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Muita segurança e poucos protestos marcaram o casamento de Eduardo Bolsonaro



25/05/2019 | 21:55


Muita segurança e poucos protestos marcaram o casamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, com a psicóloga Heloisa Wolf, no fim da tarde e na noite deste sábado, 25, em Santa Teresa, na região central do Rio.

Agentes do Exército e policiais militares montaram guarda em diversos pontos do bairro, e blindados conhecidos como caveirões foram posicionados nos acessos das favelas do bairro. Não houve protestos organizados na porta da casa de festas. Alguns passantes gritaram "cadê o Queiroz" - alusão a Fabrício Queiroz, ex-assessor de outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), sob investigação -, palavrões e insultos. Mas não houve confusão.

Atiradores foram posicionados em prédios e pontos altos. O presidente, Flávio e outro dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos, chegaram em comboios, sob escolta.

Bolsonaro entrou na cerimônia ao som de "We Are The Champions", clássico da banda inglesa Queen. A cachorrinha Beretta, mascote do casal, com a guia e a coleira decoradas com flores, estava com a filha caçula do presidente, Laura, de 8 anos. A primeira-dama Michele foi uma das madrinhas - todas usavam vestidos azuis.

De terno azul claro e colete prata, o noivo entrou de braços dados com a mãe, Rogéria Bolsonaro, ex-vereadora, vestida de vermelho. A festa, para 150 convidados, foi em uma área com vista para a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Corcovado, no bairro construído sobre morros entre as zonas sul e norte - ironicamente, um tradicional reduto da esquerda carioca.

Nem durante a festa Bolsonaro deixou o Twitter. Desta vez, usou-os para celebrar o casamento do filho. Às 17h15, cumprimentou publicamente o noivo na rede. "25/maio, casamento do 03. Que Deus proteja essa família que se forma nessa data. Aos 35 anos Eduardo entra no time dos homens sérios (kkkkk)", escreveu Bolsonaro. Publicou uma foto dele com Eduardo, na festa.

O matrimônio foi celebrado pelo pastor Pedro Litwinczuk, presidente da Igreja Comunidade Batista do Rio. Escolhido por Rogéria Bolsonaro, mãe de Eduardo, e conhecido como Pastor Pedrão, ele participou da terceira temporada de "No limite", primeiro reality show da TV Globo, em 2001.

Eleitor declarado do clã Bolsonaro, o religioso chamou atenção pela cabeça raspada e a barba grande. Neste domingo, 26, o casal inicia a lua de mel nas Ilhas Maldivas. Pouco depois das 20h, o presidente se retirou do local.

Protesto

Poucos metros acima da casa de festas, moradores do Condomínio Equitativa - um reduto da esquerda, com adesivos de "Lula Livre" nas áreas comuns - protestaram. Nas fachadas dos apartamentos voltadas para o jardim da casa de festas, eram vistas faixas pretas, com recados aos noivos, como "Não procriem", e palavras de ordem como "Fora Bolsonaro".

Caixas de som tocavam hinos da resistência dos anos 60 e 70: "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, e "Apesar de você", de Chico Buarque. Era uma tentativa de abafar a música da festa.

"A razão do protesto e, em primeiro lugar, política", contou a síndica do condomínio, Sandra Gonçalves de Oliveira, 52, uma das organizadoras do ato. "A maioria das pessoas aqui é contra o Bolsonaro."

Moradores afirmaram também que o bairro foi limpo e postes de iluminação pública consertados especialmente para o casamento. Em geral, não é assim, o que provocou reclamações. "As ruas de acesso são imundas, tem porcos. Hoje para o casamento está tudo lindo", disse a síndica.



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Muita segurança e poucos protestos marcaram o casamento de Eduardo Bolsonaro


25/05/2019 | 21:55


Muita segurança e poucos protestos marcaram o casamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, com a psicóloga Heloisa Wolf, no fim da tarde e na noite deste sábado, 25, em Santa Teresa, na região central do Rio.

Agentes do Exército e policiais militares montaram guarda em diversos pontos do bairro, e blindados conhecidos como caveirões foram posicionados nos acessos das favelas do bairro. Não houve protestos organizados na porta da casa de festas. Alguns passantes gritaram "cadê o Queiroz" - alusão a Fabrício Queiroz, ex-assessor de outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), sob investigação -, palavrões e insultos. Mas não houve confusão.

Atiradores foram posicionados em prédios e pontos altos. O presidente, Flávio e outro dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos, chegaram em comboios, sob escolta.

Bolsonaro entrou na cerimônia ao som de "We Are The Champions", clássico da banda inglesa Queen. A cachorrinha Beretta, mascote do casal, com a guia e a coleira decoradas com flores, estava com a filha caçula do presidente, Laura, de 8 anos. A primeira-dama Michele foi uma das madrinhas - todas usavam vestidos azuis.

De terno azul claro e colete prata, o noivo entrou de braços dados com a mãe, Rogéria Bolsonaro, ex-vereadora, vestida de vermelho. A festa, para 150 convidados, foi em uma área com vista para a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Corcovado, no bairro construído sobre morros entre as zonas sul e norte - ironicamente, um tradicional reduto da esquerda carioca.

Nem durante a festa Bolsonaro deixou o Twitter. Desta vez, usou-os para celebrar o casamento do filho. Às 17h15, cumprimentou publicamente o noivo na rede. "25/maio, casamento do 03. Que Deus proteja essa família que se forma nessa data. Aos 35 anos Eduardo entra no time dos homens sérios (kkkkk)", escreveu Bolsonaro. Publicou uma foto dele com Eduardo, na festa.

O matrimônio foi celebrado pelo pastor Pedro Litwinczuk, presidente da Igreja Comunidade Batista do Rio. Escolhido por Rogéria Bolsonaro, mãe de Eduardo, e conhecido como Pastor Pedrão, ele participou da terceira temporada de "No limite", primeiro reality show da TV Globo, em 2001.

Eleitor declarado do clã Bolsonaro, o religioso chamou atenção pela cabeça raspada e a barba grande. Neste domingo, 26, o casal inicia a lua de mel nas Ilhas Maldivas. Pouco depois das 20h, o presidente se retirou do local.

Protesto

Poucos metros acima da casa de festas, moradores do Condomínio Equitativa - um reduto da esquerda, com adesivos de "Lula Livre" nas áreas comuns - protestaram. Nas fachadas dos apartamentos voltadas para o jardim da casa de festas, eram vistas faixas pretas, com recados aos noivos, como "Não procriem", e palavras de ordem como "Fora Bolsonaro".

Caixas de som tocavam hinos da resistência dos anos 60 e 70: "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, e "Apesar de você", de Chico Buarque. Era uma tentativa de abafar a música da festa.

"A razão do protesto e, em primeiro lugar, política", contou a síndica do condomínio, Sandra Gonçalves de Oliveira, 52, uma das organizadoras do ato. "A maioria das pessoas aqui é contra o Bolsonaro."

Moradores afirmaram também que o bairro foi limpo e postes de iluminação pública consertados especialmente para o casamento. Em geral, não é assim, o que provocou reclamações. "As ruas de acesso são imundas, tem porcos. Hoje para o casamento está tudo lindo", disse a síndica.

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