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Greve dos Correios deve chegar ao fim hoje à noite

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Serão realizadas assembleias em todo o País para deliberar aprovação de oferta do TST


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:19


A greve dos trabalhadores dos Correios pode terminar hoje à noite, quando serão realizadas assembleias em todo o País. Se proposta oferecida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) for aceita, amanhã os serviços voltam a funcionar.

“A orientação dos sindicatos e das federações nacionais é pela aprovação da proposta que prorroga o acordo realizado pelo TST até o dia 2 de outubro, quando haverá julgamento da greve”, disse o diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios), Douglas Melo. “De qualquer forma, sendo aprovada pelos trabalhadores, manteremos o estado de greve em todo o País até que decisão definitiva seja tomada.”

Audiência de conciliação realizada na quinta-feira entre os Correios e os sindicatos da categoria determinou que sejam mantidas as cláusulas do acordo coletivo de trabalho vigente, assim como o plano de saúde, até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo colegiado do TST, que pode manter ou alterar o cenário.

Os funcionários iniciaram paralisação às 22h de terça-feira passada, e no Grande ABC cerca de 70% dos 900 profissionais chegaram a cruzar os braços. Melo ponderou, porém, que o volume de adesão era menor ontem, devido à contrapartida de proposta do TST, que fixou, por meio de decisão liminar, o contingente mínimo de 70% do efetivo durante a greve, com multa diária de R$ 50 mil, caso o percentual não seja atendido.

O ato foi motivado por proposta dos Correios, de reajuste de 0,8%, sendo que a inflação do período, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulava 3,84% nos 12 meses terminados em julho, referência para a data-base da categoria, em 1º de agosto. Além disso, a oferta patronal retirava direitos ao excluir pais de convênio médico e o aumentar a coparticipação de 30% para 40%.

Diante do impasse e da greve, os Correios ingressaram com pedido de dissídio coletivo no TST na expectativa de solução que não comprometesse mais sua situação financeira, que acumula prejuízo de R$ 3 bilhões. A empresa disse estar executando plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. 



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Greve dos Correios deve chegar ao fim hoje à noite

Serão realizadas assembleias em todo o País para deliberar aprovação de oferta do TST

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:19


A greve dos trabalhadores dos Correios pode terminar hoje à noite, quando serão realizadas assembleias em todo o País. Se proposta oferecida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) for aceita, amanhã os serviços voltam a funcionar.

“A orientação dos sindicatos e das federações nacionais é pela aprovação da proposta que prorroga o acordo realizado pelo TST até o dia 2 de outubro, quando haverá julgamento da greve”, disse o diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios), Douglas Melo. “De qualquer forma, sendo aprovada pelos trabalhadores, manteremos o estado de greve em todo o País até que decisão definitiva seja tomada.”

Audiência de conciliação realizada na quinta-feira entre os Correios e os sindicatos da categoria determinou que sejam mantidas as cláusulas do acordo coletivo de trabalho vigente, assim como o plano de saúde, até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo colegiado do TST, que pode manter ou alterar o cenário.

Os funcionários iniciaram paralisação às 22h de terça-feira passada, e no Grande ABC cerca de 70% dos 900 profissionais chegaram a cruzar os braços. Melo ponderou, porém, que o volume de adesão era menor ontem, devido à contrapartida de proposta do TST, que fixou, por meio de decisão liminar, o contingente mínimo de 70% do efetivo durante a greve, com multa diária de R$ 50 mil, caso o percentual não seja atendido.

O ato foi motivado por proposta dos Correios, de reajuste de 0,8%, sendo que a inflação do período, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulava 3,84% nos 12 meses terminados em julho, referência para a data-base da categoria, em 1º de agosto. Além disso, a oferta patronal retirava direitos ao excluir pais de convênio médico e o aumentar a coparticipação de 30% para 40%.

Diante do impasse e da greve, os Correios ingressaram com pedido de dissídio coletivo no TST na expectativa de solução que não comprometesse mais sua situação financeira, que acumula prejuízo de R$ 3 bilhões. A empresa disse estar executando plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. 

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