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O sabor da volta às aulas


Do Diário do Grande ABC

29/01/2020 | 09:35


Bem se expressa o pedagogo Rubem Alves quando diz que o saber sem prazer é como a comida sem sabor: ‘Só aprende quem tem fome’. Por certo, alguém comeria com pouca motivação a refeição que não lhe desperta o paladar – da mesma forma em que ficaria entusiasmado em provar algo que lhe estimule outros sentidos, como o olfato ou a visão – talvez daí venha a expressão ‘comer com os olhos’.


Curiosa pelas novidades da cozinha, li dias atrás sobre a neurogastronomia e estudo sobre como o cérebro estabelece o gosto – apontando, inclusive, que os fatores sociais influenciam nessa percepção. Um convite a pensar sobre quanto da relação ‘saber e sabor’ está presente no ato de aprender. Afinal, aprendemos o tempo todo e aprendemos mais e de forma mais significativa e duradoura quanto mais encantados e provocados a experimentar e ‘saborear’ estivermos.


Quem teria animação em voltar às aulas se não espera ter experiências agradáveis sobre o ensino? Quem de nós retomaria a essa rotina após dias cheios de tranquilidade, liberdade e despreocupações? Com certeza, para que tenhamos motivação e vontade de retomar essa rotina, precisamos de muitos estímulos.


Para que o retorno ao ano letivo seja prazeroso a pais, crianças e educadores, é necessário haver preparação de todas as partes. Diria que o planejamento dos professores para as primeiras semanas de aula seria o ato de aguçar o paladar dos alunos. Envolvimento mútuo, que inclui responsabilidade e criatividade. Boa dose de participação coletiva que acrescentará tempero especial ao ensino, despertando o sabor do aprendizado logo nas primeiras aulas do ano. Começar bem um prato não é garantia de sucesso, mas já nos dá boa perspectiva de que teremos algo delicioso para provar no fim.


Da mesma forma, do outro lado, os pais e alunos devem se dedicar à preparação para nova rotina, diferente da falta de rotina das férias. Todos engajados na cerimônia e nos preparativos para tornar a ocasião a mais especial possível. O sabor prazeroso do saber é responsabilidade de todos os envolvidos no processo de construção do conhecimento. Esse conjunto determina
o rito de preparo dos pratos e sua forma de apresentação à mesa.


Do começo ao fim do ano letivo é necessário que os participantes da produção do saber estejam comprometidos. Só assim a escola será mais do que prédios, salas, quadros, programas, horários e conceitos. A escola será, sobretudo, gente. Gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece e se estima. Gente que tem fome de ‘descobrir’, ávida por sentir o sabor agradável da educação.

Claudia Saad é coordenadora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

Faixa de Gaza
Nova Faixa de Gaza na divisa entre Nova Gerty, em São Caetano, e Palmares, em Santo André. Na última quinzena de janeiro ocorreram diversos assaltos à mão armada de cidadãos que residem na periferia do bairro Nova Gerty (próximo ao bairro Palmares). O ladrão, geralmente de moto, aborda moradores e anuncia o assalto. Não sei se isso é descaso do poder público, mas com certeza é tristeza para os moradores, que pagam impostos caros e não recebem o mesmo tratamento do resto da cidade! O secretário de Segurança tem que sair do ar-condicionado e sentir a temperatura das ruas!
João Gilberto Lúcio
São Caetano

Limpo e asseado
Está passando da hora de se criar lei fria e incisiva, tornando crime hediondo, e inafiançável, a pichação-sujeira de prédios, muros, residências, viadutos, portões etc públicos e privados. Pegou o cara pichando a propriedade alheia? Xadrez nele. Higiene, Brasil!
Renzo Sansoni
Capital

Impunidade
Passados 12 meses da maior catástrofe ambiental da história do Brasil, a queda de barreira em Brumadinho, Minas Gerais, que vitimou 270 pessoas, a pergunta é: quantos dos responsáveis por essa tragédia estão na cadeia? A apuração das responsabilidades anda a passos de tartaruga e, pelo andar da carruagem, está longe de ser concluída. E tudo isso aconteceu apenas três anos depois de tragédia semelhante em Mariana, também em Minas, causada pela mesma mineradora. O Ministério Público daquele Estado apresentou denúncia contra 16 pessoas, por homicídio doloso (com intenção), e as empresas Vale e Tüv Süd, por crimes ambientais. Falta a Justiça fazer justiça, aceitá-las, processar os acusados e se, se chegar a tanto, definir as condenações para que mais uma vez o Brasil não sirva de chacotas de organismos internacionais que tratam o País como ‘de samba, futebol e da impunidade’. O processo é lento, complexo e está sendo levado em banho-maria. Qualquer que seja o desfecho na Justiça, tamanha negligência e irresponsabilidade permanecerão com a companhia por muito tempo. Que sirva de exemplo.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Contas públicas
Conforme publicação neste Diário referente ao aumento de 50% da dívida pública no governo do prefeito Orlando Morando sobre a dívida do ex-prefeito Luiz Marinho (Política, dia 26), é mais que justificável, porque ele terminou todas as obras que só foram iniciadas e abandonadas no governo de Marinho. Como exemplos, Piscinão do Paço, Viaduto Robert Kennedy, viaduto da Avenida Rotary e outras. E agora está terminando o famigerado Museu do Trabalho e do Trabalhador, que consumiu R$ 40 milhões só no esqueleto e hoje está sendo terminado, não mais como museu, mas sim como Fábrica de Cultura, além de diversas obras por todo município. São Bernardo é a quarta cidade do Brasil que mais investiu dinheiro público. Parabéns, prefeito Orlando Morando!
Fernando Augusto Ramalho
São Bernardo

Inadmissível
Bandalheiras com recursos públicos não faltam nas nossas instituições, como no caso do secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, que, para participar do Fórum Econômico, em Davos, na Suíça, se achou no direito de requisitar avião da FAB (Força Aérea Brasileira), para exclusivamente levá-lo, com mais suas secretárias, para o evento. Diferentemente dos ministros, que viajaram em companhias aéreas privadas. E, como informado por oficiais da FAB, esse voo não sai por menos de R$ 740 mil, ou mais de 700 salários mínimos. E o inconformado Jair Bolsonaro diz que vai exonerá-lo por esse ‘inadmissível acontecimento’. O chefe de Santini, o ministro Onyx Lorenzoni, vai continuar no cargo?
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos. 



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O sabor da volta às aulas

Do Diário do Grande ABC

29/01/2020 | 09:35


Bem se expressa o pedagogo Rubem Alves quando diz que o saber sem prazer é como a comida sem sabor: ‘Só aprende quem tem fome’. Por certo, alguém comeria com pouca motivação a refeição que não lhe desperta o paladar – da mesma forma em que ficaria entusiasmado em provar algo que lhe estimule outros sentidos, como o olfato ou a visão – talvez daí venha a expressão ‘comer com os olhos’.


Curiosa pelas novidades da cozinha, li dias atrás sobre a neurogastronomia e estudo sobre como o cérebro estabelece o gosto – apontando, inclusive, que os fatores sociais influenciam nessa percepção. Um convite a pensar sobre quanto da relação ‘saber e sabor’ está presente no ato de aprender. Afinal, aprendemos o tempo todo e aprendemos mais e de forma mais significativa e duradoura quanto mais encantados e provocados a experimentar e ‘saborear’ estivermos.


Quem teria animação em voltar às aulas se não espera ter experiências agradáveis sobre o ensino? Quem de nós retomaria a essa rotina após dias cheios de tranquilidade, liberdade e despreocupações? Com certeza, para que tenhamos motivação e vontade de retomar essa rotina, precisamos de muitos estímulos.


Para que o retorno ao ano letivo seja prazeroso a pais, crianças e educadores, é necessário haver preparação de todas as partes. Diria que o planejamento dos professores para as primeiras semanas de aula seria o ato de aguçar o paladar dos alunos. Envolvimento mútuo, que inclui responsabilidade e criatividade. Boa dose de participação coletiva que acrescentará tempero especial ao ensino, despertando o sabor do aprendizado logo nas primeiras aulas do ano. Começar bem um prato não é garantia de sucesso, mas já nos dá boa perspectiva de que teremos algo delicioso para provar no fim.


Da mesma forma, do outro lado, os pais e alunos devem se dedicar à preparação para nova rotina, diferente da falta de rotina das férias. Todos engajados na cerimônia e nos preparativos para tornar a ocasião a mais especial possível. O sabor prazeroso do saber é responsabilidade de todos os envolvidos no processo de construção do conhecimento. Esse conjunto determina
o rito de preparo dos pratos e sua forma de apresentação à mesa.


Do começo ao fim do ano letivo é necessário que os participantes da produção do saber estejam comprometidos. Só assim a escola será mais do que prédios, salas, quadros, programas, horários e conceitos. A escola será, sobretudo, gente. Gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece e se estima. Gente que tem fome de ‘descobrir’, ávida por sentir o sabor agradável da educação.

Claudia Saad é coordenadora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

Faixa de Gaza
Nova Faixa de Gaza na divisa entre Nova Gerty, em São Caetano, e Palmares, em Santo André. Na última quinzena de janeiro ocorreram diversos assaltos à mão armada de cidadãos que residem na periferia do bairro Nova Gerty (próximo ao bairro Palmares). O ladrão, geralmente de moto, aborda moradores e anuncia o assalto. Não sei se isso é descaso do poder público, mas com certeza é tristeza para os moradores, que pagam impostos caros e não recebem o mesmo tratamento do resto da cidade! O secretário de Segurança tem que sair do ar-condicionado e sentir a temperatura das ruas!
João Gilberto Lúcio
São Caetano

Limpo e asseado
Está passando da hora de se criar lei fria e incisiva, tornando crime hediondo, e inafiançável, a pichação-sujeira de prédios, muros, residências, viadutos, portões etc públicos e privados. Pegou o cara pichando a propriedade alheia? Xadrez nele. Higiene, Brasil!
Renzo Sansoni
Capital

Impunidade
Passados 12 meses da maior catástrofe ambiental da história do Brasil, a queda de barreira em Brumadinho, Minas Gerais, que vitimou 270 pessoas, a pergunta é: quantos dos responsáveis por essa tragédia estão na cadeia? A apuração das responsabilidades anda a passos de tartaruga e, pelo andar da carruagem, está longe de ser concluída. E tudo isso aconteceu apenas três anos depois de tragédia semelhante em Mariana, também em Minas, causada pela mesma mineradora. O Ministério Público daquele Estado apresentou denúncia contra 16 pessoas, por homicídio doloso (com intenção), e as empresas Vale e Tüv Süd, por crimes ambientais. Falta a Justiça fazer justiça, aceitá-las, processar os acusados e se, se chegar a tanto, definir as condenações para que mais uma vez o Brasil não sirva de chacotas de organismos internacionais que tratam o País como ‘de samba, futebol e da impunidade’. O processo é lento, complexo e está sendo levado em banho-maria. Qualquer que seja o desfecho na Justiça, tamanha negligência e irresponsabilidade permanecerão com a companhia por muito tempo. Que sirva de exemplo.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Contas públicas
Conforme publicação neste Diário referente ao aumento de 50% da dívida pública no governo do prefeito Orlando Morando sobre a dívida do ex-prefeito Luiz Marinho (Política, dia 26), é mais que justificável, porque ele terminou todas as obras que só foram iniciadas e abandonadas no governo de Marinho. Como exemplos, Piscinão do Paço, Viaduto Robert Kennedy, viaduto da Avenida Rotary e outras. E agora está terminando o famigerado Museu do Trabalho e do Trabalhador, que consumiu R$ 40 milhões só no esqueleto e hoje está sendo terminado, não mais como museu, mas sim como Fábrica de Cultura, além de diversas obras por todo município. São Bernardo é a quarta cidade do Brasil que mais investiu dinheiro público. Parabéns, prefeito Orlando Morando!
Fernando Augusto Ramalho
São Bernardo

Inadmissível
Bandalheiras com recursos públicos não faltam nas nossas instituições, como no caso do secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, que, para participar do Fórum Econômico, em Davos, na Suíça, se achou no direito de requisitar avião da FAB (Força Aérea Brasileira), para exclusivamente levá-lo, com mais suas secretárias, para o evento. Diferentemente dos ministros, que viajaram em companhias aéreas privadas. E, como informado por oficiais da FAB, esse voo não sai por menos de R$ 740 mil, ou mais de 700 salários mínimos. E o inconformado Jair Bolsonaro diz que vai exonerá-lo por esse ‘inadmissível acontecimento’. O chefe de Santini, o ministro Onyx Lorenzoni, vai continuar no cargo?
Paulo Panossian
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