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Sesi de Ribeirão prevê transferência para Mauá em 2023

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidade permanecerá em funcionamento até o fim de 2022; pais buscam alternativas para matricular os estudantes em outros locais


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 00:01


 O Sesi (Serviço Social da Indústria) informou aos pais de alunos, neste mês, que não irá manter a unidade escolar instalada em Ribeirão Pires. Em reunião realizada na Faculdade de Ribeirão Pires, no bairro Parque Aliança – onde a unidade de ensino do Sesi funciona atualmente –, a instituição anunciou que as atividades permanecerão no município até o fim do ano letivo de 2022. Após após esse período, revelou que os estudantes serão transferidos para escola que ainda será construída na Vila Vitória, em Mauá.

De acordo com relatos dos pais que participaram da reunião, a direção do Sesi alegou que não terá como manter a unidade devido à falta de espaço próprio. A instituição chegou a negociar com a Prefeitura a cessão de área no terreno onde está instalada a antiga Fábrica de Sal, bem tombado como patrimônio histórico. No entanto, o acordo não foi formalizado.

A dona de casa Georgia Yoshida, 43 anos, tem dois filhos: João Pedro, 12, que iniciará o 8º ano na unidade, e Ana Beatriz, 5, no 1º, ambos no fundamental. Ela lamenta a decisão do Sesi. “Infelizmente, não tem nada mais a fazer. Além dos pais sofrerem com isso, acredito que Ribeirão também perde.”

Em novembro do ano passado, o Diário noticiou que a instituição de ensino não abriu vagas para as turmas do 1º ano do ensino fundamental, sob alegação de que não há espaço para expandir o atendimento. Segundo moradores, a unidade conta com 700 alunos e oferece aulas para os ensinos fundamental 1 (1º ao 5º anos) e 2 (6º ao 9º), além do ensino médio.

Como o Sesi não abriu turmas do 1º ano do fundamental, Georgia foi obrigada a colocar Ana Beatriz na unidade do Sesi no Jardim Zaíra, em Mauá. Porém, João Pedro ficou em Ribeirão. “Deixei pelas amizades dele. Durante esse tempo, sofro com transporte escolar e com toda a rotina, que mudou.”

Já a avó de uma das alunas do 7º ano, Iracy Silverio, 62, que soube do fechamento do Sesi em Ribeirão pelas redes sociais, disse que a família já fazia planos de mudar a aluna de unidade. “Já queríamos trocá-la para a escola do Sesi em Santo André (Prefeito Saladino). Então, no fim deste ano vamos providenciar a mudança.”

O Sesi ocupa prédio no Parque Aliança desde 2014.

POSICIONAMENTOS
Conforme o Sesi, além da falta de espaço para a expansão das atividades em Ribeirão, pesou na decisão o rompimento do acordo com a Prefeitura com relação à cessão de área na Fábrica de Sal para construção de unidade de ensino e restauro completo do imóvel, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo). Em nota, a instituição destaca que, em 2023, “os alunos de Ribeirão Pires terão asseguradas suas vagas para estudar em escola que será construída em Mauá”.

A Prefeitura de Ribeirão Pires comenta que apresentou ao Sesi proposta para o desdobro da área onde está a Fábrica de Sal. O patrimônio histórico permaneceria sob o domínio da Prefeitura, enquanto o restante da área, com cerca de 9.000 metros quadrados, seria destinado à unidade escolar. A proposta, entretanto, não foi aceita pelo Sesi.



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Sesi de Ribeirão prevê transferência para Mauá em 2023

Unidade permanecerá em funcionamento até o fim de 2022; pais buscam alternativas para matricular os estudantes em outros locais

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 00:01


 O Sesi (Serviço Social da Indústria) informou aos pais de alunos, neste mês, que não irá manter a unidade escolar instalada em Ribeirão Pires. Em reunião realizada na Faculdade de Ribeirão Pires, no bairro Parque Aliança – onde a unidade de ensino do Sesi funciona atualmente –, a instituição anunciou que as atividades permanecerão no município até o fim do ano letivo de 2022. Após após esse período, revelou que os estudantes serão transferidos para escola que ainda será construída na Vila Vitória, em Mauá.

De acordo com relatos dos pais que participaram da reunião, a direção do Sesi alegou que não terá como manter a unidade devido à falta de espaço próprio. A instituição chegou a negociar com a Prefeitura a cessão de área no terreno onde está instalada a antiga Fábrica de Sal, bem tombado como patrimônio histórico. No entanto, o acordo não foi formalizado.

A dona de casa Georgia Yoshida, 43 anos, tem dois filhos: João Pedro, 12, que iniciará o 8º ano na unidade, e Ana Beatriz, 5, no 1º, ambos no fundamental. Ela lamenta a decisão do Sesi. “Infelizmente, não tem nada mais a fazer. Além dos pais sofrerem com isso, acredito que Ribeirão também perde.”

Em novembro do ano passado, o Diário noticiou que a instituição de ensino não abriu vagas para as turmas do 1º ano do ensino fundamental, sob alegação de que não há espaço para expandir o atendimento. Segundo moradores, a unidade conta com 700 alunos e oferece aulas para os ensinos fundamental 1 (1º ao 5º anos) e 2 (6º ao 9º), além do ensino médio.

Como o Sesi não abriu turmas do 1º ano do fundamental, Georgia foi obrigada a colocar Ana Beatriz na unidade do Sesi no Jardim Zaíra, em Mauá. Porém, João Pedro ficou em Ribeirão. “Deixei pelas amizades dele. Durante esse tempo, sofro com transporte escolar e com toda a rotina, que mudou.”

Já a avó de uma das alunas do 7º ano, Iracy Silverio, 62, que soube do fechamento do Sesi em Ribeirão pelas redes sociais, disse que a família já fazia planos de mudar a aluna de unidade. “Já queríamos trocá-la para a escola do Sesi em Santo André (Prefeito Saladino). Então, no fim deste ano vamos providenciar a mudança.”

O Sesi ocupa prédio no Parque Aliança desde 2014.

POSICIONAMENTOS
Conforme o Sesi, além da falta de espaço para a expansão das atividades em Ribeirão, pesou na decisão o rompimento do acordo com a Prefeitura com relação à cessão de área na Fábrica de Sal para construção de unidade de ensino e restauro completo do imóvel, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo). Em nota, a instituição destaca que, em 2023, “os alunos de Ribeirão Pires terão asseguradas suas vagas para estudar em escola que será construída em Mauá”.

A Prefeitura de Ribeirão Pires comenta que apresentou ao Sesi proposta para o desdobro da área onde está a Fábrica de Sal. O patrimônio histórico permaneceria sob o domínio da Prefeitura, enquanto o restante da área, com cerca de 9.000 metros quadrados, seria destinado à unidade escolar. A proposta, entretanto, não foi aceita pelo Sesi.

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