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MPF apura se houve compra de apoio a Alex e Thiago Auricchio

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Munícipes de S.Bernardo acusam dupla de prometer cargos no governo José Auricchio; políticos negam


Júnior Carvalho
Raphael Rocha
do dgabc.com.br

23/02/2019 | 07:00


O MPF (Ministério Público Federal) em São Bernardo vai apurar se houve uso da máquina pública em favor das campanhas de Alex Manente (PPS) e Thiago Auricchio (PR), que foram eleitos no ano passado deputados federal e estadual, respectivamente. Todos negam ilegalidades na disputa.

Moradores de São Bernardo, São Caetano e até da Capital protocolaram nesta semana no MPF denúncia acusando Alex e Thiago de pedirem apoio no pleito em troca de garantia de empregos em cargos comissionados no governo do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), pai do hoje deputado estadual eleito.

Fábio Nascimento da Silva, Flávio do Nascimento da Silva, Denis Aparecido Silva e Elton Spina relataram à Procuradoria federal que teriam recebido a garantia de Alex e Thiago de que seriam empregados no departamento de trânsito da Prefeitura de São Caetano. O suposto acordo envolvia promessa de garantia de contrato até o fim do governo, em 2020. Porém, alegam, apenas Fábio, Denis e Elton foram contratados no setor de trânsito em São Caetano e, ainda assim, foram demitidos neste ano.

Os denunciantes citam que, inicialmente, ocupariam postos de trabalho com salário de R$ 3.000. Caso a dupla fosse eleita, receberiam aumento e passariam a ganhar R$ 4.500 por mês. Segundo o Portal da Transparência de São Caetano, Fábio tinha vencimento de R$ 2.197,23 mensais brutos, Denis, R$ 2.344,73 e Elton, R$ 2.511,91. Todos estavam vinculados a uma empresa terceirizada que atua junto à Prefeitura: a Ensin.

Ainda de acordo com os denunciantes, uma centena de pessoas também teria recebido essas garantias e, passado o pleito, foi exonerada. “Vimos que fomos enganados e passamos por cabide de emprego e compra de votos, sabendo que isso é um fato ilegal, relatamos ao MP”, diz trecho da peça de acusação, que foi registrada na Procuradoria como notícia de fato, que é um procedimento anterior à investigação formal. Na quinta-feira, o MPF informou aos denunciantes que o caso será analisado pela procuradora Raquel Cristina Rezende Silvestre.

O fato de ter sido protocolado no MPF não significa, necessariamente, que há indícios de ilegalidades. De posse da denúncia e de possíveis provas, a Procuradoria decidirá se a situação merece ser investigada a fundo e, então, poderá instaurar inquérito para apurar formalmente os fatos narrados. Os denunciantes dizem que, junto com a denúncia, protocolaram fotos, vídeos, cópia da carteira de trabalho e áudios que comprovariam as irregularidades.

Filho do prefeito de São Caetano, Thiago Auricchio foi às urnas pela primeira vez no ano passado, em projeto idealizado pelo pai, que amarrou apoios ao projeto do hoje deputado estadual eleito em São Caetano e em outras cidades da região. O republicano formou dobrada no pleito com Alex, que disputou, com sucesso, a reeleição.

Thiago, que tem base eleitoral na cidade governada pelo pai, foi eleito com 73.435 votos, sendo 12.638 adesões (17,2%) na vizinha São Bernardo. Já Alex garantiu o segundo mandato em Brasília, com 127.366 votos. O popular-socialista foi o terceiro mais votado (com 6.716 sufrágios) para deputado federal em São Caetano, ficando atrás apenas de Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann (ambos do PSL).

OUTRO LADO
Procurados pelo Diário, Alex Manente, Thiago Auricchio e José Auricchio Júnior divulgaram notas idênticas sobre o fato, sustentando que os três desconhecem “qualquer manifestação e informam que serão tomadas as medidas judiciais cabíveis diante de qualquer tentativa de atingir a imagem” do trio. 



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MPF apura se houve compra de apoio a Alex e Thiago Auricchio

Munícipes de S.Bernardo acusam dupla de prometer cargos no governo José Auricchio; políticos negam

Júnior Carvalho
Raphael Rocha
do dgabc.com.br

23/02/2019 | 07:00


O MPF (Ministério Público Federal) em São Bernardo vai apurar se houve uso da máquina pública em favor das campanhas de Alex Manente (PPS) e Thiago Auricchio (PR), que foram eleitos no ano passado deputados federal e estadual, respectivamente. Todos negam ilegalidades na disputa.

Moradores de São Bernardo, São Caetano e até da Capital protocolaram nesta semana no MPF denúncia acusando Alex e Thiago de pedirem apoio no pleito em troca de garantia de empregos em cargos comissionados no governo do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), pai do hoje deputado estadual eleito.

Fábio Nascimento da Silva, Flávio do Nascimento da Silva, Denis Aparecido Silva e Elton Spina relataram à Procuradoria federal que teriam recebido a garantia de Alex e Thiago de que seriam empregados no departamento de trânsito da Prefeitura de São Caetano. O suposto acordo envolvia promessa de garantia de contrato até o fim do governo, em 2020. Porém, alegam, apenas Fábio, Denis e Elton foram contratados no setor de trânsito em São Caetano e, ainda assim, foram demitidos neste ano.

Os denunciantes citam que, inicialmente, ocupariam postos de trabalho com salário de R$ 3.000. Caso a dupla fosse eleita, receberiam aumento e passariam a ganhar R$ 4.500 por mês. Segundo o Portal da Transparência de São Caetano, Fábio tinha vencimento de R$ 2.197,23 mensais brutos, Denis, R$ 2.344,73 e Elton, R$ 2.511,91. Todos estavam vinculados a uma empresa terceirizada que atua junto à Prefeitura: a Ensin.

Ainda de acordo com os denunciantes, uma centena de pessoas também teria recebido essas garantias e, passado o pleito, foi exonerada. “Vimos que fomos enganados e passamos por cabide de emprego e compra de votos, sabendo que isso é um fato ilegal, relatamos ao MP”, diz trecho da peça de acusação, que foi registrada na Procuradoria como notícia de fato, que é um procedimento anterior à investigação formal. Na quinta-feira, o MPF informou aos denunciantes que o caso será analisado pela procuradora Raquel Cristina Rezende Silvestre.

O fato de ter sido protocolado no MPF não significa, necessariamente, que há indícios de ilegalidades. De posse da denúncia e de possíveis provas, a Procuradoria decidirá se a situação merece ser investigada a fundo e, então, poderá instaurar inquérito para apurar formalmente os fatos narrados. Os denunciantes dizem que, junto com a denúncia, protocolaram fotos, vídeos, cópia da carteira de trabalho e áudios que comprovariam as irregularidades.

Filho do prefeito de São Caetano, Thiago Auricchio foi às urnas pela primeira vez no ano passado, em projeto idealizado pelo pai, que amarrou apoios ao projeto do hoje deputado estadual eleito em São Caetano e em outras cidades da região. O republicano formou dobrada no pleito com Alex, que disputou, com sucesso, a reeleição.

Thiago, que tem base eleitoral na cidade governada pelo pai, foi eleito com 73.435 votos, sendo 12.638 adesões (17,2%) na vizinha São Bernardo. Já Alex garantiu o segundo mandato em Brasília, com 127.366 votos. O popular-socialista foi o terceiro mais votado (com 6.716 sufrágios) para deputado federal em São Caetano, ficando atrás apenas de Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann (ambos do PSL).

OUTRO LADO
Procurados pelo Diário, Alex Manente, Thiago Auricchio e José Auricchio Júnior divulgaram notas idênticas sobre o fato, sustentando que os três desconhecem “qualquer manifestação e informam que serão tomadas as medidas judiciais cabíveis diante de qualquer tentativa de atingir a imagem” do trio. 

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