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Samuel lamenta morte de colegas em tragédia no Rio

Incêndio mata dez e deixa três feridos no Ninho do Urubu; meia do S.Bernardo morou no local


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 07:00


O Rio de Janeiro foi palco de tragédias nesta semana, com chuva, tiroteio e, ontem, um incêndio às 5h14 no alojamento do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que deixou dez mortos e três feridos. Dois personagens no Grande ABC lamentaram a fatalidade, casos de Thiago Ennes e Samuel, respectivamente lateral-direito e meio-campista do São Bernardo FC. O primeiro, revelado no time carioca, se abateu tanto que sequer conseguiu dar entrevista. Já o segundo, emprestado ao Rubro-Negro entre 2017 e 2018, morou por sete meses no local e ontem perdeu quatro colegas.

Apesar de o equipamento ser composto por contêineres, que serviam como quartos aos atletas, Samuel elogiou a estrutura. “Era um alojamento em perfeitas condições, não tinha o que reclamar de lá. Tudo limpinho, ambiente bom. Não esperava isso, não acreditei quando fiquei sabendo, fiquei surpreso”, afirmou o meia. Quando informado que possível curto-circuito no ar-condicionado causou o incêndio, o atleta se espantou. “Lá (Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio) é muito quente. A gente (do time sub-20) ficava um pouco separado (dos contêineres), mas corria para lá para ficar perto do ar-condicionado”, revelou.

Samuel conhecia o goleiro Christian Esmério, 15 anos, o lateral-direito Samuel Thomas Rosa, 15, o atacante Jorge Eduardo Santos, 15, e Rykelmo de Souza Vianna, 16. “Estou muito triste. Eram jogadores que estavam começando a decolar na carreira. O Christian já estava indo para a Seleção. O Samuel a gente brincava bastante por ser xará”, disse.

As outras vítimas fatais são Athila Paixão, 14, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14, Bernardo Pisetta, 14, Pablo Henrique da Silva Matos, 14, Vitor Isaias, 15, Gedson Santos, 14. A maioria deles não residia no Rio e, por isso, morava no Ninho. Já os feridos e encaminhados a hospitais foram Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14, Francisco Diogo Bento Alves, 15, e Jhonatan Cruz Ventura, 15, este em estado grave com 35% do corpo queimado.

De acordo com informações da prefeitura do Rio, o local onde estavam os dormitórios não tem licença municipal. Ainda ontem, 13 atletas que estavam no alojamento e três funcionários do clube foram ouvidos pela Polícia Civil do Rio no inquérito que apura a responsabilidade pelo incêndio.  

Sem CT, região realiza adaptações

Nenhum dos cinco clubes do Grande ABC que disputam as Séries A-1, A-2 e A-3 do Paulista possui centro de treinamento. Assim, os alojamentos são adaptados ou improvisados. São Caetano e São Bernardo FC contam com estruturas mais sólidas, enquanto Santo André, EC São Bernardo e Água Santa utilizam casas transformadas para atender às necessidades – que, segundo o presidente do Ramalhão, Sidney Riquetto, não necessitam de documentos específicos, como o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) por se tratarem de espaços residenciais com Habite-se.

Analisando o suporte às categorias de base, o São Caetano utiliza espaço em sua sede social, onde moram até 25 jogadores. Toda a manutenção é realizada por funcionários do Azulão. O São Bernardo FC, por sua vez, construiu 14 quartos para os atletas debaixo dos degraus das arquibancadas do Estádio 1º de Maio. Destes, cinco são destinados aos jovens e equipados com beliches, ventiladores e armários. Os recintos comportam entre 20 e 25 atletas. O presidente Edinho Montemor, inclusive, fez questão de mostrar o laudo do Corpo de Bombeiros do local.

Já o Água Santa tem casa próxima ao Estádio do Inamar que pertence ao vice-presidente Pretinho. A residência foi reformada e tem sete quartos, cada um com três camas, totalizando 21 vagas. Ainda ficam no local um caseiro, que também serve como segurança, e um massagista, que é enfermeiro e apto a prestar os primeiros socorros se necessário.

O Santo André tem duas casas próximas ao estádio e um apartamento na Vila Bastos. As residências comportam até 40 jogadores. Entretanto, em até 60 dias o clube espera que o alojamento no Clube de Campo esteja pronto para receber até 50 atletas – este, sim, com necessidade do AVCB.

Por fim, o EC São Bernardo conta com uma casa para seus jogadores de base. Por ora, seis que servem ao time profissional residem no local, com sete quartos e capacidade para até 18 pessoas dormirem.



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Samuel lamenta morte de colegas em tragédia no Rio

Incêndio mata dez e deixa três feridos no Ninho do Urubu; meia do S.Bernardo morou no local

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 07:00


O Rio de Janeiro foi palco de tragédias nesta semana, com chuva, tiroteio e, ontem, um incêndio às 5h14 no alojamento do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que deixou dez mortos e três feridos. Dois personagens no Grande ABC lamentaram a fatalidade, casos de Thiago Ennes e Samuel, respectivamente lateral-direito e meio-campista do São Bernardo FC. O primeiro, revelado no time carioca, se abateu tanto que sequer conseguiu dar entrevista. Já o segundo, emprestado ao Rubro-Negro entre 2017 e 2018, morou por sete meses no local e ontem perdeu quatro colegas.

Apesar de o equipamento ser composto por contêineres, que serviam como quartos aos atletas, Samuel elogiou a estrutura. “Era um alojamento em perfeitas condições, não tinha o que reclamar de lá. Tudo limpinho, ambiente bom. Não esperava isso, não acreditei quando fiquei sabendo, fiquei surpreso”, afirmou o meia. Quando informado que possível curto-circuito no ar-condicionado causou o incêndio, o atleta se espantou. “Lá (Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio) é muito quente. A gente (do time sub-20) ficava um pouco separado (dos contêineres), mas corria para lá para ficar perto do ar-condicionado”, revelou.

Samuel conhecia o goleiro Christian Esmério, 15 anos, o lateral-direito Samuel Thomas Rosa, 15, o atacante Jorge Eduardo Santos, 15, e Rykelmo de Souza Vianna, 16. “Estou muito triste. Eram jogadores que estavam começando a decolar na carreira. O Christian já estava indo para a Seleção. O Samuel a gente brincava bastante por ser xará”, disse.

As outras vítimas fatais são Athila Paixão, 14, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14, Bernardo Pisetta, 14, Pablo Henrique da Silva Matos, 14, Vitor Isaias, 15, Gedson Santos, 14. A maioria deles não residia no Rio e, por isso, morava no Ninho. Já os feridos e encaminhados a hospitais foram Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14, Francisco Diogo Bento Alves, 15, e Jhonatan Cruz Ventura, 15, este em estado grave com 35% do corpo queimado.

De acordo com informações da prefeitura do Rio, o local onde estavam os dormitórios não tem licença municipal. Ainda ontem, 13 atletas que estavam no alojamento e três funcionários do clube foram ouvidos pela Polícia Civil do Rio no inquérito que apura a responsabilidade pelo incêndio.  

Sem CT, região realiza adaptações

Nenhum dos cinco clubes do Grande ABC que disputam as Séries A-1, A-2 e A-3 do Paulista possui centro de treinamento. Assim, os alojamentos são adaptados ou improvisados. São Caetano e São Bernardo FC contam com estruturas mais sólidas, enquanto Santo André, EC São Bernardo e Água Santa utilizam casas transformadas para atender às necessidades – que, segundo o presidente do Ramalhão, Sidney Riquetto, não necessitam de documentos específicos, como o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) por se tratarem de espaços residenciais com Habite-se.

Analisando o suporte às categorias de base, o São Caetano utiliza espaço em sua sede social, onde moram até 25 jogadores. Toda a manutenção é realizada por funcionários do Azulão. O São Bernardo FC, por sua vez, construiu 14 quartos para os atletas debaixo dos degraus das arquibancadas do Estádio 1º de Maio. Destes, cinco são destinados aos jovens e equipados com beliches, ventiladores e armários. Os recintos comportam entre 20 e 25 atletas. O presidente Edinho Montemor, inclusive, fez questão de mostrar o laudo do Corpo de Bombeiros do local.

Já o Água Santa tem casa próxima ao Estádio do Inamar que pertence ao vice-presidente Pretinho. A residência foi reformada e tem sete quartos, cada um com três camas, totalizando 21 vagas. Ainda ficam no local um caseiro, que também serve como segurança, e um massagista, que é enfermeiro e apto a prestar os primeiros socorros se necessário.

O Santo André tem duas casas próximas ao estádio e um apartamento na Vila Bastos. As residências comportam até 40 jogadores. Entretanto, em até 60 dias o clube espera que o alojamento no Clube de Campo esteja pronto para receber até 50 atletas – este, sim, com necessidade do AVCB.

Por fim, o EC São Bernardo conta com uma casa para seus jogadores de base. Por ora, seis que servem ao time profissional residem no local, com sete quartos e capacidade para até 18 pessoas dormirem.

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