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Pobre Seleção Brasileira


Márcios Bernardes

14/11/2018 | 16:49


 Quem tem mais de 50 anos sabe que as transformações do mundo atual deixam todos perplexos pela velocidade e dinâmica. A história da seleção brasileira também está mudando. E muito.

Neste mês de novembro teremos mais duas datas-Fifa e o time de Tite não vai poder enfrentar qualquer seleção europeia qualificada. Todas estarão envolvidas na Liga das Nações. Para quem não é do Velho Continente resta promover jogos de segunda linha. Agora o Brasil vai enfrentar Uruguai e Camarões.

Para piorar a situação, os dois jogos, de novo, serão em Londres. Serão lá porque a empresa que comprou os direitos da seleção brasileira até 2022 quer isso. E fim de papo. O pobre torcedor brasileiro vai perdendo contato mais próximo com a sua grande expressão cultural.

Quando Ricardo Teixeira fechou a venda de jogos da seleção brasileira para a ISE, empresa saudita com sede em Cayman, percebi que estava em jogo uma grande mutreta. O negócio, de muitos anos, tem valores estratosféricos. E eu duvido que não haja um belo “por fora”.

Como foi dito no começo do texto sobre as transformações no mundo, também a seleção brasileira está sofrendo uma metamorfose ambulante. A consequência disso não cheira coisa boa.

Discursos

Percebe-se claramente que alguns cartolas estão brigados com a CBF. Andréz Sanches e Mário Sérgio Petraglia do Atlético-PR não escondem a insatisfação. E propõem claramente a criação da liga que coordenaria de forma independente o futebol brasileiro.

Essa moeda tem duas faces. Seria realmente um avanço abandonar a CBF. Mas há o aspecto legal. Um possível rompimento poderia provocar a reação da Conmebol e da Fifa. Tem de ver também como ficariam as divisões inferiores do futebol nacional. Essa liga não pode cuidar só da Série A.

Está faltando coragem ou independência para a esperada revolução? As vezes há razões que a própria razão desconhece.



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Pobre Seleção Brasileira

Márcios Bernardes

14/11/2018 | 16:49


 Quem tem mais de 50 anos sabe que as transformações do mundo atual deixam todos perplexos pela velocidade e dinâmica. A história da seleção brasileira também está mudando. E muito.

Neste mês de novembro teremos mais duas datas-Fifa e o time de Tite não vai poder enfrentar qualquer seleção europeia qualificada. Todas estarão envolvidas na Liga das Nações. Para quem não é do Velho Continente resta promover jogos de segunda linha. Agora o Brasil vai enfrentar Uruguai e Camarões.

Para piorar a situação, os dois jogos, de novo, serão em Londres. Serão lá porque a empresa que comprou os direitos da seleção brasileira até 2022 quer isso. E fim de papo. O pobre torcedor brasileiro vai perdendo contato mais próximo com a sua grande expressão cultural.

Quando Ricardo Teixeira fechou a venda de jogos da seleção brasileira para a ISE, empresa saudita com sede em Cayman, percebi que estava em jogo uma grande mutreta. O negócio, de muitos anos, tem valores estratosféricos. E eu duvido que não haja um belo “por fora”.

Como foi dito no começo do texto sobre as transformações no mundo, também a seleção brasileira está sofrendo uma metamorfose ambulante. A consequência disso não cheira coisa boa.

Discursos

Percebe-se claramente que alguns cartolas estão brigados com a CBF. Andréz Sanches e Mário Sérgio Petraglia do Atlético-PR não escondem a insatisfação. E propõem claramente a criação da liga que coordenaria de forma independente o futebol brasileiro.

Essa moeda tem duas faces. Seria realmente um avanço abandonar a CBF. Mas há o aspecto legal. Um possível rompimento poderia provocar a reação da Conmebol e da Fifa. Tem de ver também como ficariam as divisões inferiores do futebol nacional. Essa liga não pode cuidar só da Série A.

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