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Moradores do bairro Assunção rejeitam unidade do Bom Prato

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Munícipes organizam abaixo-assinado para evitar restaurante na Praça Giovanni Breda, em S.Bernardo


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/02/2020 | 00:01


O projeto da Prefeitura de São Bernardo de construir uma segunda unidade do Restaurante Bom Prato, que serve refeições a R$ 1, encontra resistência entre os munícipes do bairro Assunção. O objetivo da administração é erguer o equipamento na Praça Giovanni Breda, ao lado da base da Polícia Militar. A comunidade do entorno organiza abaixo-assinado para tentar convencer a Prefeitura a mudar o local.

Segundo a aposentada Eliane Piatto, 60 anos, uma das organizadoras da mobilização, a presença do Bom Prato na praça vai acabar com a única área de lazer do bairro. “Existem vários outros locais que podem abrigar o restaurante sem sacrificar esse espaço tão importante para nós”, argumentou. 

“Não somos contra o Bom Prato. É um programa que ajuda muitas pessoas que se encontram em situação de necessidade financeira. Somos contra o local onde vai ser feito. Ninguém da Prefeitura perguntou aos moradores se era conveniente ou não”, diz Eliane. A aposentada afirmou ainda que, aos fins de semana, é intenso o movimento de famílias e seus animais de estimação na praça e o restaurante no local “vai tirar a liberdade de todos”. “A gente precisa é de mais segurança”, concluiu. 

Síndico de um prédio em frente à praça, o músico Anselmo Feitosa, 51, sugeriu que o Bom Prato seja instalado na Avenida Robert Kennedy ou na Estrada dos Alvarenga, próximo ao futuro terminal de ônibus. “Não vimos o projeto, mas, pelo que sabemos, vai ocupar um quarto (da praça)”, afirmou. “Com certeza vão se agravar os problemas de higiene e segurança que já temos”, reclamou. O morador pediu que seja realizada audiência pública para debater a proposta com a população.

O projetista aposentado Pedro Jorge Petrokas, 66, afirmou que outro problema é a necessidade de cortar árvores para construir o equipamento. “Vamos deixar mais uma área impermeável”, pontuou. Petrokas relatou que algumas das árvores da praça foram plantadas por ele, há 15 anos. “A gente entende a necessidade do restaurante, mas aqui é um bairro de classe média. Existem bairros mais carentes”, considerou.

Para o pintor Luis Lopes, 53, a perda de vegetação se compensa pelo benefício do equipamento. “Podiam aproveitar e colocar banheiros públicos”, pediu.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que foi feito estudo de território e impacto para a escolha do local onde será implantada a segunda unidade do Bom Prato do município. O documento apontou adequação da Praça Giovanni Breda e “grande população no entorno a ser beneficiada”. “A instalação do restaurante não afetará as características urbanísticas e de lazer da praça, nem vai impactar o comércio da região. Junto com o Bom Prato, serão instalados os banheiros públicos solicitados pela população e serão feitos estudos para vagas de estacionamento no entorno.”

Chamamento para instituição que vai gerir restaurante ocorre neste mês

O chamamento público para escolha de OSC (Organização da Sociedade Civil) que vai administrar a segunda unidade do Restaurante Bom Prato em São Bernardo deve ser publicado ainda neste mês. Segundo a Prefeitura, o processo será conduzido pelo governo do Estado. As obras serão iniciadas quando for formalizado o termo de parceria com a OSC vencedora, que ficará responsável pelo lançamento da licitação para as intervenções.

No ano passado, a previsão da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social do Estado era a de que o chamamento fosse feito até o início de fevereiro. Ainda de acordo com a administração municipal, as obras contarão com supervisão e acompanhamento da Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, que já efetuou todo o levantamento arbóreo e o plano de replantio ou compensação ambiental. 

Na unidade do Bom Prato no Centro da cidade são oferecidos 300 cafés da manhã, 1.500 almoços e 500 jantares. O custeio mensal para o município é de R$ 90 mil. 



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Moradores do bairro Assunção rejeitam unidade do Bom Prato

Munícipes organizam abaixo-assinado para evitar restaurante na Praça Giovanni Breda, em S.Bernardo

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/02/2020 | 00:01


O projeto da Prefeitura de São Bernardo de construir uma segunda unidade do Restaurante Bom Prato, que serve refeições a R$ 1, encontra resistência entre os munícipes do bairro Assunção. O objetivo da administração é erguer o equipamento na Praça Giovanni Breda, ao lado da base da Polícia Militar. A comunidade do entorno organiza abaixo-assinado para tentar convencer a Prefeitura a mudar o local.

Segundo a aposentada Eliane Piatto, 60 anos, uma das organizadoras da mobilização, a presença do Bom Prato na praça vai acabar com a única área de lazer do bairro. “Existem vários outros locais que podem abrigar o restaurante sem sacrificar esse espaço tão importante para nós”, argumentou. 

“Não somos contra o Bom Prato. É um programa que ajuda muitas pessoas que se encontram em situação de necessidade financeira. Somos contra o local onde vai ser feito. Ninguém da Prefeitura perguntou aos moradores se era conveniente ou não”, diz Eliane. A aposentada afirmou ainda que, aos fins de semana, é intenso o movimento de famílias e seus animais de estimação na praça e o restaurante no local “vai tirar a liberdade de todos”. “A gente precisa é de mais segurança”, concluiu. 

Síndico de um prédio em frente à praça, o músico Anselmo Feitosa, 51, sugeriu que o Bom Prato seja instalado na Avenida Robert Kennedy ou na Estrada dos Alvarenga, próximo ao futuro terminal de ônibus. “Não vimos o projeto, mas, pelo que sabemos, vai ocupar um quarto (da praça)”, afirmou. “Com certeza vão se agravar os problemas de higiene e segurança que já temos”, reclamou. O morador pediu que seja realizada audiência pública para debater a proposta com a população.

O projetista aposentado Pedro Jorge Petrokas, 66, afirmou que outro problema é a necessidade de cortar árvores para construir o equipamento. “Vamos deixar mais uma área impermeável”, pontuou. Petrokas relatou que algumas das árvores da praça foram plantadas por ele, há 15 anos. “A gente entende a necessidade do restaurante, mas aqui é um bairro de classe média. Existem bairros mais carentes”, considerou.

Para o pintor Luis Lopes, 53, a perda de vegetação se compensa pelo benefício do equipamento. “Podiam aproveitar e colocar banheiros públicos”, pediu.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que foi feito estudo de território e impacto para a escolha do local onde será implantada a segunda unidade do Bom Prato do município. O documento apontou adequação da Praça Giovanni Breda e “grande população no entorno a ser beneficiada”. “A instalação do restaurante não afetará as características urbanísticas e de lazer da praça, nem vai impactar o comércio da região. Junto com o Bom Prato, serão instalados os banheiros públicos solicitados pela população e serão feitos estudos para vagas de estacionamento no entorno.”

Chamamento para instituição que vai gerir restaurante ocorre neste mês

O chamamento público para escolha de OSC (Organização da Sociedade Civil) que vai administrar a segunda unidade do Restaurante Bom Prato em São Bernardo deve ser publicado ainda neste mês. Segundo a Prefeitura, o processo será conduzido pelo governo do Estado. As obras serão iniciadas quando for formalizado o termo de parceria com a OSC vencedora, que ficará responsável pelo lançamento da licitação para as intervenções.

No ano passado, a previsão da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social do Estado era a de que o chamamento fosse feito até o início de fevereiro. Ainda de acordo com a administração municipal, as obras contarão com supervisão e acompanhamento da Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, que já efetuou todo o levantamento arbóreo e o plano de replantio ou compensação ambiental. 

Na unidade do Bom Prato no Centro da cidade são oferecidos 300 cafés da manhã, 1.500 almoços e 500 jantares. O custeio mensal para o município é de R$ 90 mil. 

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