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Promessa do tênis é de São Bernardo

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com apenas 19 anos, Thaísa Pedretti faz parte da Seleção Brasileira e mira ser a melhor do mundo


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 07:00


 A principal promessa do tênis feminino do Brasil é do Grande ABC. Thaísa Pedretti, que mora em São Bernardo e treina em Santo André, está mudando os rumos da modalidade no País e renovando as expectativas de se ter novamente uma brasileira entre as melhores do mundo. Com 19 anos, ela acaba de ser convocada para disputar a Fed Cup (versão feminina da Davis Cup) com a Seleção, nos dias 20 e 21, na Eslováquia.

Esta não é a primeira vez que a jovem vai compor o time brasileiro. Em fevereiro, ela esteve como convidada com o grupo que surpreendeu e foi campeão do Zonal Americano, ao derrotar o Paraguai, na Colômbia. Agora, Thaísa foi chamada como jogadora.

“A primeira convocação foi uma surpresa. No juvenil fui a 36ª do mundo e nunca tinha sido lembrada para compor a Seleção. Fiquei muito contente por poder ir para a Colômbia na Fed Cup. Agora vou como jogadora, estou feliz, quer dizer que todo meu esforço está dando certo”, comenta a atleta.

De fato, Thaísa tem se esforçado muito para um dia estar entre as melhores do mundo. São pelo menos oito horas diárias de treinos, além de ter de conciliar com a faculdade de educação física. Ela abre mão de tudo o que muitas garotas da sua idade gostam: festas e passeios.

“Sonho em ser uma das melhores do Brasil e, por consequência, do mundo. Desde criança sempre abri mão de muitas coisas, não vou em festas, sou muito centrada nos meus objetivos. Quero estar entre as melhores e é nisso que estou focada. Sei das dificuldades, mas estou treinando bastante”, garante.

Não é de hoje que a são-bernardense é destaque. Ela pontuou pela primeira vez no ranking da WTA (Associação Feminina de Tênis) com 14 anos, e mesmo sem disputar tantos torneios internacionais, fechou 2018 como a 430ª do mundo.

O tênis entrou na vida de Thaísa por acaso. Ela foi com o pai ao Mesc (Movimento de Expansão Social Católica), em São Bernardo, e se apaixonou pela modalidade quando a experimentou. “Foi amor à primeira vista. Vi as crianças treinando e quando tive a oportunidade não parei mais”, conta ela, que tinha só 7 anos.

Depois do Mesc, Thaísa passou sete anos no Instituto do Tênis, entidade particular localizada em Barueri e que reúne talentos de todo o Brasil. “Foi muito difícil ficar longe da minha família, mas foi ali onde decidi que seria uma atleta profissional. Morei sozinha e adquiri a maturidade que me levou à essa escolha”, enfatiza.

EMPECILHO
A partir deste ano, Thaísa e muitas outras jogadoras no mundo todo terão desafio ainda maior para subir no ranking da WTA. Uma regra vai pontuar apenas torneios que oferecerem mais de US$ 25 mil (perto de R$ 97 mil) como premiação. Os demais contarão pontos para um ranking paralelo. “Essa mudança está dificultando para as atletas. Muitas estão parando porque é difícil chegar a torneios com esse valor. Tênis é esporte de elite e a parte financeira pesa muito. Espero que revejam essa situação”, torce Thaísa que, com a mudança, já caiu para 671ª do ranking.

EXPECTATIVA
Thaísa sabe que dificilmente terá chance de jogar na Eslováquia, já que é a de menor ranking entre as brasileiras convocadas: Beatriz Haddad Maia (176ª), Carolina Meligeni Alves (358ª), Gabriela Cé (441ª) e Luisa Stefani (448ª). Mesmo assim, quer aproveitar os dez dias que terá ao lado da equipe, entre treinos e jogos. “Será período importante para mim, por treinar com as meninas e estar entre as principais tenistas do País”, comenta.

Thaísa chama atenção para a dificuldade do duelo contra as eslovacas, que estão entre as melhores da WTA. As anfitriãs serão representadas por Dominika Cibulkova (33ª do ranking), Viktoria Kuzmova (46ª), Anna Schmiedlova (66ª) e Magdalena Rybarikova (68ª). “Será complicado, mas não existe impossível no tênis”, finaliza Thaísa.



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Promessa do tênis é de São Bernardo

Com apenas 19 anos, Thaísa Pedretti faz parte da Seleção Brasileira e mira ser a melhor do mundo

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 07:00


 A principal promessa do tênis feminino do Brasil é do Grande ABC. Thaísa Pedretti, que mora em São Bernardo e treina em Santo André, está mudando os rumos da modalidade no País e renovando as expectativas de se ter novamente uma brasileira entre as melhores do mundo. Com 19 anos, ela acaba de ser convocada para disputar a Fed Cup (versão feminina da Davis Cup) com a Seleção, nos dias 20 e 21, na Eslováquia.

Esta não é a primeira vez que a jovem vai compor o time brasileiro. Em fevereiro, ela esteve como convidada com o grupo que surpreendeu e foi campeão do Zonal Americano, ao derrotar o Paraguai, na Colômbia. Agora, Thaísa foi chamada como jogadora.

“A primeira convocação foi uma surpresa. No juvenil fui a 36ª do mundo e nunca tinha sido lembrada para compor a Seleção. Fiquei muito contente por poder ir para a Colômbia na Fed Cup. Agora vou como jogadora, estou feliz, quer dizer que todo meu esforço está dando certo”, comenta a atleta.

De fato, Thaísa tem se esforçado muito para um dia estar entre as melhores do mundo. São pelo menos oito horas diárias de treinos, além de ter de conciliar com a faculdade de educação física. Ela abre mão de tudo o que muitas garotas da sua idade gostam: festas e passeios.

“Sonho em ser uma das melhores do Brasil e, por consequência, do mundo. Desde criança sempre abri mão de muitas coisas, não vou em festas, sou muito centrada nos meus objetivos. Quero estar entre as melhores e é nisso que estou focada. Sei das dificuldades, mas estou treinando bastante”, garante.

Não é de hoje que a são-bernardense é destaque. Ela pontuou pela primeira vez no ranking da WTA (Associação Feminina de Tênis) com 14 anos, e mesmo sem disputar tantos torneios internacionais, fechou 2018 como a 430ª do mundo.

O tênis entrou na vida de Thaísa por acaso. Ela foi com o pai ao Mesc (Movimento de Expansão Social Católica), em São Bernardo, e se apaixonou pela modalidade quando a experimentou. “Foi amor à primeira vista. Vi as crianças treinando e quando tive a oportunidade não parei mais”, conta ela, que tinha só 7 anos.

Depois do Mesc, Thaísa passou sete anos no Instituto do Tênis, entidade particular localizada em Barueri e que reúne talentos de todo o Brasil. “Foi muito difícil ficar longe da minha família, mas foi ali onde decidi que seria uma atleta profissional. Morei sozinha e adquiri a maturidade que me levou à essa escolha”, enfatiza.

EMPECILHO
A partir deste ano, Thaísa e muitas outras jogadoras no mundo todo terão desafio ainda maior para subir no ranking da WTA. Uma regra vai pontuar apenas torneios que oferecerem mais de US$ 25 mil (perto de R$ 97 mil) como premiação. Os demais contarão pontos para um ranking paralelo. “Essa mudança está dificultando para as atletas. Muitas estão parando porque é difícil chegar a torneios com esse valor. Tênis é esporte de elite e a parte financeira pesa muito. Espero que revejam essa situação”, torce Thaísa que, com a mudança, já caiu para 671ª do ranking.

EXPECTATIVA
Thaísa sabe que dificilmente terá chance de jogar na Eslováquia, já que é a de menor ranking entre as brasileiras convocadas: Beatriz Haddad Maia (176ª), Carolina Meligeni Alves (358ª), Gabriela Cé (441ª) e Luisa Stefani (448ª). Mesmo assim, quer aproveitar os dez dias que terá ao lado da equipe, entre treinos e jogos. “Será período importante para mim, por treinar com as meninas e estar entre as principais tenistas do País”, comenta.

Thaísa chama atenção para a dificuldade do duelo contra as eslovacas, que estão entre as melhores da WTA. As anfitriãs serão representadas por Dominika Cibulkova (33ª do ranking), Viktoria Kuzmova (46ª), Anna Schmiedlova (66ª) e Magdalena Rybarikova (68ª). “Será complicado, mas não existe impossível no tênis”, finaliza Thaísa.

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