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Exposição conta história de vida do jornalista Vladimir Herzog

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ocupação na Capital acontece de hoje até 20 de outubro, de terça a sexta-feira, das 9h às 20h


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

14/08/2019 | 07:24


A imagem de Vladimir Herzog enforcado nos porões do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, registrada em 1975, é a mais emblemática do período da ditadura militar no Brasil. Ainda hoje o silêncio e a dor que ela carrega ecoam de maneira negativa na história do País e, principalmente, dos familiares do jornalista, editor e quase cineasta retratado.

De modo a jogar luz na sua história, que passou a ser internacionalmente conhecida desde então, será inaugurada hoje, às 20h, a Ocupação Vladimir Herzog, no Itaú Cultural, em São Paulo. A mostra reúne e exibe trabalhos de sua autoria no cinema, teatro e fotografia e segue o percurso da vida do jornalista desde que, pequeno, saiu com a família de sua terra natal Osijek, hoje Croácia, na antiga Iugoslávia, até se tornar um ícone da luta por justiça e pelos direitos humanos.

Claudiney Ferreira, gerente do núcleo de audiovisual e literatura e integrante do núcleo curatorial da Ocupação, explica que a ideia foi responder as perguntas: quem foi, de fato, Vladimir Herzog? Por que o caso dele se tornou emblemático? “Fomos atrás disso, não só no acervo do instituto (Vladimir Herzog), como também na Unesp, rádio e TV Cultura, na BBC de Londres e surgiram duas linhas. Como jornalista o diferencial de Herzog, de acordo com quem entrevistamos, foi do rigor na apuração e no texto. O limava à exaustão. Zuenir Ventura (jornalista e escritor) disse que ele foi o maior editor com quem trabalhou. A outra coisa que era realmente a paixão dele era o cinema, principalmente o documentário social”, explica Ferreira.

O público poderá apreciar fotografias com enquadramentos que demonstravam um olhar particular dele para as coisas, lugares e pessoas. Também, uma peça de teatro em áudio em que Vladimir é um dos atores e suas respostas com desenhos esquemáticos e análises de filmes para uma prova de ingresso em um curso de cinema com o documentarista sueco Arne Sucksdorff (1917-2001). Estas aulas resultaram na realização do primeiro e único minidocumentário de Herzog, Marimbás, em 1960.

Essa paixão pelo cinema é a mais pulsante na mostra. “O Vlado se preparou a vida inteira para ser um cineasta. E a Clarice (Herzog, viúva) disse: ‘Quando foi morto, ele estava pronto’, finaliza o curador. Entre os achados da pesquisa e que está na mostra, acrescenta, está o roteiro de um documentário que Vlado preparava sobre Canudos e Antônio Conselheiro, que finalizou pouco antes de ser assassinado.

Ocupação Vladimir Herzog – Exposição. No Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149. De hoje até 20 de outubro, de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. Gratuito. 



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Exposição conta história de vida do jornalista Vladimir Herzog

Ocupação na Capital acontece de hoje até 20 de outubro, de terça a sexta-feira, das 9h às 20h

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

14/08/2019 | 07:24


A imagem de Vladimir Herzog enforcado nos porões do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, registrada em 1975, é a mais emblemática do período da ditadura militar no Brasil. Ainda hoje o silêncio e a dor que ela carrega ecoam de maneira negativa na história do País e, principalmente, dos familiares do jornalista, editor e quase cineasta retratado.

De modo a jogar luz na sua história, que passou a ser internacionalmente conhecida desde então, será inaugurada hoje, às 20h, a Ocupação Vladimir Herzog, no Itaú Cultural, em São Paulo. A mostra reúne e exibe trabalhos de sua autoria no cinema, teatro e fotografia e segue o percurso da vida do jornalista desde que, pequeno, saiu com a família de sua terra natal Osijek, hoje Croácia, na antiga Iugoslávia, até se tornar um ícone da luta por justiça e pelos direitos humanos.

Claudiney Ferreira, gerente do núcleo de audiovisual e literatura e integrante do núcleo curatorial da Ocupação, explica que a ideia foi responder as perguntas: quem foi, de fato, Vladimir Herzog? Por que o caso dele se tornou emblemático? “Fomos atrás disso, não só no acervo do instituto (Vladimir Herzog), como também na Unesp, rádio e TV Cultura, na BBC de Londres e surgiram duas linhas. Como jornalista o diferencial de Herzog, de acordo com quem entrevistamos, foi do rigor na apuração e no texto. O limava à exaustão. Zuenir Ventura (jornalista e escritor) disse que ele foi o maior editor com quem trabalhou. A outra coisa que era realmente a paixão dele era o cinema, principalmente o documentário social”, explica Ferreira.

O público poderá apreciar fotografias com enquadramentos que demonstravam um olhar particular dele para as coisas, lugares e pessoas. Também, uma peça de teatro em áudio em que Vladimir é um dos atores e suas respostas com desenhos esquemáticos e análises de filmes para uma prova de ingresso em um curso de cinema com o documentarista sueco Arne Sucksdorff (1917-2001). Estas aulas resultaram na realização do primeiro e único minidocumentário de Herzog, Marimbás, em 1960.

Essa paixão pelo cinema é a mais pulsante na mostra. “O Vlado se preparou a vida inteira para ser um cineasta. E a Clarice (Herzog, viúva) disse: ‘Quando foi morto, ele estava pronto’, finaliza o curador. Entre os achados da pesquisa e que está na mostra, acrescenta, está o roteiro de um documentário que Vlado preparava sobre Canudos e Antônio Conselheiro, que finalizou pouco antes de ser assassinado.

Ocupação Vladimir Herzog – Exposição. No Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149. De hoje até 20 de outubro, de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. Gratuito. 

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