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S.Bernardo FC segue na cidade; por ora...


Dérek Bittencourt

15/11/2019 | 07:00


A recém-anunciada parceria entre São Bernardo FC e Magnum ainda carece de muitas explicações. Enquanto isso não acontece, os burburinhos tomam conta do Grande ABC sobre um possível futuro do Tigre longe daqui. Prestes a completar 15 anos, o Aurinegro viu neste casamento uma possibilidade de se manter em atividade, uma vez que na última temporada e meia vem atravessando a pior crise financeira da história. Entretanto, quais serão as consequências disso? A empresa vai levar a equipe para outra cidade? Qual será a interferência de pessoas ligadas à fabricante de relógios no futebol são-bernardense?

As respostas, entretanto, somente quando as partes vierem a público se explicar. Mas, pelo menos por enquanto, é possível afirmar que o Tigre segue em São Bernardo e disputará a Série A-2 no Estádio 1º de Maio. Ao mesmo tempo, parece haver sim um interesse da empresa em uma transferência do clube para município que dê mais apoio – afinal, é público e notório que o Aurinegro já não goza mais do mesmo prestígio junto ao poder público daqui. Mas apesar do relacionamento entre Magnum e Campinas, esta não seria opção estrategicamente viável. Fonte que prefiro manter em anonimato utilizou as palavras “intenção” e “ideia” ao falar sobre o futuro da equipe. “A intenção é ficar na cidade” e “ideia é mandar jogos em São Bernardo”. Ou seja, me deu a impressão de algo provisório ou condicional.

Sobre a futura gestão, o formato da parceria ainda não foi definido. O limite para o martelo ser batido é em janeiro de 2020, às vésperas da Série A-2. Por enquanto, Edinho Montemor segue como presidente, mas a Magnum vai assumir a direção executiva. Diversos jogadores inclusive já foram contratados por indicação do técnico Marcelo Veiga que, aliás, esteve em São Bernardo anteontem para acompanhar treino do time sub-20 que disputará a Copa São Paulo de Futebol Júnior em janeiro.

Mas em meio a tantas dúvidas e interrogações uma coisa é certa: a parceria renderá um centro de treinamento ao time, que retirou seus equipamentos do 1º de Maio e mantém em um depósito de Guarulhos. Este espaço para treinos e alojamento, entretanto, não será no Grande ABC. Município e local serão divulgados até a semana que vem. Desde que acabou tendo de deixar o antigo terreno do clube da Volks, que acolheu o Tigre em seus primeiros anos de vida e guarda grandes memórias em ex-jogadores e funcionários, a equipe perambulou por campos da cidade e da região, sempre com o sonho de ter novamente uma sede. Por alguns anos, o estádio municipal acolheu o clube, mas isso acabou há alguns meses.

E por falar no 1º de Maio, reportagem do colega Daniel Tossato trouxe na edição de ontem deste Diário a informação de que a Câmara são-bernardense aprovou projeto que autoriza a terceirização do espaço e que a licitação deverá ser aberta em dezembro. Aqui vai um palpite: até mesmo pelos recentes planos frustrados da Magnum quando tentou arrematar o Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, em Campinas, não me surpreenderia que a empresa se unisse à Progen e Savona (parceiras do São Bernardo FC no PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse – aberto pela Prefeitura em 2018 para cessão do espaço) na tentativa de administrar o estádio. Este cenário seria completamente benéfico ao Tigre, com uma possível Arena Magnum, tirando das costas da administração pública aproximadamente R$ 40 mil mensais com os gastos de manutenção e ainda abrindo a possibilidade de um aporte para diversas melhorias na praça esportiva. Agora, é esperar para ver.

DIREITO DE RESPOSTA
Li nos últimos dias muitas críticas de torcedores do São Caetano sobre as matérias que o Diário vem fazendo sobre o atual momento do time. Algumas, inclusive, com palavrões e ofensas, mas, sobretudo, questionando as informações. Mas tenham certeza, caros azulinos, que nada do que foi publicado foi invenção ou é “achismo” da equipe de Esportes. Muito pelo contrário. Foi tudo muito bem apurado e aquilo que foi publicado saiu de dentro do próprio clube. Para deixar claro: aqui se faz jornalismo!

MÃO NO BOLSO PELA COPINHA
Voltando à cidade de São Bernardo, em 2020 a Copa São Paulo de Futebol Júnior terá nova sede, passando do Baetão para o 1º de Maio. Além disso, o EC São Bernardo é que será o cabeça de chave. Consequentemente, terá de arcar com alguns custos, como a hospedagem dos times que dividirão a chave. A estimativa é a de que sejam investidos R$ 200 mil só nessa questão de acomodação das delegações, além dos gastos com os cuidados do gramado, que ficarão sob responsabilidade do Cachorrão – aliás, o torneio era disputado no gramado sintético do Baetão justamente para preservar a grama, por conta do grande número de jogos em curto espaço de tempo, além do fato de janeiro ser mês de fortes chuvas. Em contrapartida à zeladoria do campo, a Prefeitura diminuiria o preço público no aluguel do espaço. 



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S.Bernardo FC segue na cidade; por ora...

Dérek Bittencourt

15/11/2019 | 07:00


A recém-anunciada parceria entre São Bernardo FC e Magnum ainda carece de muitas explicações. Enquanto isso não acontece, os burburinhos tomam conta do Grande ABC sobre um possível futuro do Tigre longe daqui. Prestes a completar 15 anos, o Aurinegro viu neste casamento uma possibilidade de se manter em atividade, uma vez que na última temporada e meia vem atravessando a pior crise financeira da história. Entretanto, quais serão as consequências disso? A empresa vai levar a equipe para outra cidade? Qual será a interferência de pessoas ligadas à fabricante de relógios no futebol são-bernardense?

As respostas, entretanto, somente quando as partes vierem a público se explicar. Mas, pelo menos por enquanto, é possível afirmar que o Tigre segue em São Bernardo e disputará a Série A-2 no Estádio 1º de Maio. Ao mesmo tempo, parece haver sim um interesse da empresa em uma transferência do clube para município que dê mais apoio – afinal, é público e notório que o Aurinegro já não goza mais do mesmo prestígio junto ao poder público daqui. Mas apesar do relacionamento entre Magnum e Campinas, esta não seria opção estrategicamente viável. Fonte que prefiro manter em anonimato utilizou as palavras “intenção” e “ideia” ao falar sobre o futuro da equipe. “A intenção é ficar na cidade” e “ideia é mandar jogos em São Bernardo”. Ou seja, me deu a impressão de algo provisório ou condicional.

Sobre a futura gestão, o formato da parceria ainda não foi definido. O limite para o martelo ser batido é em janeiro de 2020, às vésperas da Série A-2. Por enquanto, Edinho Montemor segue como presidente, mas a Magnum vai assumir a direção executiva. Diversos jogadores inclusive já foram contratados por indicação do técnico Marcelo Veiga que, aliás, esteve em São Bernardo anteontem para acompanhar treino do time sub-20 que disputará a Copa São Paulo de Futebol Júnior em janeiro.

Mas em meio a tantas dúvidas e interrogações uma coisa é certa: a parceria renderá um centro de treinamento ao time, que retirou seus equipamentos do 1º de Maio e mantém em um depósito de Guarulhos. Este espaço para treinos e alojamento, entretanto, não será no Grande ABC. Município e local serão divulgados até a semana que vem. Desde que acabou tendo de deixar o antigo terreno do clube da Volks, que acolheu o Tigre em seus primeiros anos de vida e guarda grandes memórias em ex-jogadores e funcionários, a equipe perambulou por campos da cidade e da região, sempre com o sonho de ter novamente uma sede. Por alguns anos, o estádio municipal acolheu o clube, mas isso acabou há alguns meses.

E por falar no 1º de Maio, reportagem do colega Daniel Tossato trouxe na edição de ontem deste Diário a informação de que a Câmara são-bernardense aprovou projeto que autoriza a terceirização do espaço e que a licitação deverá ser aberta em dezembro. Aqui vai um palpite: até mesmo pelos recentes planos frustrados da Magnum quando tentou arrematar o Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, em Campinas, não me surpreenderia que a empresa se unisse à Progen e Savona (parceiras do São Bernardo FC no PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse – aberto pela Prefeitura em 2018 para cessão do espaço) na tentativa de administrar o estádio. Este cenário seria completamente benéfico ao Tigre, com uma possível Arena Magnum, tirando das costas da administração pública aproximadamente R$ 40 mil mensais com os gastos de manutenção e ainda abrindo a possibilidade de um aporte para diversas melhorias na praça esportiva. Agora, é esperar para ver.

DIREITO DE RESPOSTA
Li nos últimos dias muitas críticas de torcedores do São Caetano sobre as matérias que o Diário vem fazendo sobre o atual momento do time. Algumas, inclusive, com palavrões e ofensas, mas, sobretudo, questionando as informações. Mas tenham certeza, caros azulinos, que nada do que foi publicado foi invenção ou é “achismo” da equipe de Esportes. Muito pelo contrário. Foi tudo muito bem apurado e aquilo que foi publicado saiu de dentro do próprio clube. Para deixar claro: aqui se faz jornalismo!

MÃO NO BOLSO PELA COPINHA
Voltando à cidade de São Bernardo, em 2020 a Copa São Paulo de Futebol Júnior terá nova sede, passando do Baetão para o 1º de Maio. Além disso, o EC São Bernardo é que será o cabeça de chave. Consequentemente, terá de arcar com alguns custos, como a hospedagem dos times que dividirão a chave. A estimativa é a de que sejam investidos R$ 200 mil só nessa questão de acomodação das delegações, além dos gastos com os cuidados do gramado, que ficarão sob responsabilidade do Cachorrão – aliás, o torneio era disputado no gramado sintético do Baetão justamente para preservar a grama, por conta do grande número de jogos em curto espaço de tempo, além do fato de janeiro ser mês de fortes chuvas. Em contrapartida à zeladoria do campo, a Prefeitura diminuiria o preço público no aluguel do espaço. 

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