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Celular ao volante

Não saímos de casa sem levar o pequeno aparelho eletrônico...


Cristina Baddini

25/01/2013 | 00:00


Atualmente, não saímos de casa sem levar o pequeno aparelho eletrônico. Entretanto, pela dependência que ele trouxe em nossas vidas, habituamo-nos a utilizá-lo, inclusive em situações que geram perigo como, por exemplo, dirigindo um automóvel.

Conversar no celular quando ao volante reduz a concentração de um motorista em até 37%, levando-o a cometer tipos de erros semelhantes aos ocorridos quando se dirige embriagado, de acordo com estudo da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. 

A concentração é a principal afetada quando o motorista utiliza o telefone celular enquanto dirige. Até mesmo o pedestre que usa o celular perde a concentração, passa a não observar os outros veículos e se mete em situações de risco que podem resultar em um acidente grave ou até fatal.

O uso de celulares para conversar, discar e enviar texto tem sido motivo de preocupações ligadas às questões de segurança, mas este estudo, pela primeira vez, usou imagem de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir o interlocutor durante uma ligação. 

A redução da atividade cerebral, associada à direção de um veículo, pode levar o motorista a se mover de uma pista para outra de maneira errática. Este é um erro comum entre motoristas embriagados. 

As conclusões do estudo mostram que fazer ligações com celulares sem necessariamente ter que segurá-los na mão não é suficiente para eliminar a distração para os motoristas. Eles precisam manter não apenas as suas mãos na direção, mas também o cérebro concentrado na rua.

Acarreta também um probleminha de visão, segundo estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Isso significa que o motorista não enxerga sinais, outros veículos e semáforos, numa variação do que é conhecida como ‘cegueira negligente' (provocada pela desatenção). Os testes mostraram que esse tipo de desatenção não afetou motoristas que estavam ouvindo música ou audiobook, ou que estavam conversando com um passageiro do carro. 

Houve um risco quatro vezes maior de acidentes enquanto o motorista falava ao telefone, mesmo que o tenha utilizado cerca de dez minutos antes do ocorrido. O risco foi igualmente alto com o uso de viva-voz ou demais acessórios para deixar a mão livre.

Vale a pena arriscar tanto?
Que tal parar o veículo em local seguro e atender o celular? É bom para o bolso, para sua segurança e para a vida.

Cinto de Segurança
O cinto, que ninguém usa, pode fazer muita diferença na hora de um acidente. Imagine um veículo batendo de frente contra um muro. Imagine um carro se deslocando a 60 km/h. Imagine também que o passageiro pese cerca de 60 kg. No momento da batida, o carro para quase instantaneamente, mas as pessoas dentro dele não. Por causa da velocidade, o corpo da pessoa continuará a ‘viagem' com um peso equivalente a quase uma tonelada. Em um acidente frontal, todos os ocupantes serão naturalmente arremessados na mesma direção e à mesma velocidade que o carro vinha desenvolvendo.

Quem está no banco traseiro sem cinto, portanto, será jogado para frente a 60 km/h contra o encosto do banco dianteiro.E será jogado para cima também, contra o teto do carro, porque em uma colisão frontal a traseira do carro é impulsionada para cima, levantando rapidamente as rodas do chão. Dependendo de sua altura, o passageiro baterá a cabeça contra o teto. O mais grave é que ao mesmo tempo em que o passageiro é jogado contra o teto, seu corpo continuará se deslocando para frente na direção do banco da frente e obviamente contra o passageiro que está na frente. O teto segura a cabeça da pessoa, ocorrendo, então, o risco de uma flexão extrema do pescoço capaz de produzir lesões ortopédicas e lesões neurológicas graves. 



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Celular ao volante

Não saímos de casa sem levar o pequeno aparelho eletrônico...

Cristina Baddini

25/01/2013 | 00:00


Atualmente, não saímos de casa sem levar o pequeno aparelho eletrônico. Entretanto, pela dependência que ele trouxe em nossas vidas, habituamo-nos a utilizá-lo, inclusive em situações que geram perigo como, por exemplo, dirigindo um automóvel.

Conversar no celular quando ao volante reduz a concentração de um motorista em até 37%, levando-o a cometer tipos de erros semelhantes aos ocorridos quando se dirige embriagado, de acordo com estudo da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. 

A concentração é a principal afetada quando o motorista utiliza o telefone celular enquanto dirige. Até mesmo o pedestre que usa o celular perde a concentração, passa a não observar os outros veículos e se mete em situações de risco que podem resultar em um acidente grave ou até fatal.

O uso de celulares para conversar, discar e enviar texto tem sido motivo de preocupações ligadas às questões de segurança, mas este estudo, pela primeira vez, usou imagem de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir o interlocutor durante uma ligação. 

A redução da atividade cerebral, associada à direção de um veículo, pode levar o motorista a se mover de uma pista para outra de maneira errática. Este é um erro comum entre motoristas embriagados. 

As conclusões do estudo mostram que fazer ligações com celulares sem necessariamente ter que segurá-los na mão não é suficiente para eliminar a distração para os motoristas. Eles precisam manter não apenas as suas mãos na direção, mas também o cérebro concentrado na rua.

Acarreta também um probleminha de visão, segundo estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Isso significa que o motorista não enxerga sinais, outros veículos e semáforos, numa variação do que é conhecida como ‘cegueira negligente' (provocada pela desatenção). Os testes mostraram que esse tipo de desatenção não afetou motoristas que estavam ouvindo música ou audiobook, ou que estavam conversando com um passageiro do carro. 

Houve um risco quatro vezes maior de acidentes enquanto o motorista falava ao telefone, mesmo que o tenha utilizado cerca de dez minutos antes do ocorrido. O risco foi igualmente alto com o uso de viva-voz ou demais acessórios para deixar a mão livre.

Vale a pena arriscar tanto?
Que tal parar o veículo em local seguro e atender o celular? É bom para o bolso, para sua segurança e para a vida.

Cinto de Segurança
O cinto, que ninguém usa, pode fazer muita diferença na hora de um acidente. Imagine um veículo batendo de frente contra um muro. Imagine um carro se deslocando a 60 km/h. Imagine também que o passageiro pese cerca de 60 kg. No momento da batida, o carro para quase instantaneamente, mas as pessoas dentro dele não. Por causa da velocidade, o corpo da pessoa continuará a ‘viagem' com um peso equivalente a quase uma tonelada. Em um acidente frontal, todos os ocupantes serão naturalmente arremessados na mesma direção e à mesma velocidade que o carro vinha desenvolvendo.

Quem está no banco traseiro sem cinto, portanto, será jogado para frente a 60 km/h contra o encosto do banco dianteiro.E será jogado para cima também, contra o teto do carro, porque em uma colisão frontal a traseira do carro é impulsionada para cima, levantando rapidamente as rodas do chão. Dependendo de sua altura, o passageiro baterá a cabeça contra o teto. O mais grave é que ao mesmo tempo em que o passageiro é jogado contra o teto, seu corpo continuará se deslocando para frente na direção do banco da frente e obviamente contra o passageiro que está na frente. O teto segura a cabeça da pessoa, ocorrendo, então, o risco de uma flexão extrema do pescoço capaz de produzir lesões ortopédicas e lesões neurológicas graves. 

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