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Currículo


Lucas Nogueira
Diretor de recrutamento da Robert Half

04/09/2018 | 07:17


1 – Qual é a melhor forma de organizar meu currículo?

Pense que o recrutador analisa muitos currículos todos os dias, portanto, a organização das informações é fundamental para que ele encontre rapidamente todos os elementos que precisa para decidir se vai participar do processo seletivo ou não. Além de customizar um currículo para cada oportunidade, minha orientação é que você tenha atenção aos seguintes itens:

a – Dados pessoais – seu nome completo, e-mail, telefone com DDD e endereço;

b – Objetivo profissional – onde você aponta para qual cargo está se candidatando, o que facilita muito o trabalho do recrutador;

c – Experiências profissionais – sempre coloque da mais recente para a mais antiga – com mês e ano de cada ciclo –, assim o recrutador saberá rapidamente qual foi sua última função;

d – Formação acadêmica – mencione nomes dos cursos e das instituições de ensino com os respectivos períodos de duração do aprendizado;

e – Idiomas – coloque apenas os idiomas que você realmente conhece e especifique o nível de fluência real em fala, escrita e leitura;

f – Cursos extras e trabalhos voluntários – caso seu currículo esteja dentro de um limite de duas páginas e haja um espaço sobrando, coloque também os trabalhos voluntários, cursos extras e algumas referências profissionais.

2 – O que não devo incluir no meu currículo?

Em média, por meio do currículo, cada candidato tem apenas seis segundos para impressionar um recrutador, por isso, tenha atenção para construir um documento com informações realmente relevantes. Destaco quatro dicas importantes:

a – Foto – sugiro evitar e incluir apenas se o descritivo da vaga pedir;

b – Ensino Médio – Só deve constar se o profissional estiver no começo da carreira e ainda não tem experiência profissional. Caso contrário, mencione da faculdade em diante;

c – Links – Só os inclua se for de blogs ou sites de sua autoria e perfis em redes sociais que sejam relevantes para a vaga que você está se candidatando;

d – Hobbies – O que você gosta de fazer nas horas vagas só é relevante no currículo se a atividade tiver alguma relação com a vaga em questão;

3 – Faz diferença o currículo estar em PDF ou Word? Qual o melhor formato?

Antigamente, diria que entregar o documento no formato Word seria o ideal. Mas hoje, a maioria dos programas de gestão de RH consegue ler os dados de um documento PDF, formato que impede que o documento seja editado por engano ou tenha a sua diagramação alterada no computador de quem o receber. Já o arquivo em Word, se for aberto em um computador que não disponha das mesmas fontes que o seu, pode sofrer alterações de diagramação, gerando uma bagunça aos olhos do recrutador e tornando o conteúdo menos atraente. Porém, em qualquer um dos formatos, prefira o uso de letras tradicionais, como Arial, Helvética, Calibri ou Times New Roman.

4 – É necessário ter uma carta apresentação, além do currículo?

Cada empresa age de uma maneira. Hoje em dia, acredito que a maioria das empresas no mercado brasileiro não pede carta de apresentação, mas pode haver exceções. Apenas um currículo, com no máximo duas páginas, já é suficiente para você se candidatar a uma posição. Porém, caso uma vaga para a qual você se candidate peça carta apresentação, tenha em mente que ela é um resumo do seu perfil técnico e comportamental, deve informar que seu currículo foi enviado e indicar sua disponibilidade para a realização de uma entrevista. Mas lembre-se de adaptá-la de maneira personalizada e direcionada para a vaga que seja do seu interesse.

5 – Passei por uma quantidade considerável de empresas, é ruim para o meu currículo?

Depende muito da situação. Se as suas passagens foram projetos com período determinado de duração e você deixar isso claro em seu currículo, as experiências não te prejudicarão. Porém, se você teve passagens breves em empresas onde era um profissional fixo, pode deixar dúvida nos recrutadores se valerá a pena te colocar em um processo seletivo, devido ao seu padrão de mudança de emprego. Se houver uma ou duas situações no seu currículo de períodos curtos em empregos fixos, não há problemas. Afinal, você pode ter tido o azar de ter trabalhado em uma empresa que estava prestes a fechar ou a oportunidade de ter sido convidado para uma outra empresa mais atraente. Caso o número de mudanças seja excessivo, considere fazer autoanálise para entender o que você poderia fazer para que essa situação não se repita. Assim, você terá mais segurança para se justificar diante do próximo empregador.
 



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