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A poluição e suas consequências à saúde

Material produzido pelo Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Tipo Artesanal do Estado de São Paulo)


Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 23:59


Um fenômeno serviu de alerta à população brasileira: a poluição atmosférica resultante das queimadas na Amazônia que, trazida pelas correntes de ar por milhares de quilômetros, chegou a escurecer o céu da cidade de São Paulo. “Como consequência desse episódio, inúmeras pessoas sentiram irritação nos olhos, nariz e garganta, inclusive com relatos de alguns casos mais graves, como crises cardiorrespiratórias, de asma e pneumonia”, explica Jamal Azzam, médico otorrinolaringologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Em entrevista concedida ao programa de TV do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria) A Hora e a Vez da Pequena Empresa, o especialista alerta que a evolução da tecnologia e dos meios de produção vem produzindo cada vez mais poluentes que, agora, passaram a ser globalmente compartilhados. “Estudos científicos comprovam que 25% da poluição atmosférica da cidade de Los Angeles (Estados Unidos) vem da China, carregada pelos ventos que atravessam todo o Oceano Pacífico, e que levam problemas respiratórios a pessoas que mal sabem por que estão sofrendo disso”, diz ele. “Sem dúvidas, a poluição do ar causa grande impacto sobre a vida humana, provocando alterações importantes no estado fisiológico das pessoas, principalmente em idosos e crianças”, complementa.

Azzam também esclarece que, principalmente nos grandes centros, as pessoas estão cada vez mais confinadas em ambientes fechados, e que acabam recorrendo ao uso do ar-condicionado com frequência, para amenizar o calor. “Além de resfriar o local, esse equipamento também retira a umidade do ar, o que leva ao ressecamento das vias respiratórias, que acabam ficando mais suscetíveis a bactérias perigosas presentes nesses recintos”, afirma ele. Então, o especialista recomenda manter a hidratação do corpo como medida preventiva.

“Além de beber bastante água, a higienização do nariz é um procedimento fundamental, seja pelo uso de borrifadores, sprays de jato contínuo ou inaladores portáteis. A aplicação local de soro fisiológico com frequência é uma forma de retirar as bactérias paradas nas cavidades nasais, evitando que essas acabem penetrando no organismo”, conclui o otorrinolaringologista.

Corte histórico na taxa Selic

Na sua primeira reunião em 2020, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu realizar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira, conhecida também como Selic (abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia), atingindo o patamar de 4,25% ao ano. Essa redução histórica indica que permanece um certo otimismo em relação ao crescimento econômico do País, mas que gera impactos consideráveis, principalmente para os investimentos.

De fato, a redução da Selic diminuiu os rendimentos da caderneta de poupança e do tesouro direto, que são as fontes de aplicação preferidas dos brasileiros. O rendimento da poupança, por exemplo, passou de 3,15% para 2,98% ao ano, ou seja, um rendimento inferior ao da inflação prevista para 2020, que é de 3,4%, o que, segundo especialistas, motivou os investidores a assumirem um pouco mais de risco, apostando em títulos de renda variável, tendência essa já notada pelo aumento de aplicações pela pessoa física em ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (a B3) e em fundos imobiliários.

Já em relação ao crédito, porém, essa redução não deverá chegar à ponta, como sempre, por causa da manutenção do spread bancário em níveis elevados pelas instituições financeiras, mantendo os altos juros cobrados do consumidor final. 



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A poluição e suas consequências à saúde

Material produzido pelo Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Tipo Artesanal do Estado de São Paulo)

Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 23:59


Um fenômeno serviu de alerta à população brasileira: a poluição atmosférica resultante das queimadas na Amazônia que, trazida pelas correntes de ar por milhares de quilômetros, chegou a escurecer o céu da cidade de São Paulo. “Como consequência desse episódio, inúmeras pessoas sentiram irritação nos olhos, nariz e garganta, inclusive com relatos de alguns casos mais graves, como crises cardiorrespiratórias, de asma e pneumonia”, explica Jamal Azzam, médico otorrinolaringologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Em entrevista concedida ao programa de TV do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria) A Hora e a Vez da Pequena Empresa, o especialista alerta que a evolução da tecnologia e dos meios de produção vem produzindo cada vez mais poluentes que, agora, passaram a ser globalmente compartilhados. “Estudos científicos comprovam que 25% da poluição atmosférica da cidade de Los Angeles (Estados Unidos) vem da China, carregada pelos ventos que atravessam todo o Oceano Pacífico, e que levam problemas respiratórios a pessoas que mal sabem por que estão sofrendo disso”, diz ele. “Sem dúvidas, a poluição do ar causa grande impacto sobre a vida humana, provocando alterações importantes no estado fisiológico das pessoas, principalmente em idosos e crianças”, complementa.

Azzam também esclarece que, principalmente nos grandes centros, as pessoas estão cada vez mais confinadas em ambientes fechados, e que acabam recorrendo ao uso do ar-condicionado com frequência, para amenizar o calor. “Além de resfriar o local, esse equipamento também retira a umidade do ar, o que leva ao ressecamento das vias respiratórias, que acabam ficando mais suscetíveis a bactérias perigosas presentes nesses recintos”, afirma ele. Então, o especialista recomenda manter a hidratação do corpo como medida preventiva.

“Além de beber bastante água, a higienização do nariz é um procedimento fundamental, seja pelo uso de borrifadores, sprays de jato contínuo ou inaladores portáteis. A aplicação local de soro fisiológico com frequência é uma forma de retirar as bactérias paradas nas cavidades nasais, evitando que essas acabem penetrando no organismo”, conclui o otorrinolaringologista.

Corte histórico na taxa Selic

Na sua primeira reunião em 2020, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu realizar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira, conhecida também como Selic (abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia), atingindo o patamar de 4,25% ao ano. Essa redução histórica indica que permanece um certo otimismo em relação ao crescimento econômico do País, mas que gera impactos consideráveis, principalmente para os investimentos.

De fato, a redução da Selic diminuiu os rendimentos da caderneta de poupança e do tesouro direto, que são as fontes de aplicação preferidas dos brasileiros. O rendimento da poupança, por exemplo, passou de 3,15% para 2,98% ao ano, ou seja, um rendimento inferior ao da inflação prevista para 2020, que é de 3,4%, o que, segundo especialistas, motivou os investidores a assumirem um pouco mais de risco, apostando em títulos de renda variável, tendência essa já notada pelo aumento de aplicações pela pessoa física em ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (a B3) e em fundos imobiliários.

Já em relação ao crédito, porém, essa redução não deverá chegar à ponta, como sempre, por causa da manutenção do spread bancário em níveis elevados pelas instituições financeiras, mantendo os altos juros cobrados do consumidor final. 

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