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Aluguel na região é até R$ 1.200 mais barato do que em São Paulo

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC é boa opção para quem quer economizar na hora de morar; diferença pode chegar a 41%


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 00:03


O mercado de aluguel de imóveis está cada vez mais aquecido na região, que também se mostra como opção mais viável economicamente para quem procura um novo lar. Levantamento aponta que um apartamento de dois dormitórios no Grande ABC pode sair por até R$ 1.200 mais barato em comparação com a região central da Capital, além de outros bairros de áreas nobres de São Paulo.

O levantamento foi feito pela startup QuintoAndar, plataforma que reúne anúncios de imóveis na internet, e cedido com exclusividade ao Diário. Os dados consideram um imóvel similar de dois dormitórios, com área máxima de 70 m², em três cidades do Grande ABC, e os valores são referentes a contratos fechados no ano passado.

De acordo com as informações, o futuro inquilino pode economizar R$ 516 em imóvel similar em São Caetano (diferença de 24% no valor médio), R$ 627,24 em Santo André (diferença de 32%), chegando a R$ 1.228,94 em São Bernardo (41% no valor médio). Todas estas opções na comparação com imóveis de características semelhantes localizados em bairros centrais da Capital. É preciso lembrar que, dependendo das moradias, o valor pode variar.

Outro exemplo que o estudo traz é a comparação de imóvel em São Caetano e um similar no Ipiranga, bairro de São Paulo, localizado praticamente ao lado. Segundo o levantamento, paga-se R$ 390 a mais pelo aluguel de apartamento com área só oito metros quadrados maior na Capital.

Segundo a gerente regional da plataforma Flávia Mussalem. na comparação entre janeiro e dezembro do ano passado, houve aumento de 43% no volume de buscas para imóveis no Grande ABC. “É uma região bastante procurada, também por conta da economia, já que o aluguel representa uma das principais despesas para as famílias. Além do aumento de 43% no volume de buscas em 2019, dobraram as opções na região. Com isso, mais do que triplicamos o número de imóveis alugados no Grande ABC.”

Entre as razões para que as sete cidades se destaquem com relação a valores mais baixos está a localização, já que estão próximas da Capital. “O proprietário que aluga precisa de um retorno no valor do imóvel, que aqui (região) já é mais barato do que na Capital. Uma outra questão é que a demanda ainda é menor se comparada com São Paulo, onde já se tem uma grande concentração de pessoas. Muita gente trabalha lá e quer morar perto do trabalho, então a saída acaba sendo o Grande ABC”, afirmou o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio.

A analista contábil Suellen Aparecida da Cunha Oliveira, 25 anos, preferiu alugar um imóvel no Jardim Olavo Bilac, em São Bernardo, para morar com seu futuro marido. Paulo Henrique Mendes Sabio, 26. O casal pesquisou algumas opções em São Paulo, já que ela trabalha na região da Avenida Paulista, mas desistiu por causa do preço. “A gente alugou um apartamento de 54 m² por R$ 1.700, já com mobília na cozinha. Em São Paulo, com este valor, só conseguiríamos um estúdio de 37 m², com um quarto e minicozinha. Aqui teremos mais espaço e dois dormitórios”, explicou ela, que se muda em março.

Além disso, Suellen, que é de Diadema, disse que gosta de morar no Grande ABC. “Optamos por continuar na região. Além do aluguel, em São Paulo teríamos um custo de vida bem maior”, disse. “Estamos próximos da nossa família e também gostamos muito daqui. Nós passeamos em restaurantes, shoppings e cinema”, completou. Ela calcula que levará cerca de uma hora para chegar no trabalho, mas, mesmo assim, a opção do casal, que levou em conta a economia financeira, compensa.

Alta do mercado imobiliário traz benefícios para a economia regional

O aquecimento do mercado de aluguéis caminha junto com a volta dos lançamentos de imóveis no Grande ABC. Conforme já mostrado pelo Diário, de janeiro a junho do ano passado, foram anunciados 1.062 apartamentos novos, o dobro do mesmo período em 2018. Especialista aponta que crescimento na locação também é positivo para a região.

De acordo com dados do QuintoAndar, os imóveis de Santo André listados na plataforma possuem média de 36 visitas marcadas por dia, ou seja, duas a cada hora. Já em São Caetano, são 19 e, em São Bernardo, 39.

“Com mais locações aqui (no Grande ABC) você melhora primeiro a renda dos proprietários do imóvel e, muito mais importante, aumenta o número de famílias na região. Isso acaba aquecendo os setores de comércio e serviços. Com a expansão imobiliária, a demanda é bastante grande por estes setores, que vêm crescendo na região, assim como observamos o aumento no número de restaurantes, apesar do fechamento de alguns”, comenta o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio.

Outra prova da expansão do mercado é que a plataforma chegou em Diadema em setembro do ano passado. Apesar de, por enquanto, não haver planos de expansão para mais cidades na região – já que a prioridade é consolidar o crescimento nas já existentes –, a plataforma QuintoAndar registrou aumento nas buscas pela cidade em 50%, com média de quatro visitas marcadas por dia.
 



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Aluguel na região é até R$ 1.200 mais barato do que em São Paulo

Grande ABC é boa opção para quem quer economizar na hora de morar; diferença pode chegar a 41%

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 00:03


O mercado de aluguel de imóveis está cada vez mais aquecido na região, que também se mostra como opção mais viável economicamente para quem procura um novo lar. Levantamento aponta que um apartamento de dois dormitórios no Grande ABC pode sair por até R$ 1.200 mais barato em comparação com a região central da Capital, além de outros bairros de áreas nobres de São Paulo.

O levantamento foi feito pela startup QuintoAndar, plataforma que reúne anúncios de imóveis na internet, e cedido com exclusividade ao Diário. Os dados consideram um imóvel similar de dois dormitórios, com área máxima de 70 m², em três cidades do Grande ABC, e os valores são referentes a contratos fechados no ano passado.

De acordo com as informações, o futuro inquilino pode economizar R$ 516 em imóvel similar em São Caetano (diferença de 24% no valor médio), R$ 627,24 em Santo André (diferença de 32%), chegando a R$ 1.228,94 em São Bernardo (41% no valor médio). Todas estas opções na comparação com imóveis de características semelhantes localizados em bairros centrais da Capital. É preciso lembrar que, dependendo das moradias, o valor pode variar.

Outro exemplo que o estudo traz é a comparação de imóvel em São Caetano e um similar no Ipiranga, bairro de São Paulo, localizado praticamente ao lado. Segundo o levantamento, paga-se R$ 390 a mais pelo aluguel de apartamento com área só oito metros quadrados maior na Capital.

Segundo a gerente regional da plataforma Flávia Mussalem. na comparação entre janeiro e dezembro do ano passado, houve aumento de 43% no volume de buscas para imóveis no Grande ABC. “É uma região bastante procurada, também por conta da economia, já que o aluguel representa uma das principais despesas para as famílias. Além do aumento de 43% no volume de buscas em 2019, dobraram as opções na região. Com isso, mais do que triplicamos o número de imóveis alugados no Grande ABC.”

Entre as razões para que as sete cidades se destaquem com relação a valores mais baixos está a localização, já que estão próximas da Capital. “O proprietário que aluga precisa de um retorno no valor do imóvel, que aqui (região) já é mais barato do que na Capital. Uma outra questão é que a demanda ainda é menor se comparada com São Paulo, onde já se tem uma grande concentração de pessoas. Muita gente trabalha lá e quer morar perto do trabalho, então a saída acaba sendo o Grande ABC”, afirmou o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio.

A analista contábil Suellen Aparecida da Cunha Oliveira, 25 anos, preferiu alugar um imóvel no Jardim Olavo Bilac, em São Bernardo, para morar com seu futuro marido. Paulo Henrique Mendes Sabio, 26. O casal pesquisou algumas opções em São Paulo, já que ela trabalha na região da Avenida Paulista, mas desistiu por causa do preço. “A gente alugou um apartamento de 54 m² por R$ 1.700, já com mobília na cozinha. Em São Paulo, com este valor, só conseguiríamos um estúdio de 37 m², com um quarto e minicozinha. Aqui teremos mais espaço e dois dormitórios”, explicou ela, que se muda em março.

Além disso, Suellen, que é de Diadema, disse que gosta de morar no Grande ABC. “Optamos por continuar na região. Além do aluguel, em São Paulo teríamos um custo de vida bem maior”, disse. “Estamos próximos da nossa família e também gostamos muito daqui. Nós passeamos em restaurantes, shoppings e cinema”, completou. Ela calcula que levará cerca de uma hora para chegar no trabalho, mas, mesmo assim, a opção do casal, que levou em conta a economia financeira, compensa.

Alta do mercado imobiliário traz benefícios para a economia regional

O aquecimento do mercado de aluguéis caminha junto com a volta dos lançamentos de imóveis no Grande ABC. Conforme já mostrado pelo Diário, de janeiro a junho do ano passado, foram anunciados 1.062 apartamentos novos, o dobro do mesmo período em 2018. Especialista aponta que crescimento na locação também é positivo para a região.

De acordo com dados do QuintoAndar, os imóveis de Santo André listados na plataforma possuem média de 36 visitas marcadas por dia, ou seja, duas a cada hora. Já em São Caetano, são 19 e, em São Bernardo, 39.

“Com mais locações aqui (no Grande ABC) você melhora primeiro a renda dos proprietários do imóvel e, muito mais importante, aumenta o número de famílias na região. Isso acaba aquecendo os setores de comércio e serviços. Com a expansão imobiliária, a demanda é bastante grande por estes setores, que vêm crescendo na região, assim como observamos o aumento no número de restaurantes, apesar do fechamento de alguns”, comenta o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio.

Outra prova da expansão do mercado é que a plataforma chegou em Diadema em setembro do ano passado. Apesar de, por enquanto, não haver planos de expansão para mais cidades na região – já que a prioridade é consolidar o crescimento nas já existentes –, a plataforma QuintoAndar registrou aumento nas buscas pela cidade em 50%, com média de quatro visitas marcadas por dia.
 

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