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Depois de casos na Libertadores, Pintado cobra apoio da CBF

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Técnico argumenta que entidade não tem representatividade e que a Conmebol faz o que quer do futebol


João Victor Romoli
Especial para o Diário

05/11/2018 | 07:09


Em momento contestado na relação do futebol brasileiro com as entidades que gerem o esporte, o técnico Pintado aproveitou os casos de arbitragem e extracampo na Copa Libertadores para pedir o apoio da CBF aos clubes. O treinador do São Caetano criticou principalmente a falta de diálogo, alegando que o fato deixa os times do País vulneráveis em competições internacionais.

“É muito importante que seja repensado (modo que está sendo conduzido). O apoio da CBF é importante, mas ela se omitiu nos últimos anos. Ela precisa ter mais representatividade com as outras entidades. A gente vê essas dificuldades na própria Libertadores, fazem o que querem do futebol brasileiro, é uma falta de respeito com todos que trabalham no clube. Com jogadores, treinadores, funcionários, não decidem nada dentro de campo. A Fifa, Uefa e Conmebol são muito distantes da CBF. Ninguém faz nada”, desabafou o treinador, se referindo principalmente aos recentes casos na Libertadores deste ano. 

Só na competição, Cruzeiro, Grêmio, Santos e até o Palmeiras foram times que se mostraram irritados com decisões da arbitragem, dentro de campo, e da Conmebol, fora dele. Pintado, aliás, comentou a comunicação do técnico Marcelo Gallardo, do River Plate com seus auxiliares, sendo que estava suspenso da partida diante do Grêmio, na Arena, no Sul, na última quarta-feira. O time gaúcho entrou com recurso para punir o rival argentino, mas a Conmebol manteve no sábado o resultado de campo, ou seja, a eliminação gremista.

“É disso que estou falando. Os times brasileiros estão sem moral lá fora principalmente nos bastidores. Dentro de campo até que não teve tantos problemas, mas as atitudes fora de campo trazem pressão para os gramados. O técnico do River entrou no vestiário suspenso e não acontece nada com o clube”, completou Pintado, que conquistou a competição por duas vezes como jogador, atuando pelo São Paulo (em 1992 e 1993), além de um Mundial de Clubes (em 1992).

SÃO PAULO

Até pelos títulos citados acima e por ter sido técnico em 2017, Pintado pode ser considerado um dos profissionais do futebol que mais conhecem o ambiente e os bastidores do São Paulo. Até por isso, o comandante aproveitou para comentar o atual momento do Tricolor, que, mesmo após bom Campeonato Brasileiro, vive jejum de títulos e recebe inúmeras críticas dos torcedores em relação a goleiros – casos de Sidão e Jean.

O treinador explicou que a pressão por conta de arqueiros se dá pela aposentadoria de Rogério Ceni. “Sem dúvida é por isso. O que a torcida quer é outro Rogério Ceni, mas só tem um. Só existe um Rogério Ceni. Vai ser difícil qualquer goleiro ficar tranquilo, a pressão é grande. Mas minha opinião é a de que o São Paulo precisa mais de um líder do que de um goleiro. Precisa de um profissional com as características do Ceni, de colocar ordem. Tem muitos jovens, pode ver que quando os atletas experientes ficaram fora no Brasileirão, o time sentiu muita falta”, disse Pintado, que trabalhou com o ex-goleiro no São Paulo durante a conquista da Libertares e do Mundial.

Sem ganhar títulos desde 2012 – venceu a Copa Sul-Americana – o Tricolor convive diariamente com a pressão, que Pintado trata como natural. “O São Paulo tem essa pressão de não ganhar títulos. Isso tem um peso para qualquer clube, mas no São Paulo tem consequências muito grandes, principalmente no meio de torcedores e nos bastidores do clube. Não é só a direção, não são só jogadores, são alguns detalhes que o São Paulo tem que reconstruir. Estavam trabalhando na contramão dos outros, mas agora melhorou um pouco. Vai sofrendo, mas vai evoluindo também”, falou.

“Temos de pensar também que a dificuldade não é só do São Paulo. O futebol está muito equilibrado, muito igual. Os valores que se trabalham são muito altos, principalmente pelo investimento. Acaba sobrando para a gente a responsabilidade porque a torcida não quer apenas disputar. Mas temos de saber que só dinheiro não faz diferença ”, comentou o treinador. 

SÃO CAETANO

Eliminado na segunda fase da Copa Paulista de forma surpreendente, o técnico Pintado ainda aproveitou para explicar o período sem jogos do São Caetano e o planejamento que está sendo feito para a disputa do Paulistão de 2019. O treinador destacou que o elenco já está praticamente todo pronto e lamentou a perda de foco na competição deste semestre.

“Já temos planejamento. A gente já tinha feito o planejamento mesmo antes da eliminação. Era um campeonato importante, mas perdemos o foco, e isso fez a gente rever algumas coisas. Não podemos deixar acontecer novamente em outros campeonatos. Estamos avaliando direito, trabalhando e agora é treinar o elenco que já está praticamente pronto”, completou o treinador, que tem contrato até o ano que vem com o Azulão. 



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Depois de casos na Libertadores, Pintado cobra apoio da CBF

Técnico argumenta que entidade não tem representatividade e que a Conmebol faz o que quer do futebol

João Victor Romoli
Especial para o Diário

05/11/2018 | 07:09


Em momento contestado na relação do futebol brasileiro com as entidades que gerem o esporte, o técnico Pintado aproveitou os casos de arbitragem e extracampo na Copa Libertadores para pedir o apoio da CBF aos clubes. O treinador do São Caetano criticou principalmente a falta de diálogo, alegando que o fato deixa os times do País vulneráveis em competições internacionais.

“É muito importante que seja repensado (modo que está sendo conduzido). O apoio da CBF é importante, mas ela se omitiu nos últimos anos. Ela precisa ter mais representatividade com as outras entidades. A gente vê essas dificuldades na própria Libertadores, fazem o que querem do futebol brasileiro, é uma falta de respeito com todos que trabalham no clube. Com jogadores, treinadores, funcionários, não decidem nada dentro de campo. A Fifa, Uefa e Conmebol são muito distantes da CBF. Ninguém faz nada”, desabafou o treinador, se referindo principalmente aos recentes casos na Libertadores deste ano. 

Só na competição, Cruzeiro, Grêmio, Santos e até o Palmeiras foram times que se mostraram irritados com decisões da arbitragem, dentro de campo, e da Conmebol, fora dele. Pintado, aliás, comentou a comunicação do técnico Marcelo Gallardo, do River Plate com seus auxiliares, sendo que estava suspenso da partida diante do Grêmio, na Arena, no Sul, na última quarta-feira. O time gaúcho entrou com recurso para punir o rival argentino, mas a Conmebol manteve no sábado o resultado de campo, ou seja, a eliminação gremista.

“É disso que estou falando. Os times brasileiros estão sem moral lá fora principalmente nos bastidores. Dentro de campo até que não teve tantos problemas, mas as atitudes fora de campo trazem pressão para os gramados. O técnico do River entrou no vestiário suspenso e não acontece nada com o clube”, completou Pintado, que conquistou a competição por duas vezes como jogador, atuando pelo São Paulo (em 1992 e 1993), além de um Mundial de Clubes (em 1992).

SÃO PAULO

Até pelos títulos citados acima e por ter sido técnico em 2017, Pintado pode ser considerado um dos profissionais do futebol que mais conhecem o ambiente e os bastidores do São Paulo. Até por isso, o comandante aproveitou para comentar o atual momento do Tricolor, que, mesmo após bom Campeonato Brasileiro, vive jejum de títulos e recebe inúmeras críticas dos torcedores em relação a goleiros – casos de Sidão e Jean.

O treinador explicou que a pressão por conta de arqueiros se dá pela aposentadoria de Rogério Ceni. “Sem dúvida é por isso. O que a torcida quer é outro Rogério Ceni, mas só tem um. Só existe um Rogério Ceni. Vai ser difícil qualquer goleiro ficar tranquilo, a pressão é grande. Mas minha opinião é a de que o São Paulo precisa mais de um líder do que de um goleiro. Precisa de um profissional com as características do Ceni, de colocar ordem. Tem muitos jovens, pode ver que quando os atletas experientes ficaram fora no Brasileirão, o time sentiu muita falta”, disse Pintado, que trabalhou com o ex-goleiro no São Paulo durante a conquista da Libertares e do Mundial.

Sem ganhar títulos desde 2012 – venceu a Copa Sul-Americana – o Tricolor convive diariamente com a pressão, que Pintado trata como natural. “O São Paulo tem essa pressão de não ganhar títulos. Isso tem um peso para qualquer clube, mas no São Paulo tem consequências muito grandes, principalmente no meio de torcedores e nos bastidores do clube. Não é só a direção, não são só jogadores, são alguns detalhes que o São Paulo tem que reconstruir. Estavam trabalhando na contramão dos outros, mas agora melhorou um pouco. Vai sofrendo, mas vai evoluindo também”, falou.

“Temos de pensar também que a dificuldade não é só do São Paulo. O futebol está muito equilibrado, muito igual. Os valores que se trabalham são muito altos, principalmente pelo investimento. Acaba sobrando para a gente a responsabilidade porque a torcida não quer apenas disputar. Mas temos de saber que só dinheiro não faz diferença ”, comentou o treinador. 

SÃO CAETANO

Eliminado na segunda fase da Copa Paulista de forma surpreendente, o técnico Pintado ainda aproveitou para explicar o período sem jogos do São Caetano e o planejamento que está sendo feito para a disputa do Paulistão de 2019. O treinador destacou que o elenco já está praticamente todo pronto e lamentou a perda de foco na competição deste semestre.

“Já temos planejamento. A gente já tinha feito o planejamento mesmo antes da eliminação. Era um campeonato importante, mas perdemos o foco, e isso fez a gente rever algumas coisas. Não podemos deixar acontecer novamente em outros campeonatos. Estamos avaliando direito, trabalhando e agora é treinar o elenco que já está praticamente pronto”, completou o treinador, que tem contrato até o ano que vem com o Azulão. 

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