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Indústria do Grande ABC demite 1.500 no quadrimestre

Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Ciesp mostram que em 12 meses saldo é de 6.200 cortes em fábricas da região


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/05/2019 | 07:25


Apesar da expectativa de que a economia decolasse em 2019, o cenário ainda é de estagnação. Resultado disso é que a indústria do Grande ABC demitiu 1.500 trabalhadores no primeiro quadrimestre deste ano, ou seja, uma média de 12 dispensas por dia. Somente em abril, foram 410 vagas fechadas e, no período de 12 meses, o saldo – diferença entre admissões e dispensas – está negativo em 6.200 postos na região.

Os dados são do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e foram divulgados ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O resultado é bem diferente do primeiro quadrimestre de 2018, quando a indústria contratou 1.450 pessoas, o melhor resultado para o período desde 2011. À época, havia otimismo de retomada da economia e a greve dos caminhoneiros ainda não tinha dado as caras.

O número de demissões em abril, no entanto, é menor do que em março deste ano (1.050 cortes). De acordo com o diretor titular do Ciesp de São Bernardo – foram 300 demissões em abril e 450 neste ano na cidade – Cláudio Barberini Junior, este foi um dos piores começos de ano. Apesar de, em 2017, os cortes terem chegado a 1.700 nos quatro primeiros meses, o diretor pontuou que o cenário ainda era de forte crise.

“Estamos em um momento difícil, com a economia estagnada e as projeções de crescimento se retraindo, além de sermos impactados pela situação da Argentina. Isso porque esses números ainda não incluem reflexo das férias coletivas da Volkswagen (a montadora vai deixar seus trabalhadores em casa de 24 de junho a 13 de julho por conta da diminuição de exportações para a Argentina)”, afirmou.

Segundo ele, o governo poderia priorizar pontos como a “maior oferta de crédito, liberação dos saques de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e baixar as taxas de juros”.

“O governo ainda não está se mexendo. Não existe nenhum plano ou projeto que possa trazer mudanças para a situação de entraves dos investimentos. A expectativa é a de que, na sequência da aprovação da reforma da Previdência, venha a tributária, o que é muito importante para desburocratizar o setor”, afirmou o diretor titular do Ciesp Santo André, que também responde por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Norberto Perrella. A regional registrou a demissão de 300 funcionários em abril e 500 no ano, o maior volume do Grande ABC.

Diadema foi a única cidade que contratou em abril (200 pessoas), mas acumula saldo de 350 demissões no ano. “Embora as contratações sejam positivas, não temos garantia de que a indústria seguirá criando vagas. É mais uma adequação de mercado do que realmente uma constatação de retomada no quadro de empregos”, afirmou o diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Júnior.

No Estado de São Paulo, em abril foram criadas 9.500 vagas e, no acumulado do ano, o saldo é de 21,5 mil postos. “Na nossa região somos mais impactados por conta da indústria automotiva, que está com dificuldade de vendas e de exportações, principalmente devido à crise na Argentina. O nosso mercado está em compasso de espera pelas medidas do governo”, analisou Dequech Júnior.
 



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Indústria do Grande ABC demite 1.500 no quadrimestre

Dados do Ciesp mostram que em 12 meses saldo é de 6.200 cortes em fábricas da região

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/05/2019 | 07:25


Apesar da expectativa de que a economia decolasse em 2019, o cenário ainda é de estagnação. Resultado disso é que a indústria do Grande ABC demitiu 1.500 trabalhadores no primeiro quadrimestre deste ano, ou seja, uma média de 12 dispensas por dia. Somente em abril, foram 410 vagas fechadas e, no período de 12 meses, o saldo – diferença entre admissões e dispensas – está negativo em 6.200 postos na região.

Os dados são do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e foram divulgados ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O resultado é bem diferente do primeiro quadrimestre de 2018, quando a indústria contratou 1.450 pessoas, o melhor resultado para o período desde 2011. À época, havia otimismo de retomada da economia e a greve dos caminhoneiros ainda não tinha dado as caras.

O número de demissões em abril, no entanto, é menor do que em março deste ano (1.050 cortes). De acordo com o diretor titular do Ciesp de São Bernardo – foram 300 demissões em abril e 450 neste ano na cidade – Cláudio Barberini Junior, este foi um dos piores começos de ano. Apesar de, em 2017, os cortes terem chegado a 1.700 nos quatro primeiros meses, o diretor pontuou que o cenário ainda era de forte crise.

“Estamos em um momento difícil, com a economia estagnada e as projeções de crescimento se retraindo, além de sermos impactados pela situação da Argentina. Isso porque esses números ainda não incluem reflexo das férias coletivas da Volkswagen (a montadora vai deixar seus trabalhadores em casa de 24 de junho a 13 de julho por conta da diminuição de exportações para a Argentina)”, afirmou.

Segundo ele, o governo poderia priorizar pontos como a “maior oferta de crédito, liberação dos saques de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e baixar as taxas de juros”.

“O governo ainda não está se mexendo. Não existe nenhum plano ou projeto que possa trazer mudanças para a situação de entraves dos investimentos. A expectativa é a de que, na sequência da aprovação da reforma da Previdência, venha a tributária, o que é muito importante para desburocratizar o setor”, afirmou o diretor titular do Ciesp Santo André, que também responde por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Norberto Perrella. A regional registrou a demissão de 300 funcionários em abril e 500 no ano, o maior volume do Grande ABC.

Diadema foi a única cidade que contratou em abril (200 pessoas), mas acumula saldo de 350 demissões no ano. “Embora as contratações sejam positivas, não temos garantia de que a indústria seguirá criando vagas. É mais uma adequação de mercado do que realmente uma constatação de retomada no quadro de empregos”, afirmou o diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Júnior.

No Estado de São Paulo, em abril foram criadas 9.500 vagas e, no acumulado do ano, o saldo é de 21,5 mil postos. “Na nossa região somos mais impactados por conta da indústria automotiva, que está com dificuldade de vendas e de exportações, principalmente devido à crise na Argentina. O nosso mercado está em compasso de espera pelas medidas do governo”, analisou Dequech Júnior.
 

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