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Dança da chuva


Rodolfo de Souza

31/01/2019 | 07:00


E novamente o grande chefe branco faz a dança da chuva. Com seu cocar proeminente e cara de mau, cismou mais uma vez que, chovendo, será possível semear o que há de melhor no cotidiano de um país. Como todos sabem, esta água benfazeja, que o céu manda, é essencial para fazer germinar, além de plantas, a democracia em países onde o cacique considera que isso é verdura escassa na mesa do povo.

É prática comum naquela imensa nação indígena, aliás, dançar para que tenha início a temporada do plantio de democracia pelo mundo. Outros chefes, índios antigos, também se utilizaram do mesmo expediente para promover a felicidade a cântaros em países que sequer imaginavam que existia dança exclusiva para fazer brotar liberdade nas nações. De qualquer forma, o que vale é a intenção. E isso é mercadoria que não falta na prateleira daquela generosa tribo.

Diga-se de passagem, agora a solidariedade voltou seu olhar para este lado paupérrimo da América. Ocupa-se, pois, o sujeito do Norte, com as questões do Maduro, segundo o cacique, homem pouco propenso às virtudes democráticas, e fadado a entregar o seu mandato para o opositor, indivíduo que favorece a empreitada da grande nação, aquela que só pensa no bem-estar dos povos do mundo. Há quem diga que ela está de olho no petróleo do país do Maduro, calúnia que há de cair por terra quando o povo bolivariano, objeto desta reflexão, respirar plenamente os ares da liberdade e da prosperidade. Tudo graças ao grande cacique e seu topete loiro, homem justo que se dedica ao árduo trabalho de promover a felicidade dos povos. Sem jamais se esquecer do seu muro, claro.

Enquanto isso, cá em Pátria Tupinambá, o grande chefe deste território esquecido, dedica o seu apoio incondicional ao ídolo da tribo do Norte. Certamente que enxerga ao seu redor uma nação onde se respira liberdade, igualdade social, pleno emprego, lugar em que ninguém morre debaixo da lama do descaso para com o ser humano e para com a natureza, paraíso em que violência e corrupção são termos riscados do dicionário... Shangri-la ocidental é o que ele vê. Por isso, em nome dessa vida calma, isenta de problemas, decidiu interferir nos assuntos do Maduro e sua gente, guerra que interessa somente à grande nação indígena do norte. Guerra não, minto, anseio pela paz e pela justiça, que aquela tribo carrega desde que assumiu a supremacia sobre as demais tribos do mundo. Tudo bem que o óleo da terra do Maduro é suficiente para suprir todas as necessidades das terras do norte, por décadas. Além do que, o grande chefe branco não teria que negociar com os árabes, osso duro de roer, e tudo mais.

Logicamente que eu e você, amigo de longa data, sequer consideramos o olho grande do cacique quando mencionamos a riqueza petrolífera do Maduro. De forma alguma! 

Acreditamos mesmo é na sua boa vontade com relação ao destino do povo daquela nação. Vamos fingir até que não sabemos que as sansões impostas por ele àquele país é que o levaram à bancarrota, motivo mais do que suficiente para que o salvador império do Norte corra agora em socorro às vítimas. Comovente 



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Dança da chuva

Rodolfo de Souza

31/01/2019 | 07:00


E novamente o grande chefe branco faz a dança da chuva. Com seu cocar proeminente e cara de mau, cismou mais uma vez que, chovendo, será possível semear o que há de melhor no cotidiano de um país. Como todos sabem, esta água benfazeja, que o céu manda, é essencial para fazer germinar, além de plantas, a democracia em países onde o cacique considera que isso é verdura escassa na mesa do povo.

É prática comum naquela imensa nação indígena, aliás, dançar para que tenha início a temporada do plantio de democracia pelo mundo. Outros chefes, índios antigos, também se utilizaram do mesmo expediente para promover a felicidade a cântaros em países que sequer imaginavam que existia dança exclusiva para fazer brotar liberdade nas nações. De qualquer forma, o que vale é a intenção. E isso é mercadoria que não falta na prateleira daquela generosa tribo.

Diga-se de passagem, agora a solidariedade voltou seu olhar para este lado paupérrimo da América. Ocupa-se, pois, o sujeito do Norte, com as questões do Maduro, segundo o cacique, homem pouco propenso às virtudes democráticas, e fadado a entregar o seu mandato para o opositor, indivíduo que favorece a empreitada da grande nação, aquela que só pensa no bem-estar dos povos do mundo. Há quem diga que ela está de olho no petróleo do país do Maduro, calúnia que há de cair por terra quando o povo bolivariano, objeto desta reflexão, respirar plenamente os ares da liberdade e da prosperidade. Tudo graças ao grande cacique e seu topete loiro, homem justo que se dedica ao árduo trabalho de promover a felicidade dos povos. Sem jamais se esquecer do seu muro, claro.

Enquanto isso, cá em Pátria Tupinambá, o grande chefe deste território esquecido, dedica o seu apoio incondicional ao ídolo da tribo do Norte. Certamente que enxerga ao seu redor uma nação onde se respira liberdade, igualdade social, pleno emprego, lugar em que ninguém morre debaixo da lama do descaso para com o ser humano e para com a natureza, paraíso em que violência e corrupção são termos riscados do dicionário... Shangri-la ocidental é o que ele vê. Por isso, em nome dessa vida calma, isenta de problemas, decidiu interferir nos assuntos do Maduro e sua gente, guerra que interessa somente à grande nação indígena do norte. Guerra não, minto, anseio pela paz e pela justiça, que aquela tribo carrega desde que assumiu a supremacia sobre as demais tribos do mundo. Tudo bem que o óleo da terra do Maduro é suficiente para suprir todas as necessidades das terras do norte, por décadas. Além do que, o grande chefe branco não teria que negociar com os árabes, osso duro de roer, e tudo mais.

Logicamente que eu e você, amigo de longa data, sequer consideramos o olho grande do cacique quando mencionamos a riqueza petrolífera do Maduro. De forma alguma! 

Acreditamos mesmo é na sua boa vontade com relação ao destino do povo daquela nação. Vamos fingir até que não sabemos que as sansões impostas por ele àquele país é que o levaram à bancarrota, motivo mais do que suficiente para que o salvador império do Norte corra agora em socorro às vítimas. Comovente 

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