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Acidente com Zé Nelson segue sem desfecho

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário Grande ABC

16/07/2019 | 06:18


Após quase dois anos, o inquérito aberto para apurar a conduta do vereador José Nelson de Barros (MDB) no atropelamento de três pessoas no Centro de Ribeirão Pires segue sem conclusão.

Delegado responsável pela apuração, Marcos Duarte evitou dar prazos sobre desfecho do caso. Disse que a polícia cogita realizar reconstituição do episódio, porém não informou data nem como se daria o processo.

“Acredito que uma reconstituição poderia explicar melhor o que aconteceu. Ainda estamos estudando essa possibilidade, mas é o mais provável”, afirmou. Ainda segundo Duarte, assim que o inquérito terminar, o vereador “poderá ser indiciado” sem apontar, porém, em qual artigo do Código do Processo Penal enquadraria Zé Nelson.

Uma das probabilidades seria lesão corporal culposa, quando não há intenção de cometer o crime.
No dia 27 de julho de 2017, Zé Nelson estava dando marcha à ré em seu Ford Fiesta vermelho quando atingiu a profissional autônoma Carolina Cunha e seu casal de filhos – à época ela tinha 28 anos e as crianças, 2 e 4, respectivamente. Eles passavam atrás do automóvel. Assim que o carro se locomoveu, Carolina empurrou o filho mais novo para o lado para que não fosse atingido pelo veículo. A mulher rompeu o ligamento do tornozelo esquerdo por conta do impacto. O filho ficou com hematomas na cabeça e a filha sofreu escoriações.

À época, munícipes que acompanharam o incidente acusaram o vereador de estar embriagado. Ele chegou a afirmar que estava bebendo refrigerante em vez de cerveja. O parlamentar dirigia de chinelo, o que configura irregularidade segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O delegado confirmou que exame para detectar o grau alcoólico no organismo do emedebista foi realizado, mas não quis divulgar o resultado.

Zé Nelson afirmou que se apresentou para audiência que teria acontecido em setembro de 2018, mas que são seus advogados quem acompanham o caso. “Não sabia que tinha novidades. Vou até avisar os meus advogados sobre isso (reconstituição). Estou tranquilo se tiver reconstituição, pois sempre colaborei com a Justiça”, alegou. Zé Nelson também evitou dizer a respeito da suspeita de embriaguez à época. “Acho melhor procurar meus advogados, estou proibido de falar sobre isso”, afirmou. 



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Acidente com Zé Nelson segue sem desfecho

Daniel Tossato
Do Diário Grande ABC

16/07/2019 | 06:18


Após quase dois anos, o inquérito aberto para apurar a conduta do vereador José Nelson de Barros (MDB) no atropelamento de três pessoas no Centro de Ribeirão Pires segue sem conclusão.

Delegado responsável pela apuração, Marcos Duarte evitou dar prazos sobre desfecho do caso. Disse que a polícia cogita realizar reconstituição do episódio, porém não informou data nem como se daria o processo.

“Acredito que uma reconstituição poderia explicar melhor o que aconteceu. Ainda estamos estudando essa possibilidade, mas é o mais provável”, afirmou. Ainda segundo Duarte, assim que o inquérito terminar, o vereador “poderá ser indiciado” sem apontar, porém, em qual artigo do Código do Processo Penal enquadraria Zé Nelson.

Uma das probabilidades seria lesão corporal culposa, quando não há intenção de cometer o crime.
No dia 27 de julho de 2017, Zé Nelson estava dando marcha à ré em seu Ford Fiesta vermelho quando atingiu a profissional autônoma Carolina Cunha e seu casal de filhos – à época ela tinha 28 anos e as crianças, 2 e 4, respectivamente. Eles passavam atrás do automóvel. Assim que o carro se locomoveu, Carolina empurrou o filho mais novo para o lado para que não fosse atingido pelo veículo. A mulher rompeu o ligamento do tornozelo esquerdo por conta do impacto. O filho ficou com hematomas na cabeça e a filha sofreu escoriações.

À época, munícipes que acompanharam o incidente acusaram o vereador de estar embriagado. Ele chegou a afirmar que estava bebendo refrigerante em vez de cerveja. O parlamentar dirigia de chinelo, o que configura irregularidade segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O delegado confirmou que exame para detectar o grau alcoólico no organismo do emedebista foi realizado, mas não quis divulgar o resultado.

Zé Nelson afirmou que se apresentou para audiência que teria acontecido em setembro de 2018, mas que são seus advogados quem acompanham o caso. “Não sabia que tinha novidades. Vou até avisar os meus advogados sobre isso (reconstituição). Estou tranquilo se tiver reconstituição, pois sempre colaborei com a Justiça”, alegou. Zé Nelson também evitou dizer a respeito da suspeita de embriaguez à época. “Acho melhor procurar meus advogados, estou proibido de falar sobre isso”, afirmou. 

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