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Adolescentes que crescem cercados de publicações aumentam chances de serem bem-sucedidos


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

27/01/2019 | 07:00


A leitura tem capacidade de abrir mentes, sentimentos, caminhos e oportunidades. O escritor e poeta britânico Joseph Addison (1672-1719) disse no passado que “a leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo”. Estar em contato com diversos contos literários ao longo dos anos pode gerar ideias e resoluções para diferentes áreas da vida, incluindo o futuro profissional. O costume de dedicar parte do dia – e da vida – a consumir publicações literárias se mostra ainda mais importante na juventude, quando a formação mental está mais agitada do que nunca.

A importância do tema calha com o resultado de pesquisa especial realizada pela Universidade Nacional da Austrália, na Oceania. Segundo levantamento, adolescentes que crescem em lares que tenham pelo menos 80 livros conseguem aumentar suas chances de serem bem-sucedidos.

Apesar dos dados levarem em conta conversas com adultos (homens e mulheres com idade entre 25 e 65 anos), os entrevistados tiveram que lembrar a quantidade de obras que tinham em suas casas quando eram mais jovens. O caso também analisou ações atuais dos participantes quanto a interpretação de texto, matemática básica e capacidade de uso de dispositivos eletrônicos. Esses testes foram essenciais para que os estudiosos percebessem necessidade mínima média de livros citados anteriormente para melhores habilidades cognitivas décadas depois, independentemente do grau de educação das pessoas.

Os brasileiros demonstraram estar mais ligados em leitura. A edição mais recente da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, apontou que 75% dos adolescentes com idade entre 14 e 17 anos são leitores, com a porcentagem chegando a 67% em entrevistados de 18 a 24 anos. Para 49% da população nacional, o hábito traz conhecimento para o indivíduo, sendo que 23% acredita que gera atualização e crescimento profissional. Detalhe que a atividade aparece apenas no décimo lugar no ranking do que as pessoas gostam de fazer no tempo livre, ficando atrás dos líderes assistir TV, escutar música e usar a internet.

Questões como acesso a diferentes tipos de conhecimentos, estímulo à criatividade, exercício da memória, ampliação do vocabulário e melhora na habilidade escrita estão ligadas ao processo de ler e ampliar o horizonte de possibilidades no futuro. Segundo Daisy Aparecida Pereira Piccoli, diretora pedagógica do Colégio Singular Jr., o convívio em ambiente em que os pais e responsáveis são leitores e oferecem essa opção desperta interesse pelo mundo literário. “Mesmo que isso não tenha ocorrido na infância, que é o ideal, se o jovem tiver estímulos desse tipo na escola e em casa e o acesso aos livros, isso pode favorecer a descoberta do mundo da leitura”, comenta.

Ela diz que os adolescentes costumam demonstrar vontade de entrar em contato com certos títulos por conta de gostos pessoais, dicas de amigos, curiosidade sobre certos temas e até mesmo a indicação de personalidades que acompanham nas mídias. Outro detalhe é a tendência na busca por trabalhos originais que foram adaptados para as telas do entretenimento, casos das séries Harry Potter, Jogos Vorazes, Pretty Little Liars e As Crônicas de Gelo e Fogo (do seriado Game of Thrones).

Obras consideradas tradicionais sempre aparecem no cotidiano escolar, principalmente ao longo do ensino médio. No ano passado, Iracema (de José de Alencar), O Cortiço (Aluísio Azevedo), Minha Vida de Menina (Helena Morley) e Sagarana (João Guimarães Rosa) foram alguns clássicos nacionais que estiveram na lista de leitura obrigatória para a prova da Fuvest, uma das mais concorridas do Brasil. A psicopedagoga diz que “é importante que o jovem tenha acesso à leitura descompromissada. Que ele a faça por meio de suas escolhas e interesses, além do cronograma escolar, onde ele lê as obras indicadas nos vestibulares”. Com a presença dos livros ao redor, a realidade de cada um pode ser – e provavelmente será – mais aberta a oportunidades futuras.  



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Adolescentes que crescem cercados de publicações aumentam chances de serem bem-sucedidos

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

27/01/2019 | 07:00


A leitura tem capacidade de abrir mentes, sentimentos, caminhos e oportunidades. O escritor e poeta britânico Joseph Addison (1672-1719) disse no passado que “a leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo”. Estar em contato com diversos contos literários ao longo dos anos pode gerar ideias e resoluções para diferentes áreas da vida, incluindo o futuro profissional. O costume de dedicar parte do dia – e da vida – a consumir publicações literárias se mostra ainda mais importante na juventude, quando a formação mental está mais agitada do que nunca.

A importância do tema calha com o resultado de pesquisa especial realizada pela Universidade Nacional da Austrália, na Oceania. Segundo levantamento, adolescentes que crescem em lares que tenham pelo menos 80 livros conseguem aumentar suas chances de serem bem-sucedidos.

Apesar dos dados levarem em conta conversas com adultos (homens e mulheres com idade entre 25 e 65 anos), os entrevistados tiveram que lembrar a quantidade de obras que tinham em suas casas quando eram mais jovens. O caso também analisou ações atuais dos participantes quanto a interpretação de texto, matemática básica e capacidade de uso de dispositivos eletrônicos. Esses testes foram essenciais para que os estudiosos percebessem necessidade mínima média de livros citados anteriormente para melhores habilidades cognitivas décadas depois, independentemente do grau de educação das pessoas.

Os brasileiros demonstraram estar mais ligados em leitura. A edição mais recente da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, apontou que 75% dos adolescentes com idade entre 14 e 17 anos são leitores, com a porcentagem chegando a 67% em entrevistados de 18 a 24 anos. Para 49% da população nacional, o hábito traz conhecimento para o indivíduo, sendo que 23% acredita que gera atualização e crescimento profissional. Detalhe que a atividade aparece apenas no décimo lugar no ranking do que as pessoas gostam de fazer no tempo livre, ficando atrás dos líderes assistir TV, escutar música e usar a internet.

Questões como acesso a diferentes tipos de conhecimentos, estímulo à criatividade, exercício da memória, ampliação do vocabulário e melhora na habilidade escrita estão ligadas ao processo de ler e ampliar o horizonte de possibilidades no futuro. Segundo Daisy Aparecida Pereira Piccoli, diretora pedagógica do Colégio Singular Jr., o convívio em ambiente em que os pais e responsáveis são leitores e oferecem essa opção desperta interesse pelo mundo literário. “Mesmo que isso não tenha ocorrido na infância, que é o ideal, se o jovem tiver estímulos desse tipo na escola e em casa e o acesso aos livros, isso pode favorecer a descoberta do mundo da leitura”, comenta.

Ela diz que os adolescentes costumam demonstrar vontade de entrar em contato com certos títulos por conta de gostos pessoais, dicas de amigos, curiosidade sobre certos temas e até mesmo a indicação de personalidades que acompanham nas mídias. Outro detalhe é a tendência na busca por trabalhos originais que foram adaptados para as telas do entretenimento, casos das séries Harry Potter, Jogos Vorazes, Pretty Little Liars e As Crônicas de Gelo e Fogo (do seriado Game of Thrones).

Obras consideradas tradicionais sempre aparecem no cotidiano escolar, principalmente ao longo do ensino médio. No ano passado, Iracema (de José de Alencar), O Cortiço (Aluísio Azevedo), Minha Vida de Menina (Helena Morley) e Sagarana (João Guimarães Rosa) foram alguns clássicos nacionais que estiveram na lista de leitura obrigatória para a prova da Fuvest, uma das mais concorridas do Brasil. A psicopedagoga diz que “é importante que o jovem tenha acesso à leitura descompromissada. Que ele a faça por meio de suas escolhas e interesses, além do cronograma escolar, onde ele lê as obras indicadas nos vestibulares”. Com a presença dos livros ao redor, a realidade de cada um pode ser – e provavelmente será – mais aberta a oportunidades futuras.  

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