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Bispo pede exame de consciência aos poderes

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dom Pedro Cipollini realizou missa de Quarta-Feira de Cinzas no lançamento da campanha da fraternidade


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/02/2020 | 00:30


Após celebração da missa de Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da quaresma, o bispo de Diocese de Santo André, dom Pedro Carlos Cipollini, pediu que os poderes constituídos façam um exame de consciência com o objetivo de unir a Nação. Em sua homilia, o religioso já havia dito que são necessárias justiça, igualdade e democracia, mas que também é preciso ajudar aos pobres. A missa foi realizada ontem à noite, na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Santo André.

Avaliando o atual momento político, dom Pedro declarou que a situação é de ambiguidade. “Uma coisa que parece boa, mas no fundo é ruim. Querendo combater o Congresso e o Supremo, isso é o começo do fim. Jamais se pode fazer isso. Não estou dizendo que são perfeitos, mas é preciso olhar os erros que estão sendo cometidos. É preciso que cada poder veja o erro que está fazendo, e não querer criticar o outro”, afirmou, respondendo a questionamento sobre as manifestações que estão sendo convocadas para 15 de março, contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).

“O Executivo tem que ver o que está fazendo de errado, o Congresso e o Supremo, também ”, afirmou. Dom Pedro conclamou que todos os poderes constituídos aproveitem a Quaresma para fazer autocrítica, um exame de consciência, como a Igreja Católica está fazendo. “A partir dessa autocrítica, se proponha a unir a Nação. Se o Brasil continuar nesse caminho de desunião e de acirramento dos ânimos vamos perder mais tempo do que já perdemos”, completou.

Dom Pedro caracterizou a situação como “uma crise antropológica”. “O ser humano está perdendo os valores que fazem com que tenha dignidade. Não tem mais princípios, vale tudo. Um relativismo ético. Só é bom o que é bom para mim. Temos que levar a sério as responsabilidades com os outros. Uma pessoa que exerce um cargo não pode exercer para si e para sua família. É uma visão distorcida. Todos os cargos são em favor dos outros e não para si”, finalizou o bispo.

CAMPANHA
Na noite de ontem, foi lançada a campanha da fraternidade 2020. Com o tema Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso e o lema Viu, Sentiu Compaixão e Cuidou Dele, a campanha é uma convocação aos fiéis para que amparem e cuidem dos mais necessitados. 



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Bispo pede exame de consciência aos poderes

Dom Pedro Cipollini realizou missa de Quarta-Feira de Cinzas no lançamento da campanha da fraternidade

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/02/2020 | 00:30


Após celebração da missa de Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da quaresma, o bispo de Diocese de Santo André, dom Pedro Carlos Cipollini, pediu que os poderes constituídos façam um exame de consciência com o objetivo de unir a Nação. Em sua homilia, o religioso já havia dito que são necessárias justiça, igualdade e democracia, mas que também é preciso ajudar aos pobres. A missa foi realizada ontem à noite, na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Santo André.

Avaliando o atual momento político, dom Pedro declarou que a situação é de ambiguidade. “Uma coisa que parece boa, mas no fundo é ruim. Querendo combater o Congresso e o Supremo, isso é o começo do fim. Jamais se pode fazer isso. Não estou dizendo que são perfeitos, mas é preciso olhar os erros que estão sendo cometidos. É preciso que cada poder veja o erro que está fazendo, e não querer criticar o outro”, afirmou, respondendo a questionamento sobre as manifestações que estão sendo convocadas para 15 de março, contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).

“O Executivo tem que ver o que está fazendo de errado, o Congresso e o Supremo, também ”, afirmou. Dom Pedro conclamou que todos os poderes constituídos aproveitem a Quaresma para fazer autocrítica, um exame de consciência, como a Igreja Católica está fazendo. “A partir dessa autocrítica, se proponha a unir a Nação. Se o Brasil continuar nesse caminho de desunião e de acirramento dos ânimos vamos perder mais tempo do que já perdemos”, completou.

Dom Pedro caracterizou a situação como “uma crise antropológica”. “O ser humano está perdendo os valores que fazem com que tenha dignidade. Não tem mais princípios, vale tudo. Um relativismo ético. Só é bom o que é bom para mim. Temos que levar a sério as responsabilidades com os outros. Uma pessoa que exerce um cargo não pode exercer para si e para sua família. É uma visão distorcida. Todos os cargos são em favor dos outros e não para si”, finalizou o bispo.

CAMPANHA
Na noite de ontem, foi lançada a campanha da fraternidade 2020. Com o tema Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso e o lema Viu, Sentiu Compaixão e Cuidou Dele, a campanha é uma convocação aos fiéis para que amparem e cuidem dos mais necessitados. 

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