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Redes apostam em projetos musicais para expandir opções nas salas e atrair o público


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

18/11/2019 | 06:00


O show está montado e os fãs entram na arena. Em meio a conversas do público, as luzes começam a se apagar e agitação toma conta do local. A expectativa é que os artistas apareçam logo no palco e não demorem a desfilar suas canções para que os fãs cantem e acompanhem tudo. Mas alguns anúncios e trailers surgem na tela antes que o filme comece. Parte da experiência de ver um espetáculo musical tem encontrado cada vez mais espaço nas redes de cinema. Há opções para diferentes tipos de estilos de filmagens, como apresentações ao vivo, documentários e mescla de show com depoimentos. Rock, hip-hop, pop, música clássica, k-pop, eletrônico e estilo romântico fazem parte do que já esteve ou estará em cartaz.

Na verdade, esse material faz parte da ampliação de lista de atrações que os complexos cinematográficos têm oferecido. Óperas gravadas no teatro, espetáculos de balé, decisões de competições esportivas e finais de torneios de videogames entram no mesmo barco. “Queremos trazer um público que não vai tanto ao cinema para ver filmes. É uma agenda diferenciada e usamos o ambiente do cinema para fomentar essas outras plataformas. Temos que ser sempre atrativos para o cliente”, explica a diretora de marketing da Cinemark Brasil, Bettina Boklis. “O BTS, por exemplo, tem público diferente do Coldplay, que é bem diferente do que irá ver Roberto Carlos.” Ela comenta que, somente para ver o material do grupo sul-coreano BTS, febre entre os adolescentes, foram vendidos cerca de 35 mil ingressos.

Ettore Pegorim, de 30 anos, de Santo André, fez questão de comprar ingressos para ver Metallica & San Francisco Symphony: S&M², segundo encontro entre a banda de thrash metal e a Orquestra Sinfônica de São Francisco, dos Estados Unidos, em outubro. Ele classificou a experiência como “fantástica, muito melhor do que eu esperava”. “Em alguns momentos, dava vontade de levantar da cadeira e puxar um ‘bate-cabeça’ no meio da sala”, conta o mestre churrasqueiro, lembrando que boa parte dos fãs cantava em voz alta. “Foi o mais próximo possível de assistir a este show ao vivo.”

A comparação com uma apresentação ao vivo está aberta e atiça quem nunca foi a uma exibição do tipo. “Se você não estiver na frente do palco onde pode, de fato, ver os caras de perto e interagir com a banda, no cinema é até melhor pela qualidade do som. Mas também não se compara à energia de ter 30, 40 ou 60 mil pessoas cantando juntas”, diz o andreense. “É quase comparável à gastronomia: há diversos pratos exóticos dos quais as pessoas têm resistência, mas, depois que provam, se esbaldam no prazer.”

Artistas e bandas internacionais são maioria entre as atrações

Figuras como Shakira, André Rieu, Melanie Martinez, Roger Waters e as bandas Slayer, The Cure e Muse também criaram espetáculos para terem sessões. Artistas brasileiros pouco investem no formato, mas um dos mais populares está pronto para encher as salas com muitos clássicos. 

Roberto Carlos irá desfilar na telona seus conhecidos sucessos, casos de Como é Grande o Meu Amor Por Você, Além do Horizonte e Jesus Cristo, dos dias 2 a 8 de dezembro. Roberto Carlos em Jerusalém 3D já tem pré-venda de ingresos nas grandes redes espalhadas pela região, casos de Cinemark (www.cinemark.com.br), Cinépolis (www.cinepolis.com.br) e PlayArte (www.playartecinemas.com.br). Detalhe que a performance foi gravada em 2011 e tem narração da jornalista Glória Maria. As entradas custam entre R$ 10 e R$ 38, dependendo do local. 

Antes do Rei, os cinemas locais recebem Depeche Mode: Spirits in The Forest (quinta-feira, às 19h), filme/documentário sobre a turnê Global Spirit Tour e como ela envolveu artistas e fãs por onde passou, e Jesus Is King (entre o dia 28 de novembro e 1º de dezembro, em diversos horários), obra do rapper norte-americano Kanye West sobre seu mais recente álbum, lançado em outubro.



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Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

18/11/2019 | 06:00


O show está montado e os fãs entram na arena. Em meio a conversas do público, as luzes começam a se apagar e agitação toma conta do local. A expectativa é que os artistas apareçam logo no palco e não demorem a desfilar suas canções para que os fãs cantem e acompanhem tudo. Mas alguns anúncios e trailers surgem na tela antes que o filme comece. Parte da experiência de ver um espetáculo musical tem encontrado cada vez mais espaço nas redes de cinema. Há opções para diferentes tipos de estilos de filmagens, como apresentações ao vivo, documentários e mescla de show com depoimentos. Rock, hip-hop, pop, música clássica, k-pop, eletrônico e estilo romântico fazem parte do que já esteve ou estará em cartaz.

Na verdade, esse material faz parte da ampliação de lista de atrações que os complexos cinematográficos têm oferecido. Óperas gravadas no teatro, espetáculos de balé, decisões de competições esportivas e finais de torneios de videogames entram no mesmo barco. “Queremos trazer um público que não vai tanto ao cinema para ver filmes. É uma agenda diferenciada e usamos o ambiente do cinema para fomentar essas outras plataformas. Temos que ser sempre atrativos para o cliente”, explica a diretora de marketing da Cinemark Brasil, Bettina Boklis. “O BTS, por exemplo, tem público diferente do Coldplay, que é bem diferente do que irá ver Roberto Carlos.” Ela comenta que, somente para ver o material do grupo sul-coreano BTS, febre entre os adolescentes, foram vendidos cerca de 35 mil ingressos.

Ettore Pegorim, de 30 anos, de Santo André, fez questão de comprar ingressos para ver Metallica & San Francisco Symphony: S&M², segundo encontro entre a banda de thrash metal e a Orquestra Sinfônica de São Francisco, dos Estados Unidos, em outubro. Ele classificou a experiência como “fantástica, muito melhor do que eu esperava”. “Em alguns momentos, dava vontade de levantar da cadeira e puxar um ‘bate-cabeça’ no meio da sala”, conta o mestre churrasqueiro, lembrando que boa parte dos fãs cantava em voz alta. “Foi o mais próximo possível de assistir a este show ao vivo.”

A comparação com uma apresentação ao vivo está aberta e atiça quem nunca foi a uma exibição do tipo. “Se você não estiver na frente do palco onde pode, de fato, ver os caras de perto e interagir com a banda, no cinema é até melhor pela qualidade do som. Mas também não se compara à energia de ter 30, 40 ou 60 mil pessoas cantando juntas”, diz o andreense. “É quase comparável à gastronomia: há diversos pratos exóticos dos quais as pessoas têm resistência, mas, depois que provam, se esbaldam no prazer.”

Artistas e bandas internacionais são maioria entre as atrações

Figuras como Shakira, André Rieu, Melanie Martinez, Roger Waters e as bandas Slayer, The Cure e Muse também criaram espetáculos para terem sessões. Artistas brasileiros pouco investem no formato, mas um dos mais populares está pronto para encher as salas com muitos clássicos. 

Roberto Carlos irá desfilar na telona seus conhecidos sucessos, casos de Como é Grande o Meu Amor Por Você, Além do Horizonte e Jesus Cristo, dos dias 2 a 8 de dezembro. Roberto Carlos em Jerusalém 3D já tem pré-venda de ingresos nas grandes redes espalhadas pela região, casos de Cinemark (www.cinemark.com.br), Cinépolis (www.cinepolis.com.br) e PlayArte (www.playartecinemas.com.br). Detalhe que a performance foi gravada em 2011 e tem narração da jornalista Glória Maria. As entradas custam entre R$ 10 e R$ 38, dependendo do local. 

Antes do Rei, os cinemas locais recebem Depeche Mode: Spirits in The Forest (quinta-feira, às 19h), filme/documentário sobre a turnê Global Spirit Tour e como ela envolveu artistas e fãs por onde passou, e Jesus Is King (entre o dia 28 de novembro e 1º de dezembro, em diversos horários), obra do rapper norte-americano Kanye West sobre seu mais recente álbum, lançado em outubro.

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