Setecidades Titulo

Justiça manda desbloquear rua em Rio Grande da Serra

Bruna Gonçalves
Especial para o Diário
13/03/2010 | 08:44
Compartilhar notícia
André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Justiça de Rio Grande da Serra determinou que a Prefeitura retire toda a terra que deslizou de um barranco e deixou os moradores da Rua Julio Prestes de Albuquerque, no bairro Sítio Maria Joana, praticamente isolados. O desbarrancamento ocorreu há um mês e meio.

A Prefeitura informou, em nota, que enviará homens, equipamentos e máquinas para realizar as intervenções no local na segunda-feira. A medida foi tomada, após a intimação da Justiça chegar à Prefeitura, no dia 10. O documento dava prazo de 48 horas para que a administração tomasse providências, portanto o prazo venceu ontem.

DESCASO - Os moradores acusam a Prefeitura de descaso. "Desde o primeiro dia, ligamos para eles (Prefeitura), que vieram e apenas olharam. Não fizeram nada. Agora, se quisermos ir para o Centro temos que descer toda a rua a pé e esperar o ônibus", explica o caseiro Robson da Silva Gomes, 34 anos, que há 28 mora na Rua Julio Prestes de Albuquerque. A via é sem saída e com o desbarrancamento os moradores estão impedidos de sair de carro. A Prefeitura disse que "as fortes chuvas que aconteceram na região impediram intervenção mais rápida".

DGABC

Para o desempregado Fabricio Silva Gomes, 21, que mora no fim da rua, o maior medo é não ter como ser socorrido em caso de emergência. "Tenho hidrocefalia e posso passar mal a qualquer momento. Se continuar assim como eu faço? Posso até morrer", conclui.

Ele conta que no dia da tragédia, poucos minutos antes da terra vir morro abaixo, duas moças tinham passado na rua. "Teve um barulhão e em seguida a terra e árvores desceram derrubando a fiação. Podia ter sido uma tragédia."

Robson relembra que a situação podia estar pior se não fosse o empenho dos moradores. "Ficamos quatro dias sem energia. A Eletropaulo não tinha condições de passar, mas demos um jeito e hoje temos luz. Caso contrário estaríamos sem energia até hoje."

Para a promotora Sandra Reimberg, que entrou com a ação, a dificuldade do bairro é grande. "Desde novembro, eles entraram em contato relatando os problemas até que chegou nessas proporções. Mandei um ofício para a Prefeitura e nada foi feito. Espero que agora seja resolvido", relata Sandra. Segundo ela, se a administração não cumprir poderá ser multada.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;