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Belle Époque

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É a maior mostra feita no Brasil sobre o artista; foram selecionadas 100 obras


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

18/09/2019 | 07:00


Reza lenda em Paris que os cartazes feitos pelo rei da Art Nouveau ainda em início de carreira, o artista tcheco Alphonse Mucha (1860-1939), eram adorados pelos transeuntes. Tanto, que não era difícil ver um parisiense com lâmina de barbear em punho, tentando tirar alguma de suas obras, expostas pelas paredes da cidade, para levar e colocar em casa.

E a partir de amanhã grande parte delas estará estampada no Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1.313), em São Paulo, onde será aberta a exposição Alphonse Mucha: o Legado da Art Nouveau. Nascido em Ivancice, atual República Tcheca, Alphonse Mucha teve uma carreira de muitas façanhas. Pioneiro na arte publicitária, consagrou na Paris da Belle Époque um estilo marcado pela sutileza e pelo perfeccionismo que se tornaria símbolo da ‘era de ouro’ da cultura francesa. Passados 80 anos de sua morte, ele continua a influenciar e mantém herança viva em ilustrações contemporâneas, como observada no universo dos HQs e dos mangás.

Para a exposição no Brasil, a maior feita sobre o artista até então, com curadoria de Tomoko Sato, foram selecionadas 100 obras, divididas em quatro ambientes. “Mucha queria usar a arte para mostrar o belo. Ele acreditava que a beleza deixava as pessoas mais felizes e que, ao potencializar a sua difusão por meio da publicidade, contribuía para construir uma sociedade melhor”, analisa a curadora.

Na seção Mulheres: Ícones & Musas, reúne o ponto alto de sua trajetória publicitária. Ainda no fim do século XIX, Mucha inovou ao fazer das propagandas que ilustrava verdadeiras obras de vanguarda. Seus cartazes, que chamavam a atenção pelo preciosismo dedicado a cada traço e pela aura quase divina concedida à imagem da mulher, transformaram as ruas parisienses em uma galeria a céu aberto, como dito anteriormente.

Entre as obras que retratam essa fase serão exibidos pôsteres dos memoráveis espetáculos da atriz Sarah Bernhardt no Teatro Renaissance, anúncios de marcas de cerveja, cigarros, lança-perfumes, e outras dezenas de artigos igualmente referendados pelo toque de Mucha.

“Para ele, foi um privilégio poder observar por tanto tempo as performances magníficas de Sarah nos palcos. Assim como a sua elegância, seus movimentos, o jeito de se expressar, seus gestos, tudo isso o inspirou enormemente e, logo, esse tipo de inspiração se tornaria visível em seus cartazes”. A mostra reunirá as obras mais marcantes frutos dessa parceria, além de cartazes para as peças de Sarah, artigos confeccionados por Mucha e que compunham o figurino da atriz.

A exposição ainda contará com os núcleos que dispõem o seu estilo (na época, a República Tcheca vivia sob o domínio do Império Austro-Húngaro e ele lutava pela libertação do povo eslavo), um sobre Art Nouveau e, por último, o seu legado nos dias de hoje.

A mostra já passou por Copenhague, Nova York, Madrid e Paris. Na capital francesa foi registrado o recorde de público em toda a sua história: mais de 340 mil pessoas foram ao Museu de Luxemburgo contemplar as obras de Mucha.

Alphonse Mucha: o Legado da Art Nouveau – Exposição. Na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1.313, em São Paulo. De hoje até 15 de dezembro. De terça a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 10h às 20h. Gratuito.  



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Belle Époque

É a maior mostra feita no Brasil sobre o artista; foram selecionadas 100 obras

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

18/09/2019 | 07:00


Reza lenda em Paris que os cartazes feitos pelo rei da Art Nouveau ainda em início de carreira, o artista tcheco Alphonse Mucha (1860-1939), eram adorados pelos transeuntes. Tanto, que não era difícil ver um parisiense com lâmina de barbear em punho, tentando tirar alguma de suas obras, expostas pelas paredes da cidade, para levar e colocar em casa.

E a partir de amanhã grande parte delas estará estampada no Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1.313), em São Paulo, onde será aberta a exposição Alphonse Mucha: o Legado da Art Nouveau. Nascido em Ivancice, atual República Tcheca, Alphonse Mucha teve uma carreira de muitas façanhas. Pioneiro na arte publicitária, consagrou na Paris da Belle Époque um estilo marcado pela sutileza e pelo perfeccionismo que se tornaria símbolo da ‘era de ouro’ da cultura francesa. Passados 80 anos de sua morte, ele continua a influenciar e mantém herança viva em ilustrações contemporâneas, como observada no universo dos HQs e dos mangás.

Para a exposição no Brasil, a maior feita sobre o artista até então, com curadoria de Tomoko Sato, foram selecionadas 100 obras, divididas em quatro ambientes. “Mucha queria usar a arte para mostrar o belo. Ele acreditava que a beleza deixava as pessoas mais felizes e que, ao potencializar a sua difusão por meio da publicidade, contribuía para construir uma sociedade melhor”, analisa a curadora.

Na seção Mulheres: Ícones & Musas, reúne o ponto alto de sua trajetória publicitária. Ainda no fim do século XIX, Mucha inovou ao fazer das propagandas que ilustrava verdadeiras obras de vanguarda. Seus cartazes, que chamavam a atenção pelo preciosismo dedicado a cada traço e pela aura quase divina concedida à imagem da mulher, transformaram as ruas parisienses em uma galeria a céu aberto, como dito anteriormente.

Entre as obras que retratam essa fase serão exibidos pôsteres dos memoráveis espetáculos da atriz Sarah Bernhardt no Teatro Renaissance, anúncios de marcas de cerveja, cigarros, lança-perfumes, e outras dezenas de artigos igualmente referendados pelo toque de Mucha.

“Para ele, foi um privilégio poder observar por tanto tempo as performances magníficas de Sarah nos palcos. Assim como a sua elegância, seus movimentos, o jeito de se expressar, seus gestos, tudo isso o inspirou enormemente e, logo, esse tipo de inspiração se tornaria visível em seus cartazes”. A mostra reunirá as obras mais marcantes frutos dessa parceria, além de cartazes para as peças de Sarah, artigos confeccionados por Mucha e que compunham o figurino da atriz.

A exposição ainda contará com os núcleos que dispõem o seu estilo (na época, a República Tcheca vivia sob o domínio do Império Austro-Húngaro e ele lutava pela libertação do povo eslavo), um sobre Art Nouveau e, por último, o seu legado nos dias de hoje.

A mostra já passou por Copenhague, Nova York, Madrid e Paris. Na capital francesa foi registrado o recorde de público em toda a sua história: mais de 340 mil pessoas foram ao Museu de Luxemburgo contemplar as obras de Mucha.

Alphonse Mucha: o Legado da Art Nouveau – Exposição. Na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1.313, em São Paulo. De hoje até 15 de dezembro. De terça a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 10h às 20h. Gratuito.  

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