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Moradores de Kabul tentam voltar a viver normamente


Das Agências

31/10/2001 | 10:25


As ruas de Kabul voltaram a ter um aspecto quase normal e esta quarta-feira pareciam mais movimentadas do que nos últimos dias, principalmente nas imediações do mercado de câmbio. Duas noites de calma relativa no que se refere aos bombardeios norte-americanos iniciados no dia 7 deste mês poderiam explicar esta situação.

"Não estou com os talibãs, não gosto deles. Mas os bombardeios norte-americanos contra objetivos civis são verdadeiramente odiosos", comentou Nazir Ahmad, 29 anos. Segundo este, uma nação e um governo que se declaram civilizados não deveriam atacar zonas civis. "Um governo civilizado jamais faria isto. É uma vergonha para os Estados Unidos", comentou Nazir, que vende bolinhos de chocolate nos bairros de Mandawi.

Mirza Jan, um cambista de 44 anos, perdeu todas as esperanças de ver seu país prosperar um dia. "O Afegnistão jamais será um verdadeiro Afeganistão. Há ingerências demais", estimou. "Os Estados Unidos já fracassaram. Não conseguiram nada em quatro semanas (de bombardeios). Tenho certeza de que jamais farão nada aqui", acrescentou.

Nadeem Ahmad, 24 anos, irmão de Nazie Ahmad, lamenta que os Estados Unidos não tenham estudado a história de seu país antes de atacá-lo. "Deveriam ter feito isso. Não acredito que os Estados Unidos possam ganhar esta guerra. Aqui é o Afeganistão", acrescentou.

"Todos os afegãos sabem que seu país foi o túmulo de numerosos invasores e veneram as páginas de sua história que se tornaram lenda quando se refere à derrota das tropas britânicas no século XIX e principalmente, mais recentemente, a derrota das tropas invasoras do exército vermelho entre 1979 e 1989, que levou à queda da URSS", comentou.

La La Jan, 52 anos, disse que reza constantemente pelos talibãs. "Que Deus apóie e proteja o Islã. Se querem erradica r o Islã, não é mais que um sonho de sua parte. Nós os muçulmanos temos convicções fortes. Peço pelos talibãs, que são os soldados do Islã, toda vez que faço uma oração, acrescentou La La, proprietário de um estabelecimento que negocia ouro e jóias perto de Lab-e-Darya, no centro de Kabul. Jan isse que já doou mais de US$ 3 mil aos talibãs para a jihad (a guerra santa) contra os Estados Unidos.

"Meu filho de 12 anos não é suficientemente grande para ir à jihad e eu estou velho demais. Então, dou esse dinheiro aos talibãs para que o gastem na jihad contra os infiéis", acrescenta La La Jan.



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