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Movimento democrático de Hong Kong espera resposta de Pequim


Do Diário OnLine
Com AFP

02/07/2004 | 11:27


A gigantesca manifestação da quinta-feira em Hong Kong, onde centenas de milhares de pessoas pediram democracia, enviou uma mensagem clara a Pequim, embora se ignore ela será suficiente para que o poder comunista reaja.

Segundo os organizadores, mais de 530 mil pessoas, em uma população de 6,8 milhões de habitantes, desfilaram na quinta-feira sob o slogan de "devolvam o poder ao povo". Os manifestantes pediam eleição por sufrágio universal do chefe do executivo, atualmente designado por um comitê que obedece a Pequim, e de seus deputados, dos quais só a metade é eleita por votação popular

"A mensagem é clara", afirma um editorialista do South China Morning Post, o primeiro jornal de língua inglesa do território, expressando sua satisfação de que o desfile tenha se concentrado em um único tema: a democracia.

No ano passado, houve uma controvérsia sobre os motivos que levaram às ruas meio milhão de habitantes. Muitos consideraram que se tratava mais de um descontentamento ante a crise econômica do que a uma vontade de reforma democrática.

"As aspirações democráticas expressadas ontem (quinta-feira) são as da maioria. Não se limitam a um pequeno grupo de extremistas", destaca o editorialista.

A miniconstituição de Hong Kong prevê a instauração de eleições diretas, mas sem fixar calendário, referindo-se simplesmente à possibilidade de realizá-las quando terminarem os atuais mandatos, em 2007 para o executivo e em 2008 para os deputados.

Os democratas exigem a instauração do sufrágio universal a partir dessas datas, o que Pequim recusou categoricamente em abril. O poder comunista havia deixado a porta aberta para o futuro, mas sem mencionar datas.

Enquanto os Estados Unidos reiteraram seu "apoio à evolução de Hong Kong para o sufrágio universal", Pequim continua sem reagir nesta sexta-feira, repetindo simplesmente que Hong Kong goza "de uma democracia" sem precedentes.

A agência oficial Nova China se limitou a uma curta nota sobre a manifestação, sem explicar os motivos, mas referindo-se a "queixas" de usuários pelo desvio de duas linhas de ônibus.

"Não prevejo mudanças súbitas de política por parte de Pequim", opinou Sonny Lo, cientista político da Universidade de Hong Kong.

"Pequim não mudará de opinião, não importa o número de manifestantes", assinalou o editorialista do South China.

Os analistas acreditam que o poder comunista não tomará nenhuma iniciativa antes das eleições de 12 de setembro, nas quais só estará envolvida a metade dos legisladores de Hong Kong. Pequim teme que essa votação termine com uma grande vitória dos deputados democratas.



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