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Exterior permite início de semana em alta do Ibovespa



21/10/2019 | 11:08


O Ibovespa tenta pegar carona no desempenho positivo das bolsas internacionais, mas a alta por aqui é bastante moderada, beirando a estabilidade. No exterior, investidores seguem confiantes de que o Reino Unido conseguirá evitar uma saída desorganizada da União Europeia (UE), mesmo depois que o Parlamento britânico adiou a votação do acordo de Brexit. Porém, o ruídos na política brasileira seguem no radar e podem atrapalhar avanço mais forte do Ibovespa, conforme analistas. Um possível sobe-e-desce também não está descartado hoje em decorrência do vencimento de opções sobre ações.

Além das dúvidas relacionadas ao Brexit, a guerra comercial entre Estados Unidos e China continua no foco das atenções. "O acordo deve se arrastar, mas hoje tem um clima positivo. Porém, nada expressivo", cita o operador da mesa institucional da Renascença.

Às 10h36, o Ibovespa subia 0,14%, aos 104.877,77 pontos.

Internamente, a crise política no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, pode gerar desgaste e atrapalhar a agenda de reformas, embora o mercado conte com a aprovação da reforma previdenciária na terça-feira, 22, no plenário do Senado.

Do Japão, o presidente acompanha os desdobramentos do assunto. Nesta segunda, afirmou que "o bem vencerá o mal", em referência às trocas de lideranças ligadas ao governo e ao partido no Congresso ocorridas na semana passada. Ao chegar a Tóquio, o presidente indicou que o cenário político poderá mudar durante sua ausência de dez dias para um périplo pela Ásia e pelo Oriente Médio.

Nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que a expectativa do governo é de que a votação da reforma da Previdência no Senado tenha desfecho nesta terça-feira. Segundo ele, a previsão é de que haja a discussão e votação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela manhã e, à tarde, ocorra o desfecho no plenário.

"A aprovação da reforma está dada como certa, mas os investidores estão de olho na crise no PSL. Porém, por enquanto, não está afetando o dia a dia, mas pode inibir investimentos mais para frente para o País", avalia Monteiro.

A queda do petróleo em Londres e em Nova York, entre 0,6% e 0,4%, respectivamente, e o recuo de 1,11% do preço do minério de ferro nesta segunda em Qingdao, na China, podem limitar eventuais ganhos do Ibovespa, que tenta se firmar nos 105 mil pontos. "Está difícil de se manter nessa marca, pois faltam notícias positivas", diz.

Na sexta, o índice caiu 0,27%, aos 104.728,89 pontos, mas encerrou a semana com alta de 1%.



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Exterior permite início de semana em alta do Ibovespa


21/10/2019 | 11:08


O Ibovespa tenta pegar carona no desempenho positivo das bolsas internacionais, mas a alta por aqui é bastante moderada, beirando a estabilidade. No exterior, investidores seguem confiantes de que o Reino Unido conseguirá evitar uma saída desorganizada da União Europeia (UE), mesmo depois que o Parlamento britânico adiou a votação do acordo de Brexit. Porém, o ruídos na política brasileira seguem no radar e podem atrapalhar avanço mais forte do Ibovespa, conforme analistas. Um possível sobe-e-desce também não está descartado hoje em decorrência do vencimento de opções sobre ações.

Além das dúvidas relacionadas ao Brexit, a guerra comercial entre Estados Unidos e China continua no foco das atenções. "O acordo deve se arrastar, mas hoje tem um clima positivo. Porém, nada expressivo", cita o operador da mesa institucional da Renascença.

Às 10h36, o Ibovespa subia 0,14%, aos 104.877,77 pontos.

Internamente, a crise política no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, pode gerar desgaste e atrapalhar a agenda de reformas, embora o mercado conte com a aprovação da reforma previdenciária na terça-feira, 22, no plenário do Senado.

Do Japão, o presidente acompanha os desdobramentos do assunto. Nesta segunda, afirmou que "o bem vencerá o mal", em referência às trocas de lideranças ligadas ao governo e ao partido no Congresso ocorridas na semana passada. Ao chegar a Tóquio, o presidente indicou que o cenário político poderá mudar durante sua ausência de dez dias para um périplo pela Ásia e pelo Oriente Médio.

Nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que a expectativa do governo é de que a votação da reforma da Previdência no Senado tenha desfecho nesta terça-feira. Segundo ele, a previsão é de que haja a discussão e votação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela manhã e, à tarde, ocorra o desfecho no plenário.

"A aprovação da reforma está dada como certa, mas os investidores estão de olho na crise no PSL. Porém, por enquanto, não está afetando o dia a dia, mas pode inibir investimentos mais para frente para o País", avalia Monteiro.

A queda do petróleo em Londres e em Nova York, entre 0,6% e 0,4%, respectivamente, e o recuo de 1,11% do preço do minério de ferro nesta segunda em Qingdao, na China, podem limitar eventuais ganhos do Ibovespa, que tenta se firmar nos 105 mil pontos. "Está difícil de se manter nessa marca, pois faltam notícias positivas", diz.

Na sexta, o índice caiu 0,27%, aos 104.728,89 pontos, mas encerrou a semana com alta de 1%.

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