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Champinha é suspeito da morte de mais duas pessoas

Do Diário OnLine
04/01/2008 | 20:30
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A Polícia Civil de São Paulo investiga mais duas mortes que teriam sido cometidas por Champinha, autor do assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em 2003.

A polícia estuda agora uma denúncia anônima segundo a qual o irmão de uma das duas novas vítimas teria sido forçado por Champinha a enterrar os dois cadáveres em um matagal em Juquitiba.

Ontem, uma ossada foi localizada na mesma região onde Liana e Felipe morreram. Nesta sexta-feira, as buscas pela segunda ossada foram reiniciadas, mas os policiais encontraram apenas ossos do primeiro corpo já localizado. Amanhã a polícia deve voltar ao local para procurar o outro cadáver.

De acordo com o delegado Dejair Rodrigues, titular da 6ª Delegacia Seccional, na região de Santo Amaro, o suspeito confessou ter enterrado os corpos após ser interrogado pelos policiais.

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Segundo o homem, cuja identidade ainda não foi revelada, Champinha e um colega apelidado Mané da Faca tiveram uma discussão no bar com Manoel Oliveira de Souza.

Os criminosos seguiram então para a casa de Souza, onde ele e outro homem foram mortos. Em seguida, os corpos e a residência foram queimados.

O irmão de Souza afirma que se encontrava nas proximidades e foi obrigado a enterrar os corpos e a guardar silêncio sobre o ocorrido, caso contrário também seria assassinado.

A polícia ainda deve ouvir o depoimento de Champinha sobre o crime que teria sido cometido antes do assassinato de Liana e Felipe. Já Mané da Faca, foi morto em Juquitiba há dois anos.

Em novembro do ano passado, a Justiça de São Paulo interditou Champinha a pedido do Ministério Público. Ele foi considerado incapaz e recebeu a ordem de ser internado "em um estabelecimento psiquiátrico compatível e seguro face à sua debilidade".

Apesar de ser maior de idade, o rapaz permanece em uma unidade da Fundação Casa (antiga Febem) desde que uma decisão parecida do Deij (Departamento Especial da Infância e da Juventude) determinou, em novembro de 2006, que ele fosse interditado.




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