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O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão, e o vice-presidente de varejo do Unibanco, Márcio Schettini, defendem que o banco estadual paulista Nossa Caixa seja vendido por meio de leilão para que não seja eliminado o direito de concorrência, assim como já havia declarado Roberto Setubal, presidente do Itaú.

"O leilão traz as coisas às claras como o preço correto, que seria formado a partir da concorrência entre os interessados", disse Brandão.

Os três bancos mostraram grande interesse em comprar o banco estatal paulista, que, segundo o presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), o preço de venda da instituição deveria ser ao menos de R$ 5,7 bilhões.

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Diante da reação dos principais bancos privados, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), interrompeu o repouso em Campos do Jordão para defender a venda para o banco federal.

Segundo ele, a venda para o Banco do Brasil tem a vantagem de ser mais rentável para o caixa do governo do Estado. Isso porque na Nossa Caixa estão depositados cerca de R$ 16 bilhões em depósitos judiciais que, pela lei, só podem estar em bancos públicos. "Se a Caixa fosse vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que a comprasse."

Segundo o governador, caso a venda se concretize, os recursos serão usados em obras em estradas, no sistema de transporte, em educação, saúde e saneamento.

Negociação - Na terça-feira, as direções do BB e da Nossa Caixa podem assinar um acordo de confidencialidade das informações do banco paulista e, se a conversa for adiante, deverá ser feita uma auditoria na empresa de São Paulo.




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