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Fechar as portas, a quem interessa?


Do Diário do Grande ABC

30/01/2019 | 09:53


Artigo

O jornal Folha de S.Paulo, do dia 25 de janeiro, traz reportagem dando conta de que, em recente conversa com a direção da General Motors, e informado de que havia o risco de a empresa encerrar suas atividades no Brasil, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, fez a seguinte afirmação: ‘Se precisar fechar, fecha’.

Tal posição vindo de funcionário do alto escalão do Ministério da Economia revela que o governo que assumiu em 1º de janeiro, e com grande expectativa da população em relação ao futuro do País, não possui o devido interesse em dialogar com o setor industrial, bem como não enxerga esse segmento econômico com vital para o desenvolvimento da Nação. Por outro lado, ao fazer esse tipo de afirmação, o secretário desconsidera a importância que tem para o País a indústria automotiva na geração de empregos, além da sua contribuição em termos de pagamento de impostos à União, Estados e municípios.

Cabe considerar que essa não é atitude correta, para não dizer condenável, vinda de alguém que ocupa no governo função considerada estratégica e votada exatamente para encontrar meios e condições visando promoção do crescimento da economia.

Fatores importantes para dar solução ao grave problema do desemprego, que hoje atinge 14 milhões de pessoas, além de número igual vivendo de subempregos. Seu comentário apenas demonstra desconhecimento, senão desinteresse, sobre importante papel que a indústria automotiva cumpre em termo de pagamento de impostos, ao desenvolvimento tecnológico e à geração de emprego e renda aos brasileiros.

Cada contratação direta no âmbito das empresas montadoras de veículos representa cinco outros empregos em toda a cadeia produtiva. Automotiva, com cerca de 20 mil empregados diretos, em suas diversas unidades espalhadas pelo País, representa nesse universo cerca de 100 mil trabalhadores.

Essa questão não pode ser desconsiderada por aqueles que, no governo, têm a função de operar medidas de modo a assegurar retomada do crescimento econômico com geração de empregos e renda. Dizer que ‘se precisar fechar, fecha’ não deixa de ser atitude inoportuna diante da gravidade da situação. Portanto, antes de fazer afirmações estapafúrdias, o secretário Carlos da Costa deveria vir a público dizer qual o projeto que o governo possui para solucionar essas questões cruciais para a produção e o desenvolvimento e não se mostrar desinteressado em oferecer saídas para questões dessa natureza, das quais o País necessita para crescer economicamente, superar seu atraso tecnológico e avançar rumo ao futuro.

Aparecido Inácio da Silva é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, advogado e mestre em direito do trabalho.

Palavra do leitor

UPA
Estive na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Baeta Neves, em São Bernardo, dia 26, às 14h30, para retirar receita de antibióticos para minha neta e o farmacêutico negou, alegando que receita de convênios não têm direito. Mandou que eu comprasse ou esperasse até segunda-feira, dia 28, para pegar na UBS (Unidade Básica de Saúde). Pergunto, por meio desta Palavra do Leitor, para aqueles que são responsáveis pelo governo de São Paulo se, quando pagamos impostos, eles separam e entregam para o município os contribuintes que possuem convênio.
Maria Aparecida Chitto dos Reis
São Bernardo

GM
Parabéns ao governo federal, que sinalizou que não deverá oferecer nenhum tipo de benefício para a montadora GM (Economia, dia 26). A indústria automobilística é madura – tem bem mais de 60 anos de Brasil – e tem que competir no mercado sem a dependência de incentivos. Já basta o Rota 2030, conseguido recentemente e que, no meu ponto de vista, é absurdo! Isso me lembra a história do adolescente que recebia mesada mensal do pai, cresceu, tornou-se adulto e hoje, idoso, continua querendo manter a mesada.
Walmir Ciosani
São Bernardo

Não acredito!
Os bancos compram e vendem dinheiro! Compram por menos de 1% ao mês e vendem a 12%, 13% ao mês no cheque especial e no cartão de crédito. Esse lucro, de 1.300%, deveria ser enquadrado como crime contra a economia popular. Donos de postos de combustíveis há pouco tempo foram ameaçados de prisão por cobrar o litro de gasolina a R$ 5,50, quando estava em falta e era vendido anteriormente por R$ 4,50. Nenhum governo, de esquerda, direita, centro ou seja lá o que for, teve coragem de enfrentar esses agiotas formais, determinar limite no lucro e, com isso, estimular as atividades econômicas produtivas. Em resumo: não acredito em governo forte, governo macho. Só acreditarei naquele que mexer com esse segmento. O resto é tudo afrouxamento.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Comissionados
Já passou da hora de moralizar o serviço público, reduzindo ao mínimo necessário cargos em comissão no mesmo, respeitando o ingresso de apenas pessoas aprovadas em concursos públicos realizados por instituições de preferência públicas e competentes. Cargos em comissão deveriam ficar restritos apenas a ministros e secretários e autarquias nas diferentes instâncias de competência, desde que possuam currículo de notório saber para ocupar esses cargos, considerando-se os três poderes. As assessorias devem ser profissionais, com funcionários de carreira. Com toda certeza faríamos grande economia e moralizaríamos o serviço público com funcionários competentes, com planos de carreira adequados e não com apadrinhados, muitas vezes sem nenhuma competência para a função, como acontece atualmente. Funcionários públicos são funcionários de Estado e não de um governo.
Paulo Leibruder
Santo André

Descuidada
A Prefeitura de Santo André diz que está cuidando bem da cidade. Não vejo onde. Desde agosto de 2017 que vimos implorando, por meio deste Diário, a necessidade de manutenção da Rua Pindorama, no Parque João Ramalho. Faltam metade da via, calçada, muro de arrimo e os pedestres estão com dificuldades, mas a administração não faz nada. Fora prometido o devido reparo até o fim de 2018, já está acabando janeiro de 2019 e, por um motivo inexplicável, a Prefeitura não toma providências. Talvez esta gestão não saiba, mas parte do montante do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que nos esfola todos os anos é para medidas dessa natureza. Prometeu e não cumpriu. Isso é cuidar bem da cidade?
William Borges
Santo André 



Comentários

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Do Diário do Grande ABC

30/01/2019 | 09:53


Artigo

O jornal Folha de S.Paulo, do dia 25 de janeiro, traz reportagem dando conta de que, em recente conversa com a direção da General Motors, e informado de que havia o risco de a empresa encerrar suas atividades no Brasil, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, fez a seguinte afirmação: ‘Se precisar fechar, fecha’.

Tal posição vindo de funcionário do alto escalão do Ministério da Economia revela que o governo que assumiu em 1º de janeiro, e com grande expectativa da população em relação ao futuro do País, não possui o devido interesse em dialogar com o setor industrial, bem como não enxerga esse segmento econômico com vital para o desenvolvimento da Nação. Por outro lado, ao fazer esse tipo de afirmação, o secretário desconsidera a importância que tem para o País a indústria automotiva na geração de empregos, além da sua contribuição em termos de pagamento de impostos à União, Estados e municípios.

Cabe considerar que essa não é atitude correta, para não dizer condenável, vinda de alguém que ocupa no governo função considerada estratégica e votada exatamente para encontrar meios e condições visando promoção do crescimento da economia.

Fatores importantes para dar solução ao grave problema do desemprego, que hoje atinge 14 milhões de pessoas, além de número igual vivendo de subempregos. Seu comentário apenas demonstra desconhecimento, senão desinteresse, sobre importante papel que a indústria automotiva cumpre em termo de pagamento de impostos, ao desenvolvimento tecnológico e à geração de emprego e renda aos brasileiros.

Cada contratação direta no âmbito das empresas montadoras de veículos representa cinco outros empregos em toda a cadeia produtiva. Automotiva, com cerca de 20 mil empregados diretos, em suas diversas unidades espalhadas pelo País, representa nesse universo cerca de 100 mil trabalhadores.

Essa questão não pode ser desconsiderada por aqueles que, no governo, têm a função de operar medidas de modo a assegurar retomada do crescimento econômico com geração de empregos e renda. Dizer que ‘se precisar fechar, fecha’ não deixa de ser atitude inoportuna diante da gravidade da situação. Portanto, antes de fazer afirmações estapafúrdias, o secretário Carlos da Costa deveria vir a público dizer qual o projeto que o governo possui para solucionar essas questões cruciais para a produção e o desenvolvimento e não se mostrar desinteressado em oferecer saídas para questões dessa natureza, das quais o País necessita para crescer economicamente, superar seu atraso tecnológico e avançar rumo ao futuro.

Aparecido Inácio da Silva é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, advogado e mestre em direito do trabalho.

Palavra do leitor

UPA
Estive na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Baeta Neves, em São Bernardo, dia 26, às 14h30, para retirar receita de antibióticos para minha neta e o farmacêutico negou, alegando que receita de convênios não têm direito. Mandou que eu comprasse ou esperasse até segunda-feira, dia 28, para pegar na UBS (Unidade Básica de Saúde). Pergunto, por meio desta Palavra do Leitor, para aqueles que são responsáveis pelo governo de São Paulo se, quando pagamos impostos, eles separam e entregam para o município os contribuintes que possuem convênio.
Maria Aparecida Chitto dos Reis
São Bernardo

GM
Parabéns ao governo federal, que sinalizou que não deverá oferecer nenhum tipo de benefício para a montadora GM (Economia, dia 26). A indústria automobilística é madura – tem bem mais de 60 anos de Brasil – e tem que competir no mercado sem a dependência de incentivos. Já basta o Rota 2030, conseguido recentemente e que, no meu ponto de vista, é absurdo! Isso me lembra a história do adolescente que recebia mesada mensal do pai, cresceu, tornou-se adulto e hoje, idoso, continua querendo manter a mesada.
Walmir Ciosani
São Bernardo

Não acredito!
Os bancos compram e vendem dinheiro! Compram por menos de 1% ao mês e vendem a 12%, 13% ao mês no cheque especial e no cartão de crédito. Esse lucro, de 1.300%, deveria ser enquadrado como crime contra a economia popular. Donos de postos de combustíveis há pouco tempo foram ameaçados de prisão por cobrar o litro de gasolina a R$ 5,50, quando estava em falta e era vendido anteriormente por R$ 4,50. Nenhum governo, de esquerda, direita, centro ou seja lá o que for, teve coragem de enfrentar esses agiotas formais, determinar limite no lucro e, com isso, estimular as atividades econômicas produtivas. Em resumo: não acredito em governo forte, governo macho. Só acreditarei naquele que mexer com esse segmento. O resto é tudo afrouxamento.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Comissionados
Já passou da hora de moralizar o serviço público, reduzindo ao mínimo necessário cargos em comissão no mesmo, respeitando o ingresso de apenas pessoas aprovadas em concursos públicos realizados por instituições de preferência públicas e competentes. Cargos em comissão deveriam ficar restritos apenas a ministros e secretários e autarquias nas diferentes instâncias de competência, desde que possuam currículo de notório saber para ocupar esses cargos, considerando-se os três poderes. As assessorias devem ser profissionais, com funcionários de carreira. Com toda certeza faríamos grande economia e moralizaríamos o serviço público com funcionários competentes, com planos de carreira adequados e não com apadrinhados, muitas vezes sem nenhuma competência para a função, como acontece atualmente. Funcionários públicos são funcionários de Estado e não de um governo.
Paulo Leibruder
Santo André

Descuidada
A Prefeitura de Santo André diz que está cuidando bem da cidade. Não vejo onde. Desde agosto de 2017 que vimos implorando, por meio deste Diário, a necessidade de manutenção da Rua Pindorama, no Parque João Ramalho. Faltam metade da via, calçada, muro de arrimo e os pedestres estão com dificuldades, mas a administração não faz nada. Fora prometido o devido reparo até o fim de 2018, já está acabando janeiro de 2019 e, por um motivo inexplicável, a Prefeitura não toma providências. Talvez esta gestão não saiba, mas parte do montante do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que nos esfola todos os anos é para medidas dessa natureza. Prometeu e não cumpriu. Isso é cuidar bem da cidade?
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