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Um dia na pele dos jogadores profissionais


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

14/01/2020 | 00:01


Início de temporada tem sempre aquela rotina que jogador de futebol adora. Exames físicos, médicos e quase nada de bola rolando. Para entender na pele o que passam os atletas, em dezembro fui convidado pelo Dr. Fabio Novi para realizar alguns testes junto com o elenco do Santo André no Hospital Brasil, que em 2020 completa oito anos como principal patrocinador do Ramalhão. E, definitivamente, era melhor ter continuado apenas observando e colhendo as impressões dos jogadores. O teste ergométrico (esteira) mostrou que eu não resistiria fisicamente a três minutos na intensidade que o futebol moderno exige.

Bacana foi perceber que, por mais experiente que o atleta seja, ainda não fica confortável quando as moças com seus jalecos brancos se aproximam. Meu grupo inicial tinha o goleiro Henal, o volante Dudu Vieira e o meia Alex Nagib. O primeiro passo foi colher sangue, depois passamos pelo eletrocardiograma colorido e, por fim, o temível teste ergométrico. Tudo foi acompanhado de perto pelo Dr. Tiago Líbano, responsável pela cardiologia do Hospital Brasil. Ele recebia os resultados instantaneamente e logo tranquilizava os jogadores. “Está tudo bem”, era a frase que repetia feito um mantra. A ansiedade tem razão, qualquer anormalidade poderia comprometer a temporada do atleta, que depende do corpo – e do coração – para ganhar seu salário.

Como sou adepto das corridas de rua e treino com relativa frequência, faço regularmente o teste ergométrico. Mas, desta vez, segui o protocolo proposto aos atletas. Além da velocidade – chegou a 9 km/h –, a esteira inclinou 15%. Normalmente, suporto em torno de dez minutos, desta vez não cheguei a três voltas do ponteiro, o que mostra o nível de exigência. Ao contrário de mim, os atletas não pediram que o teste fosse interrompido pelo cansaço. Pelo contrário. A esteira era brecada quando eles atingiam a frequência cardíaca máxima.
Para felicidade do Dr. Marcelo Navarro, médico do Santo André, nenhum problema foi encontrado e todo elenco foi liberado para treinar normalmente com o técnico Paulo Roberto. “Dei uma olhada nos exames e estão todos bem fisicamente”, atestou o Dr. Tiago Líbano, obviamente, me eliminando desta lista.

APREENSÃO
A Prefeitura de Santo André garantiu em nota enviada ao Diário e publicada ontem que o Ramalhão não corre o risco de ficar sem o Bruno Daniel para a estreia em casa no Campeonato Paulista, dia 26, contra a Ferroviária. O local passa por obra para atender exigências da Federação e o excesso de entulho dentro e fora do local preocupou os torcedores que passaram por ali na última semana. A promessa é que quinta-feira tudo estará pronto para o estádio ser avaliado e liberado pela Polícia Militar.

A diretoria do Santo André também mostrou confiança que tudo dará certo, afinal, é o que lhe resta. Caso o Bruno Daniel não esteja liberado até quinta-feira, o time pode sofrer humilhante derrota por WO. Diferentemente da temporada 2018, quando o Ramalhão estava em seu segundo ano seguido na elite e pôde transferir seu primeiro duelo como mandante, contra o Red Bull, para o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo – faltavam corrimões à praça andreense –, desta vez essa manobra não é possível. Como voltou à Primeira Divisão em 2019, por obrigatoriedade do regulamento tem de fazer o primeiro jogo em casa em estádio na cidade na qual está sediado.

Apesar de a palavra WO assustar, ainda mais em competição de tiro-curto como o Campeonato Paulista, tudo indica que dará tempo. Os laudos técnicos já foram emitidos e cadastrados no site da Federação. O que resta agora é fazer o acabamento e a limpeza para passar pela rigorosa vistoria da Polícia Militar, que vai avaliar, entre outras coisas, se existe algum resto de obra que possa colocar em risco os envolvidos no duelo. Como tem feito a diretoria do Santo André, será preciso confiar na Prefeitura.

PARA NINGUÉM VER
Na sexta-feira, a CBF soltou a tabela detalhada da primeira fase da Copa do Brasil de 2020, que terá participação do Santo André. Por mais que o Bruno Daniel tenha refletores e o prefeito Paulo Serra (PSDB) tenha prometido que irá ajudar o clube a mandar partidas no período noturno, o jogo único contra o Criciúma foi agendado para quinta-feira, 6 de fevereiro, pleno dia útil, às 16h30. A culpa, digamos assim, é da Rede Globo, que tem os direitos de transmissão do torneio e prevê passar o confronto nos canais SporTV para todo o Brasil.
Se perde com a presença do torcedor, por outro lado o Santo André não tem do que reclamar. É justamente os direitos de transmissão que vão garantir ao clube pelo menos R$ 500 mil, isso se for eliminado na primeira fase, podendo aumentar esse valor para mais de R$ 1 milhão em caso de classificação.

ADEUS
O mundo do futebol se despediu do ex-goleiro Valdir Joaquim de Morais, que morreu sábado, aos 88 anos, após falência múltipla de órgãos. Ele estava internado em hospital de Porto Alegre-RS, cidade onde nasceu. Foram dez anos defendendo a meta do Verdão, de 1958 a 1968, com 480 partidas. Conquistou três Brasileiros, dois Paulistas e um Rio-São Paulo. O que pouca gente se lembra é que ele também trabalhou no Santo André, em 2005, como consultor técnico. 



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Um dia na pele dos jogadores profissionais

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

14/01/2020 | 00:01


Início de temporada tem sempre aquela rotina que jogador de futebol adora. Exames físicos, médicos e quase nada de bola rolando. Para entender na pele o que passam os atletas, em dezembro fui convidado pelo Dr. Fabio Novi para realizar alguns testes junto com o elenco do Santo André no Hospital Brasil, que em 2020 completa oito anos como principal patrocinador do Ramalhão. E, definitivamente, era melhor ter continuado apenas observando e colhendo as impressões dos jogadores. O teste ergométrico (esteira) mostrou que eu não resistiria fisicamente a três minutos na intensidade que o futebol moderno exige.

Bacana foi perceber que, por mais experiente que o atleta seja, ainda não fica confortável quando as moças com seus jalecos brancos se aproximam. Meu grupo inicial tinha o goleiro Henal, o volante Dudu Vieira e o meia Alex Nagib. O primeiro passo foi colher sangue, depois passamos pelo eletrocardiograma colorido e, por fim, o temível teste ergométrico. Tudo foi acompanhado de perto pelo Dr. Tiago Líbano, responsável pela cardiologia do Hospital Brasil. Ele recebia os resultados instantaneamente e logo tranquilizava os jogadores. “Está tudo bem”, era a frase que repetia feito um mantra. A ansiedade tem razão, qualquer anormalidade poderia comprometer a temporada do atleta, que depende do corpo – e do coração – para ganhar seu salário.

Como sou adepto das corridas de rua e treino com relativa frequência, faço regularmente o teste ergométrico. Mas, desta vez, segui o protocolo proposto aos atletas. Além da velocidade – chegou a 9 km/h –, a esteira inclinou 15%. Normalmente, suporto em torno de dez minutos, desta vez não cheguei a três voltas do ponteiro, o que mostra o nível de exigência. Ao contrário de mim, os atletas não pediram que o teste fosse interrompido pelo cansaço. Pelo contrário. A esteira era brecada quando eles atingiam a frequência cardíaca máxima.
Para felicidade do Dr. Marcelo Navarro, médico do Santo André, nenhum problema foi encontrado e todo elenco foi liberado para treinar normalmente com o técnico Paulo Roberto. “Dei uma olhada nos exames e estão todos bem fisicamente”, atestou o Dr. Tiago Líbano, obviamente, me eliminando desta lista.

APREENSÃO
A Prefeitura de Santo André garantiu em nota enviada ao Diário e publicada ontem que o Ramalhão não corre o risco de ficar sem o Bruno Daniel para a estreia em casa no Campeonato Paulista, dia 26, contra a Ferroviária. O local passa por obra para atender exigências da Federação e o excesso de entulho dentro e fora do local preocupou os torcedores que passaram por ali na última semana. A promessa é que quinta-feira tudo estará pronto para o estádio ser avaliado e liberado pela Polícia Militar.

A diretoria do Santo André também mostrou confiança que tudo dará certo, afinal, é o que lhe resta. Caso o Bruno Daniel não esteja liberado até quinta-feira, o time pode sofrer humilhante derrota por WO. Diferentemente da temporada 2018, quando o Ramalhão estava em seu segundo ano seguido na elite e pôde transferir seu primeiro duelo como mandante, contra o Red Bull, para o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo – faltavam corrimões à praça andreense –, desta vez essa manobra não é possível. Como voltou à Primeira Divisão em 2019, por obrigatoriedade do regulamento tem de fazer o primeiro jogo em casa em estádio na cidade na qual está sediado.

Apesar de a palavra WO assustar, ainda mais em competição de tiro-curto como o Campeonato Paulista, tudo indica que dará tempo. Os laudos técnicos já foram emitidos e cadastrados no site da Federação. O que resta agora é fazer o acabamento e a limpeza para passar pela rigorosa vistoria da Polícia Militar, que vai avaliar, entre outras coisas, se existe algum resto de obra que possa colocar em risco os envolvidos no duelo. Como tem feito a diretoria do Santo André, será preciso confiar na Prefeitura.

PARA NINGUÉM VER
Na sexta-feira, a CBF soltou a tabela detalhada da primeira fase da Copa do Brasil de 2020, que terá participação do Santo André. Por mais que o Bruno Daniel tenha refletores e o prefeito Paulo Serra (PSDB) tenha prometido que irá ajudar o clube a mandar partidas no período noturno, o jogo único contra o Criciúma foi agendado para quinta-feira, 6 de fevereiro, pleno dia útil, às 16h30. A culpa, digamos assim, é da Rede Globo, que tem os direitos de transmissão do torneio e prevê passar o confronto nos canais SporTV para todo o Brasil.
Se perde com a presença do torcedor, por outro lado o Santo André não tem do que reclamar. É justamente os direitos de transmissão que vão garantir ao clube pelo menos R$ 500 mil, isso se for eliminado na primeira fase, podendo aumentar esse valor para mais de R$ 1 milhão em caso de classificação.

ADEUS
O mundo do futebol se despediu do ex-goleiro Valdir Joaquim de Morais, que morreu sábado, aos 88 anos, após falência múltipla de órgãos. Ele estava internado em hospital de Porto Alegre-RS, cidade onde nasceu. Foram dez anos defendendo a meta do Verdão, de 1958 a 1968, com 480 partidas. Conquistou três Brasileiros, dois Paulistas e um Rio-São Paulo. O que pouca gente se lembra é que ele também trabalhou no Santo André, em 2005, como consultor técnico. 

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