, o salário depende das vendas diárias. “Este momento afeta em cheio, só chegam conta, cobrança de fornecedor e as vendas caem muito”, contabilizou.

Na avaliação de Pedro Cia Junior, presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), conforme as aulas forem suspensas, pode “diminuir a velocidade das vendas”. Entretanto, ele afirma que ainda não é possível prever os impactos, dado que as atividades dependem das notícias relacionadas ao novo coronavírus. Por ora, a indicação é que os comerciantes mantenham as portas abertas.

Valter Moura Júnior, vice-presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), recomenda que os associados mantenham as práticas fundamentais de higiene para os funcionários e cuidados adequados para o atendimento ao cliente. “Mas a decisão de fechar é de cada estabelecimento, que toma a medida que considerar mais adequada. A Acisbec não faz qualquer recomendação de fechamento nem de mudança de horário. O que está sendo feito é o cancelamento de eventos com aglomeração, isso sim”, explicou.

O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) informou que começou a distribuir para seus associados, ontem, cartilha de procedimentos adequados para todos os trabalhadores da área de alimentação. O material trata “sobre assuntos importantes relacionados à saúde dos colaboradores, de higiene pessoal e ambiental”, destacou Beto Moreira, presidente da entidade. 

Prateleiras começam a ficar vazias na região

Na tarde de ontem, a equipe do Diário esteve em supermercado no Centro de São Bernardo, onde encontrou prateleiras vazias. Apesar disso, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) garante que os estoques dos supermercados paulistas continuam normais e que a cadeia de abastecimento está operando com regularidade e com fluxo normal.


Segundo a associação, entre sexta-feira e domingo, a frequência em alguns supermercados do Estado chegou a aumentar 8,5% em comparação ao terceiro fim de semana de fevereiro. Os produtos mais procurados foram álcool gel e papel higiênico. A entidade informou que os estabelecimentos “estão preparados para atender à demanda e não há registro de desabastecimento nas lojas do Estado”.

Por outro lado, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) afirmou, ontem, que está monitorando as lojas do País e não foram identificados problemas de desabastecimento, apenas de reposição, devido ao maior número de clientes em algumas lojas, no fim de semana. “Essa situação se concentrou mais em supermercados da Capital paulista e em bairros das classes A e B”, observou a entidade.

A associação garantiu que está atuando, por meio de um comitê, na análise do avanço do coronavírus no Brasil, elaborando ações de comunicação que possam conscientizar a população sobre a importância da prevenção dentro e fora das lojas. Além disso, mantém contato com a indústria para garantir a normalidade do abastecimento “com segurança para a população”. FK (com Agências)


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