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CAS rejeita a apelação de Jérôme Valcke e dirigente segue banido do futebol

anilo Borges/ Portal da Copa/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


27/07/2018 | 10:53


A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) rejeitou nesta sexta-feira o recurso feito pelo francês Jérôme Valcke, ex-secretário-geral da Fifa, e manteve a punição de 10 anos banido de qualquer atividade ligada ao futebol e uma multa de 100 mil francos suíços (R$ 376 mil). O órgão sediado em Lausanne, na Suíça, explicou em nota oficial a decisão.

"As infrações cometidas por Jérôme Valcke foram acumulativamente graves e que, em consequência, as sanções foram plenamente proporcionais", afirmou a CAS, que recebeu o pedido de recurso do ex-dirigente em outubro do ano passado. Valcke, que nega qualquer delito, tentava anular a pena que recebeu.

Jérôme Valcke foi afastado das suas funções na Fifa em setembro de 2015, acusado em um processo de revenda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. No dia 14 de fevereiro de 2016, foi demitido do cargo. Em fevereiro do ano passado, o CAS o suspendeu de qualquer atividade ligada ao futebol por 12 anos, além da multa. Depois do primeiro recurso feito ainda em 2017, a pena foi reduzida para 10 anos.

O ex-dirigente ficou muito conhecido no Brasil por causa de sua atuação na Copa do Mundo de 2014. Braço direito do então presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, uma de suas missões era coordenar o processo de desenvolvimento do Mundial no Brasil, analisando prazos, fiscalizando as obras em estádios e se reunindo com autoridades brasileiras, entre outras funções.

A punição a Jérôme Valcke tem como base as violações dos artigos 13 da Fifa (regras gerais de conduta), artigo 15 (fidelidade), artigo 16 (confidencialidade), artigo 18 (dever de informação, cooperação e comunicação), artigo 19 (conflito de interesses), artigo 20 (oferta e aceitação de presentes e outros benefícios) e artigo 41 (obrigação das partes a colaborar) do Código de Ética da Fifa.



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