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Jaqueline dá um tempo na carreira para ser mãe

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ala do Santo André e da Seleção Brasileira foi surpreendida com a gravidez, mas mantém sonho de ir à Tóquio


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

12/05/2019 | 08:38


Quando decide ser mãe, a mulher abre mão de várias coisas e muitas vezes até da carreira. Imagine uma atleta de alto rendimento, que tem no corpo seu instrumento de trabalho. Foi o que aconteceu com Jaqueline, ala do basquete de Santo André. Por mais que não tenha programado, aconteceu, e a jogadora da Seleção Brasileira está feliz da vida, mesmo que o sonho da maternidade possa colocar em risco outro desejo: ir à Olimpíada.

Aos 33 anos, Jaqueline sempre sonhou em ser mãe, mas por conta do basquete teve de adiar o desejo. O plano era engravidar depois da aposentadoria, mas um teste de farmácia mudou o roteiro.

“Foi inesperado para mim e para meu noivo. Já tinha feito três jogos da Liga e estava me sentindo estranha, com peito inchado. Falei com a Simone (Lima, pivô), fiz o teste de farmácia e o de sangue: deu positivo. Aí bateu aquele medo porque o corpo é meu instrumento de trabalho. Se foi agora é porque Deus quis assim”, contou a ala. “Depois do susto vem aquela coisa de proteção, de carinho, de querer cuidar. Fui ao médico e ele me afastou pelo alto risco de aborto. Entendi. A prioridade agora é o bebê”, acrescentou a jogadora, que tem o parto previsto para o fim de novembro.

A gravidez não é um ponto final na carreira da atleta, que mesmo sem jogar desde a terceira rodada, em 28 de março, ainda tem a melhor média de pontos da Liga, com 20,3 por partida. “Vou fazer tudo direitinho. Estou acompanhando a rotina das jogadoras, fazendo academia e arremesso. Tudo que eu puder fazer e meu médico liberar, vou fazer”, garantiu ela, que durante os jogos tem ficado no banco de reservas. “Fico nervosa, quero estar em quadra, mas sei que se eu estiver ali passando um pouco da minha experiência, da confiança, já estou ajudando. Fico feliz de contribuir com as meninas.”

A previsão é de que Jaqueline volte a jogar em janeiro e esteja pronta para a próxima edição da Liga. Caso o Brasil conquiste vaga na Olimpíada de Tóquio – terá de disputar a Copa América, em setembro, e o Pré-Olímpico, em novembro – ela terá pouco tempo para conquistar vaga no grupo, já que os Jogos serão de 24 de julho a 9 de agosto.

“Meu treinador (Bruno Guidorizzi) me surpreendeu. Pediu para eu ficar tranquila e voltar com tudo no ano que vem. Esse apoio é importante. Vai depender mais de mim, voltar, treinar e reconquistar meu espaço.”

Por enquanto, Jaqueline só quer curtir a primeira gravidez. Assim que soube da notícia correu para os braços da mãe, que mora em sua cidade natal, São José do Rio Preto, no Interior. “Família inteira ficou feliz. Tenho quatro sobrinhos homens e minha mãe disse que fui a escolhida para ter uma menina”, contou a ala, que se emocionou ao lembrar que vai passar hoje o primeiro Dia das Mães com um bebê na barriga. “Estou muito sensível, chorando com tudo.”

Na equipe o carinho é grande. “As meninas estão me apoiando, disseram que vão me ajudar a cuidar. Quero ver se vai aparecer alguém à noite”, brincou. Pelo jeito, amor não vai faltar a Mariana, Yara, Thomas ou Talles, nomes escolhidos pelos pais para o bebê.

 

 



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Jaqueline dá um tempo na carreira para ser mãe

Ala do Santo André e da Seleção Brasileira foi surpreendida com a gravidez, mas mantém sonho de ir à Tóquio

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

12/05/2019 | 08:38


Quando decide ser mãe, a mulher abre mão de várias coisas e muitas vezes até da carreira. Imagine uma atleta de alto rendimento, que tem no corpo seu instrumento de trabalho. Foi o que aconteceu com Jaqueline, ala do basquete de Santo André. Por mais que não tenha programado, aconteceu, e a jogadora da Seleção Brasileira está feliz da vida, mesmo que o sonho da maternidade possa colocar em risco outro desejo: ir à Olimpíada.

Aos 33 anos, Jaqueline sempre sonhou em ser mãe, mas por conta do basquete teve de adiar o desejo. O plano era engravidar depois da aposentadoria, mas um teste de farmácia mudou o roteiro.

“Foi inesperado para mim e para meu noivo. Já tinha feito três jogos da Liga e estava me sentindo estranha, com peito inchado. Falei com a Simone (Lima, pivô), fiz o teste de farmácia e o de sangue: deu positivo. Aí bateu aquele medo porque o corpo é meu instrumento de trabalho. Se foi agora é porque Deus quis assim”, contou a ala. “Depois do susto vem aquela coisa de proteção, de carinho, de querer cuidar. Fui ao médico e ele me afastou pelo alto risco de aborto. Entendi. A prioridade agora é o bebê”, acrescentou a jogadora, que tem o parto previsto para o fim de novembro.

A gravidez não é um ponto final na carreira da atleta, que mesmo sem jogar desde a terceira rodada, em 28 de março, ainda tem a melhor média de pontos da Liga, com 20,3 por partida. “Vou fazer tudo direitinho. Estou acompanhando a rotina das jogadoras, fazendo academia e arremesso. Tudo que eu puder fazer e meu médico liberar, vou fazer”, garantiu ela, que durante os jogos tem ficado no banco de reservas. “Fico nervosa, quero estar em quadra, mas sei que se eu estiver ali passando um pouco da minha experiência, da confiança, já estou ajudando. Fico feliz de contribuir com as meninas.”

A previsão é de que Jaqueline volte a jogar em janeiro e esteja pronta para a próxima edição da Liga. Caso o Brasil conquiste vaga na Olimpíada de Tóquio – terá de disputar a Copa América, em setembro, e o Pré-Olímpico, em novembro – ela terá pouco tempo para conquistar vaga no grupo, já que os Jogos serão de 24 de julho a 9 de agosto.

“Meu treinador (Bruno Guidorizzi) me surpreendeu. Pediu para eu ficar tranquila e voltar com tudo no ano que vem. Esse apoio é importante. Vai depender mais de mim, voltar, treinar e reconquistar meu espaço.”

Por enquanto, Jaqueline só quer curtir a primeira gravidez. Assim que soube da notícia correu para os braços da mãe, que mora em sua cidade natal, São José do Rio Preto, no Interior. “Família inteira ficou feliz. Tenho quatro sobrinhos homens e minha mãe disse que fui a escolhida para ter uma menina”, contou a ala, que se emocionou ao lembrar que vai passar hoje o primeiro Dia das Mães com um bebê na barriga. “Estou muito sensível, chorando com tudo.”

Na equipe o carinho é grande. “As meninas estão me apoiando, disseram que vão me ajudar a cuidar. Quero ver se vai aparecer alguém à noite”, brincou. Pelo jeito, amor não vai faltar a Mariana, Yara, Thomas ou Talles, nomes escolhidos pelos pais para o bebê.

 

 

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