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Alvim promete não 'aparelhar' cultura



11/12/2019 | 07:22


O secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, disse nesta terça-feira, 10, que o governo de Jair Bolsonaro não irá "aparelhar" a produção artística do Brasil.

"Um governo de esquerda patrocina propaganda ideológica. O governo de direita patrocina obras de arte. O que estamos lutando é pelo renascimento do conceito de obra de arte", afirmou Alvim após se reunir com o presidente Bolsonaro.

O governo tem sido criticado por escolhas recentes para comandar órgãos da área de cultura. A Justiça Federal chegou a suspender a nomeação para presidente da Fundação Palmares do jornalista Sérgio Camargo, que já afirmou nas redes sociais que a escravidão foi benéfica e que o Brasil tem um "racismo nutella".

Nomeado presidente da Funarte, o maestro Dante Mantovani também causou divergência no meio artístico por declarações feitas em vídeos e redes sociais. Ele já afirmou, por exemplo, que o "rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo".

Segundo Alvim, o presidente Bolsonaro apoia todas as nomeações feitas para a área da cultura. O secretário disse que ainda avalia se irá trocar a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), hoje ocupada por Kátia Bogéa.

"Estamos estudando o caso do Iphan. Meio bilhão de reais que o órgão lida por ano. É um caso muito complexo. A gente está estudando delicadamente e com muito esmero o caso", disse Bolsonaro.

Questionado se o governo pode financiar obras críticas à gestão de Bolsonaro, Alvim declarou: "Não patrocinaremos propaganda política, seja ela de qual vertente for".

Como exemplo Roberto Alvim afirmou que a Cultura poderia, inclusive, bancar obras com participação da atriz Fernanda Montenegro, que já foi atacada nas redes sociais pelo próprio secretário.

"Uma sonata de Beethoven é de esquerda ou de direita? Nem de esquerda nem de direita. São obras de arte. Estamos lutando pelo conceito de obra de arte, não por um veículo de propaganda ideológica. Não por um veículo de agenda, seja ela qual for", declarou ele.

O secretário de Cultura disse também que "repugna" a ideia de censura. "Exceto quando a obra expõe crianças indefesas a conteúdos absolutamente impróprios e traumáticos", disse ele. "Nesses casos, a liberdade de expressão do artista deve ficar em segundo plano em relação aos direitos das crianças. É o único caso em que eu 'problematizo' o conceito de liberdade de expressão", afirmou.

Acusação sobre a mulher

Alvim disse que, em seu encontro com o presidente Bolsonaro, não tratou sobre acusações de ter tentado beneficiar a sua mulher com cargo no Teatro Plínio Marcos, de Brasília. "Essa é uma falácia completa, que não merece ser alvo de conversa com o presidente", disse o secretário.

"Minha esposa seria voluntária. Não receberia 'um real'. O orçamento está no projeto. Está discriminado cada centavo dos R$ 3,5 milhões, que pagavam quase 150 profissionais durante 1 ano de projeto", justificou Alvim.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Alvim promete não 'aparelhar' cultura


11/12/2019 | 07:22


O secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, disse nesta terça-feira, 10, que o governo de Jair Bolsonaro não irá "aparelhar" a produção artística do Brasil.

"Um governo de esquerda patrocina propaganda ideológica. O governo de direita patrocina obras de arte. O que estamos lutando é pelo renascimento do conceito de obra de arte", afirmou Alvim após se reunir com o presidente Bolsonaro.

O governo tem sido criticado por escolhas recentes para comandar órgãos da área de cultura. A Justiça Federal chegou a suspender a nomeação para presidente da Fundação Palmares do jornalista Sérgio Camargo, que já afirmou nas redes sociais que a escravidão foi benéfica e que o Brasil tem um "racismo nutella".

Nomeado presidente da Funarte, o maestro Dante Mantovani também causou divergência no meio artístico por declarações feitas em vídeos e redes sociais. Ele já afirmou, por exemplo, que o "rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo".

Segundo Alvim, o presidente Bolsonaro apoia todas as nomeações feitas para a área da cultura. O secretário disse que ainda avalia se irá trocar a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), hoje ocupada por Kátia Bogéa.

"Estamos estudando o caso do Iphan. Meio bilhão de reais que o órgão lida por ano. É um caso muito complexo. A gente está estudando delicadamente e com muito esmero o caso", disse Bolsonaro.

Questionado se o governo pode financiar obras críticas à gestão de Bolsonaro, Alvim declarou: "Não patrocinaremos propaganda política, seja ela de qual vertente for".

Como exemplo Roberto Alvim afirmou que a Cultura poderia, inclusive, bancar obras com participação da atriz Fernanda Montenegro, que já foi atacada nas redes sociais pelo próprio secretário.

"Uma sonata de Beethoven é de esquerda ou de direita? Nem de esquerda nem de direita. São obras de arte. Estamos lutando pelo conceito de obra de arte, não por um veículo de propaganda ideológica. Não por um veículo de agenda, seja ela qual for", declarou ele.

O secretário de Cultura disse também que "repugna" a ideia de censura. "Exceto quando a obra expõe crianças indefesas a conteúdos absolutamente impróprios e traumáticos", disse ele. "Nesses casos, a liberdade de expressão do artista deve ficar em segundo plano em relação aos direitos das crianças. É o único caso em que eu 'problematizo' o conceito de liberdade de expressão", afirmou.

Acusação sobre a mulher

Alvim disse que, em seu encontro com o presidente Bolsonaro, não tratou sobre acusações de ter tentado beneficiar a sua mulher com cargo no Teatro Plínio Marcos, de Brasília. "Essa é uma falácia completa, que não merece ser alvo de conversa com o presidente", disse o secretário.

"Minha esposa seria voluntária. Não receberia 'um real'. O orçamento está no projeto. Está discriminado cada centavo dos R$ 3,5 milhões, que pagavam quase 150 profissionais durante 1 ano de projeto", justificou Alvim.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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