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India nega ter violado espaço aéreo do Paquistao


Do Diário do Grande ABC

28/06/1999 | 11:19


Um aviao indiano teria violado o espaço aéreo paquistanês esta segunda-feira, o que constituiria o primeiro incidente deste tipo desde o mês passado, segundo fontes militares em Islamabad. Nova Delhi, por sua vez, nega as acusaçoes. ``É uma alegaçao sem qualquer fundamento'', declarou um porta-voz do Exército do Ar indiano. Ainda nao foram divulgados detalhes do incidente.

Se confirmada, esta é a primeira invasao aérea desde 27 de maio, quando o Paquistao anunciou ter abatido dois avioes Mig indianos que haviam penetrado em seu espaço aéreo, na disputa pela regiao de Cachemira. Na ocasiao, um piloto morreu e outro foi capturado pelos paquistaneses. Em 28 de maio, um helicóptero de ataque indiano foi abatido pelos guerrilheiros.

A artilharia segue atacando esta segunda-feira os combatentes islâmicos entrincheirados nas montanhas de Cachemira, enquanto continuam os esforços diplomáticos dos Estados Unidos para deter o conflito, iniciado há sete semanas. O exército indiano tentava tomar de assalto várias zonas estratégicas na montanha da Cachemira indiana, apoiado pela aviaçao, que promove ataques 24 horas por dia desde a semana passada.

Violentos combates foram registrados em todas as localidades da área do conflito, como Batalik, Kargil, Drass e Mashkoh Valley, ao longo da ``linha de controle'' que separa a India do Paquistao nesta regiao do Himalaia disputada pelos dois países.

Um representante militar explicou que, graças ao incessante ataque, com bombas guiadas a laser lançadas por avioes de combate, as tropas indianas puderam cercar e destruir 70% de um importante campo inimigo em Munto-Dhallo, no setor de Batalik. Segundo ele, cinco soldados paquistaneses morreram na batalha. ``Avançamos de forma lenta mas segura'', explicou um oficial do Exército, alegando que as forças indianas preferem nao se precipitar, num terreno particularmente difícil e contra um inimigo que controla as áreas mais altas. O objetivo é limitar o número de perdas, disse ele.

Desde o início da ofensiva indiana, em 9 de maio, os combates deixaram 175 mortos e 351 feridos entre as forças indianas, e 335 paquistaneses mortos, segundo números oficiais indianos. Segundo o Paquistao, pelo menos 400 soldados indianos e 76 paquistaneses morreram.

O subsecretário de Estado adjunto norte-americano, Gibson Lanpher, manteve no domingo encontros em Nova Délhi, para relatar seus dois dias de conversaçoes no Paquistao. Nenhuma proposta de paz foi discutida e a India tem reiterado que antes de qualquer diálogo é ``imperativa'' a retirada das forças paquistanesas infiltradas.

Islamabad, que desmente ter tropas na Cachemira indiana mas é considerada pela comunidade internacional responsável pela crise, vinculou uma soluçao do conflito a negociaçoes sobre a questao da rediscussao das fronteiras da Caxemira, o que é inaceitável para Nova Délhi.

Nesta segunda-feira, Lanpher continua em Nova Délhi, mas nao está prevista nenhuma entrevista com as autoridades locais, segundo a embaixada dos Estados Unidos.

India e Paquistao se envolveram em três guerras desde sua independência, em 1947, das quais, duas por causa da Cachemira, regiao majoritariamente muçulmana cuja soberania é disputada pelos dois países.



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India nega ter violado espaço aéreo do Paquistao

Do Diário do Grande ABC

28/06/1999 | 11:19


Um aviao indiano teria violado o espaço aéreo paquistanês esta segunda-feira, o que constituiria o primeiro incidente deste tipo desde o mês passado, segundo fontes militares em Islamabad. Nova Delhi, por sua vez, nega as acusaçoes. ``É uma alegaçao sem qualquer fundamento'', declarou um porta-voz do Exército do Ar indiano. Ainda nao foram divulgados detalhes do incidente.

Se confirmada, esta é a primeira invasao aérea desde 27 de maio, quando o Paquistao anunciou ter abatido dois avioes Mig indianos que haviam penetrado em seu espaço aéreo, na disputa pela regiao de Cachemira. Na ocasiao, um piloto morreu e outro foi capturado pelos paquistaneses. Em 28 de maio, um helicóptero de ataque indiano foi abatido pelos guerrilheiros.

A artilharia segue atacando esta segunda-feira os combatentes islâmicos entrincheirados nas montanhas de Cachemira, enquanto continuam os esforços diplomáticos dos Estados Unidos para deter o conflito, iniciado há sete semanas. O exército indiano tentava tomar de assalto várias zonas estratégicas na montanha da Cachemira indiana, apoiado pela aviaçao, que promove ataques 24 horas por dia desde a semana passada.

Violentos combates foram registrados em todas as localidades da área do conflito, como Batalik, Kargil, Drass e Mashkoh Valley, ao longo da ``linha de controle'' que separa a India do Paquistao nesta regiao do Himalaia disputada pelos dois países.

Um representante militar explicou que, graças ao incessante ataque, com bombas guiadas a laser lançadas por avioes de combate, as tropas indianas puderam cercar e destruir 70% de um importante campo inimigo em Munto-Dhallo, no setor de Batalik. Segundo ele, cinco soldados paquistaneses morreram na batalha. ``Avançamos de forma lenta mas segura'', explicou um oficial do Exército, alegando que as forças indianas preferem nao se precipitar, num terreno particularmente difícil e contra um inimigo que controla as áreas mais altas. O objetivo é limitar o número de perdas, disse ele.

Desde o início da ofensiva indiana, em 9 de maio, os combates deixaram 175 mortos e 351 feridos entre as forças indianas, e 335 paquistaneses mortos, segundo números oficiais indianos. Segundo o Paquistao, pelo menos 400 soldados indianos e 76 paquistaneses morreram.

O subsecretário de Estado adjunto norte-americano, Gibson Lanpher, manteve no domingo encontros em Nova Délhi, para relatar seus dois dias de conversaçoes no Paquistao. Nenhuma proposta de paz foi discutida e a India tem reiterado que antes de qualquer diálogo é ``imperativa'' a retirada das forças paquistanesas infiltradas.

Islamabad, que desmente ter tropas na Cachemira indiana mas é considerada pela comunidade internacional responsável pela crise, vinculou uma soluçao do conflito a negociaçoes sobre a questao da rediscussao das fronteiras da Caxemira, o que é inaceitável para Nova Délhi.

Nesta segunda-feira, Lanpher continua em Nova Délhi, mas nao está prevista nenhuma entrevista com as autoridades locais, segundo a embaixada dos Estados Unidos.

India e Paquistao se envolveram em três guerras desde sua independência, em 1947, das quais, duas por causa da Cachemira, regiao majoritariamente muçulmana cuja soberania é disputada pelos dois países.

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