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Leilão A-6 contrata 2,97 mil MW de 91 projetos, com deságio médio de 33,73%



18/10/2019 | 15:35


O leilão de energia nova A-6, operacionalizado na manhã desta sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), foi encerrado, após cerca de quatro horas e meia de negociações. O certame viabilizou a contratação de 2,97 mil MW de novos empreendimentos, que irão demandar R$ 11,162 bilhões de investimentos. O preço médio do certame foi de R$ 176,09/MWh, um deságio médio de 33,73%. O volume de energia comprado pelas distribuidoras foi de 250,14 milhões de MWh (ou 1,155 mil MW médios), o que irá movimentar em R$ 44,048 bilhões em contratos.

A fonte com o maior volume de energia contratado foi a termelétrica, com nove projetos, totalizando R$ 2,82 bilhões em investimentos. Foram contratadas três usinas a gás natural e seis térmicas a biomassa do bagaço da cana-de-açúcar. Entre as distribuidoras, as maiores compradoras de energia foram as concessionárias Light (97,2 milhões de MWh), Cemig (38,05 milhões de MWh) e Coelba (29,38 milhões de MWh).

O certame viabilizou a contratação de 44 usinas eólicas, somando 118,1 MW médios de energia comercializada no leilão, com preço variando entre R$ 96,97/MWh e R$ 99,75/Mwh. Por sua vez, foram contratadas 11 usinas solares, totalizando 59,5 MW médios, ao preço que variou entre R$ 84/MWh e R$ 84,5/MWh. Também foram viabilizados 27 projetos hidrelétricos, somando 172 MW médios, com preço variando entre R$ 157,08 (hidrelétricas São Roque e Tibagi Montante, que já tinham outorgas) e R$ 234,63/MWh (PCH Santa Luzia).

Os 91 projetos contratados possuem uma garantia física de 1,702 mil MW médios, dos quais 1,155 mil MW médios. Isso sinaliza que os empreendedores irão negociar parte do volume da energia destas usinas no mercado livre para grandes consumidores. O volume de energia contratado seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências.

O leilão superou a licitação A-6 de 2018 em número de usinas contratadas, embora o deságio tenha sido menor. No leilão A-6 do ano passado, foram contratados 62 empreendimentos, com potência de 2,1 mil MW e energia firme de 1,229 mil MW médios. O volume contratado no certame de 2018 foi de 835 MW médios. O preço médio de venda foi de R$ 140,87/MWh, deságio 46,89%.

Já o leilão A-4 de 2019, realizado em junho passado, viabilizou a contratação de 15 usinas, com potência instalada de 401,6 MW e energia firme de 165 MW médios. O volume contratado no certame foi de 75,7 MW médios. O preço médio de venda foi de R$ 151,15/MWh, deságio 55,83%.



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Leilão A-6 contrata 2,97 mil MW de 91 projetos, com deságio médio de 33,73%


18/10/2019 | 15:35


O leilão de energia nova A-6, operacionalizado na manhã desta sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), foi encerrado, após cerca de quatro horas e meia de negociações. O certame viabilizou a contratação de 2,97 mil MW de novos empreendimentos, que irão demandar R$ 11,162 bilhões de investimentos. O preço médio do certame foi de R$ 176,09/MWh, um deságio médio de 33,73%. O volume de energia comprado pelas distribuidoras foi de 250,14 milhões de MWh (ou 1,155 mil MW médios), o que irá movimentar em R$ 44,048 bilhões em contratos.

A fonte com o maior volume de energia contratado foi a termelétrica, com nove projetos, totalizando R$ 2,82 bilhões em investimentos. Foram contratadas três usinas a gás natural e seis térmicas a biomassa do bagaço da cana-de-açúcar. Entre as distribuidoras, as maiores compradoras de energia foram as concessionárias Light (97,2 milhões de MWh), Cemig (38,05 milhões de MWh) e Coelba (29,38 milhões de MWh).

O certame viabilizou a contratação de 44 usinas eólicas, somando 118,1 MW médios de energia comercializada no leilão, com preço variando entre R$ 96,97/MWh e R$ 99,75/Mwh. Por sua vez, foram contratadas 11 usinas solares, totalizando 59,5 MW médios, ao preço que variou entre R$ 84/MWh e R$ 84,5/MWh. Também foram viabilizados 27 projetos hidrelétricos, somando 172 MW médios, com preço variando entre R$ 157,08 (hidrelétricas São Roque e Tibagi Montante, que já tinham outorgas) e R$ 234,63/MWh (PCH Santa Luzia).

Os 91 projetos contratados possuem uma garantia física de 1,702 mil MW médios, dos quais 1,155 mil MW médios. Isso sinaliza que os empreendedores irão negociar parte do volume da energia destas usinas no mercado livre para grandes consumidores. O volume de energia contratado seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências.

O leilão superou a licitação A-6 de 2018 em número de usinas contratadas, embora o deságio tenha sido menor. No leilão A-6 do ano passado, foram contratados 62 empreendimentos, com potência de 2,1 mil MW e energia firme de 1,229 mil MW médios. O volume contratado no certame de 2018 foi de 835 MW médios. O preço médio de venda foi de R$ 140,87/MWh, deságio 46,89%.

Já o leilão A-4 de 2019, realizado em junho passado, viabilizou a contratação de 15 usinas, com potência instalada de 401,6 MW e energia firme de 165 MW médios. O volume contratado no certame foi de 75,7 MW médios. O preço médio de venda foi de R$ 151,15/MWh, deságio 55,83%.

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