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Parlamento boliviano recebe carta de renúncia de Evo Morales

Reprodução Twitter/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Renúncia do presidente também causou cadeia de renúncias de legisladores, ministros e autoridades regionais



11/11/2019 | 15:35


O Parlamento da Bolívia recebeu nesta segunda-feira, 11, a carta de renúncia de Evo Morales à presidência, na qual ele disse estar determinado a evitar a violência e expressa seu desejo de que a paz social retorne ao país, do qual foi chefe de governo por 13 anos e nove meses.

"Minha responsabilidade como presidente indígena e de todos os bolivianos é evitar que os golpistas continuem perseguindo meus irmãos e irmãs líderes sindicais", afirmou o agora ex-presidente no texto, cuja autenticidade foi confirmada por fontes do Senado. "Para evitar todos esses acontecimentos violentos e que volte a paz social, apresento minha renúncia."

Evo enviou a carta pouco depois da transmissão pela TV na tarde de domingo em que anunciou sua decisão de deixar o governo. No texto, o agora ex-presidente condena o fato de o país continuar "hostilizando e perseguindo" líderes populares e autoridades de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS).

"Hoje é o momento de solidariedade entre todos nós. Amanhã será o momento da reorganização e o passo a frente desta luta que não termina com estes tristes acontecimentos", escreveu Evo, em outro trecho da carta.

A nota, que destaca várias das conquistas ao longo de sua gestão, menciona a intenção de "resistir" e termina com o slogan "Pátria ou Muerte!"

A carta do presidente se soma a do vice-presidente do país e presidente da Assembleia Legislativa da Bolívia, Álvaro García Linera, que ressalta que foi forçado a renunciar por um golpe de estado e por "forças obscuras que destruíram democracia".

Espera-se que o Legislativo convoque uma sessão extraordinária para eleger um sucessor que poderia ser o senadora da opositora Unidade Democrática (UD) Jeannine Áñez, que também é a segunda vice-presidente do Senado.

Jeannine é a principal opção na cadeia de sucessão constitucional após a renúncia de García Linera, da presidente do Senado, Adriana Salvatierra, do presidente da Câmara dos Deputados, Victor Borda, e do primeiro presidente do Senado, Rubén Medinaceli, todos membros do MAS.

Detonador da crise

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um relatório no domingo alertando sobre graves irregularidades nas eleições de 20 de outubro, após as quais Evo Morales foi proclamado vencedor pelo quarto mandato consecutivo até 2025.

Evo então anunciou novas eleições e a renovação do órgão eleitoral do país, mas a oposição e os comitês civis responderam que a única saída era sua renúncia, o que elevou a tensão até que, no fim da tarde, ele anunciou que deixaria o poder.

Em seu discurso de renúncia, ele acusou a polícia de ter se juntado a um golpe para expulsá-lo do poder, o que foi negado pelos líderes civis e da oposição que lideraram os protestos contra ele.

A renúncia do presidente também causou uma cadeia de renúncias de legisladores, ministros e autoridades regionais do partido governista. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Parlamento boliviano recebe carta de renúncia de Evo Morales

Renúncia do presidente também causou cadeia de renúncias de legisladores, ministros e autoridades regionais


11/11/2019 | 15:35


O Parlamento da Bolívia recebeu nesta segunda-feira, 11, a carta de renúncia de Evo Morales à presidência, na qual ele disse estar determinado a evitar a violência e expressa seu desejo de que a paz social retorne ao país, do qual foi chefe de governo por 13 anos e nove meses.

"Minha responsabilidade como presidente indígena e de todos os bolivianos é evitar que os golpistas continuem perseguindo meus irmãos e irmãs líderes sindicais", afirmou o agora ex-presidente no texto, cuja autenticidade foi confirmada por fontes do Senado. "Para evitar todos esses acontecimentos violentos e que volte a paz social, apresento minha renúncia."

Evo enviou a carta pouco depois da transmissão pela TV na tarde de domingo em que anunciou sua decisão de deixar o governo. No texto, o agora ex-presidente condena o fato de o país continuar "hostilizando e perseguindo" líderes populares e autoridades de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS).

"Hoje é o momento de solidariedade entre todos nós. Amanhã será o momento da reorganização e o passo a frente desta luta que não termina com estes tristes acontecimentos", escreveu Evo, em outro trecho da carta.

A nota, que destaca várias das conquistas ao longo de sua gestão, menciona a intenção de "resistir" e termina com o slogan "Pátria ou Muerte!"

A carta do presidente se soma a do vice-presidente do país e presidente da Assembleia Legislativa da Bolívia, Álvaro García Linera, que ressalta que foi forçado a renunciar por um golpe de estado e por "forças obscuras que destruíram democracia".

Espera-se que o Legislativo convoque uma sessão extraordinária para eleger um sucessor que poderia ser o senadora da opositora Unidade Democrática (UD) Jeannine Áñez, que também é a segunda vice-presidente do Senado.

Jeannine é a principal opção na cadeia de sucessão constitucional após a renúncia de García Linera, da presidente do Senado, Adriana Salvatierra, do presidente da Câmara dos Deputados, Victor Borda, e do primeiro presidente do Senado, Rubén Medinaceli, todos membros do MAS.

Detonador da crise

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um relatório no domingo alertando sobre graves irregularidades nas eleições de 20 de outubro, após as quais Evo Morales foi proclamado vencedor pelo quarto mandato consecutivo até 2025.

Evo então anunciou novas eleições e a renovação do órgão eleitoral do país, mas a oposição e os comitês civis responderam que a única saída era sua renúncia, o que elevou a tensão até que, no fim da tarde, ele anunciou que deixaria o poder.

Em seu discurso de renúncia, ele acusou a polícia de ter se juntado a um golpe para expulsá-lo do poder, o que foi negado pelos líderes civis e da oposição que lideraram os protestos contra ele.

A renúncia do presidente também causou uma cadeia de renúncias de legisladores, ministros e autoridades regionais do partido governista. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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