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Dólar tem nova alta e vai a R$ 3,7187 com boletim de Bolsonaro e exterior

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


07/02/2019 | 18:42


O dólar teve novo dia de alta e terminou esta quinta-feira, 7, em R$ 3,7187 (+0,37%), o maior nível em uma semana. Uma combinação de exterior negativo com noticiário interno desfavorável estimulou nova busca por proteção dos investidores, mesmo após a forte reprecificação dos ativos domésticos de quarta-feira, que retirou o dólar do nível de R$ 3,65 de volta para R$ 3,70. A moeda americana chegou a zerar os ganhos no final da tarde e cair pontualmente, mas a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro está com pneumonia fez o dólar subir novamente. O Credit Default Swap (CDS), uma medida do risco-Brasil, subiu para 168 pontos base, uma indicação de piora na avaliação do Brasil.

Na interpretação das mesas de câmbio, a piora do quadro de saúde de Bolsonaro pode ter desdobramentos. Um dos médicos do presidente disse que ele precisa ficar "mais 5 a 7 dias" internado. Com isso, operadores ressaltam que devem permanecer as incertezas sobre os rumos da reforma da Previdência. "Precisamos respeitar o ''timing'' de recuperação do presidente Bolsonaro", disse no final da tarde o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mais cedo, o dólar chegou a ensaiar queda com declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que a Previdência pode ser votada em maio.

"O tom de cautela do mercado tende a continuar", avalia o analista de investimentos da Toro Investimentos, Pedro Nieman. Para ele, cresce no mercado a percepção de que a reforma pode demorar mais que o previsto, o que ajuda o panorama a ficar um pouco mais "turvo". O noticiário doméstico desfavorável vem em paralelo a um ambiente externo mais negativo. Esta quinta foi novo dia de fuga do risco dos investidores internacionais, com bolsas caindo em Nova York e fechando nas mínimas na Europa.

Renovadas preocupações sobre a desaceleração da economia mundial, após a Alemanha divulgar inesperada queda da produção industrial, fizeram os mercados abrir no negativo e o dólar se fortalecer ante moedas de países desenvolvidos, sobretudo o euro, e emergentes. O petróleo chegou a cair quase 4%, pressionando o dólar e outros ativos. Os economistas do ABN Amro, Nick Kounis e Bill Diviney, ressaltam que previsões de crescimento da zona do euro e da economia mundial têm sido amplamente revisadas para baixo e estas mudanças podem não ser suficientes. "Futuros reduções nas estimativas são prováveis", escrevem em relatório nesta quinta-feira.

Na parte da tarde, notícias de que o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, é "altamente improvável" antes de 1º de março, data em que termina a trégua comercial acertada na Argentina entre as duas maiores economias do mundo, provocaram nova onda de piora dos ativos externos e domésticos.

Perto do fechamento, a S&P Global Ratings anunciou a manutenção do rating do Brasil e da perspectiva da nota, mas não houve influência nas cotações. Segundo operadores, já se esperava manutenção da nota desde o final de 2018, quando os técnicos da S&P visitaram o Brasil. A avaliação é que mudanças no rating só virão com a aprovação ou não da reforma da Previdência.



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Dólar tem nova alta e vai a R$ 3,7187 com boletim de Bolsonaro e exterior


07/02/2019 | 18:42


O dólar teve novo dia de alta e terminou esta quinta-feira, 7, em R$ 3,7187 (+0,37%), o maior nível em uma semana. Uma combinação de exterior negativo com noticiário interno desfavorável estimulou nova busca por proteção dos investidores, mesmo após a forte reprecificação dos ativos domésticos de quarta-feira, que retirou o dólar do nível de R$ 3,65 de volta para R$ 3,70. A moeda americana chegou a zerar os ganhos no final da tarde e cair pontualmente, mas a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro está com pneumonia fez o dólar subir novamente. O Credit Default Swap (CDS), uma medida do risco-Brasil, subiu para 168 pontos base, uma indicação de piora na avaliação do Brasil.

Na interpretação das mesas de câmbio, a piora do quadro de saúde de Bolsonaro pode ter desdobramentos. Um dos médicos do presidente disse que ele precisa ficar "mais 5 a 7 dias" internado. Com isso, operadores ressaltam que devem permanecer as incertezas sobre os rumos da reforma da Previdência. "Precisamos respeitar o ''timing'' de recuperação do presidente Bolsonaro", disse no final da tarde o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mais cedo, o dólar chegou a ensaiar queda com declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que a Previdência pode ser votada em maio.

"O tom de cautela do mercado tende a continuar", avalia o analista de investimentos da Toro Investimentos, Pedro Nieman. Para ele, cresce no mercado a percepção de que a reforma pode demorar mais que o previsto, o que ajuda o panorama a ficar um pouco mais "turvo". O noticiário doméstico desfavorável vem em paralelo a um ambiente externo mais negativo. Esta quinta foi novo dia de fuga do risco dos investidores internacionais, com bolsas caindo em Nova York e fechando nas mínimas na Europa.

Renovadas preocupações sobre a desaceleração da economia mundial, após a Alemanha divulgar inesperada queda da produção industrial, fizeram os mercados abrir no negativo e o dólar se fortalecer ante moedas de países desenvolvidos, sobretudo o euro, e emergentes. O petróleo chegou a cair quase 4%, pressionando o dólar e outros ativos. Os economistas do ABN Amro, Nick Kounis e Bill Diviney, ressaltam que previsões de crescimento da zona do euro e da economia mundial têm sido amplamente revisadas para baixo e estas mudanças podem não ser suficientes. "Futuros reduções nas estimativas são prováveis", escrevem em relatório nesta quinta-feira.

Na parte da tarde, notícias de que o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, é "altamente improvável" antes de 1º de março, data em que termina a trégua comercial acertada na Argentina entre as duas maiores economias do mundo, provocaram nova onda de piora dos ativos externos e domésticos.

Perto do fechamento, a S&P Global Ratings anunciou a manutenção do rating do Brasil e da perspectiva da nota, mas não houve influência nas cotações. Segundo operadores, já se esperava manutenção da nota desde o final de 2018, quando os técnicos da S&P visitaram o Brasil. A avaliação é que mudanças no rating só virão com a aprovação ou não da reforma da Previdência.

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